quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Que Tipo de Tarólogo Você É?

O tarot e as múltiplas formas de percepção de
suas imagens arquetípicas...

Em seu livro O Tarot – Uma História Crítica, Cynthia Giles cita outra autora, Mary K. Greer, em seu livro Tarot Mirrors em que identifica quatro processos fundamentais numa de leitura do tarot sugerindo que cada leitor recorrerá a dois ou três deles em mais ou menos grau, geralmente com o predomínio de um deles, que são:
Analítico: Análise das correspondências entre símbolos e significados para determinar a sua relevância.
Psíquico: Uso intuitivo da “visão” interior e de “sentimentos” sensoriais sutis para conhecer as coisas.
Terapêutico: Ajuda o consulente a descobrir os significados, opções e objetivos pessoais.
Mágico: Afirma a habilidade do consulente de criar o que ele considera de valor.
Segundo Greer o leitor analítico seria o mais dependente das cartas utilizando-as como se fosse uma linguagem simbólica ou um alfabeto psíquico. O leitor terapêutico também tem uma estreita relação com as cartas, mas as utiliza como uma forma de entabular um diálogo com o cliente, algo como: “O que esta carta lembra a você?”. Os leitores psíquicos são os que menos se utilizam das cartas diretamente, e costumam se utilizar do processo de embaralhamento e de distribuição das cartas como um meio pelo qual acessam seu próprio psiquismo interior. Já o leitor que se utiliza do método mágico usa as cartas no que Giles chamou de um meio parcial, porque sua organização é colocada sob um ponto de vista específico, onde as cartas são selecionadas e arrumadas em termos de revelar oportunidades de mudança e crescimento. Por essa visão de Greer eu seria um leitor predominantemente analítico e mágico... Esses modos de se ver a leitura do tarot são todos psicológicos e intimamente ligados aos quatro tipos básicos da psicologia junguiana. O método analítico corresponderia ao tipo pensamento, o método psíquico ao tipo sensibilidade, o terapêutico ao tipo intuição e o método mágico ao tipo sensação. Bem, com todo o respeito ao trabalho de Greer e mais ainda ao de Giles, acho que essas breves relações não explicam quase nada e pouco te a ver conosco, habitantes do Hemisfério Sul deste planeta, tão influenciado pelo sensível elemento água. A partir disso fiz uma relação dos quatro métodos de leitura que considero mais consistentes com tudo que vi e conheci através de colegas e, sobretudo, de alunos que se entregaram em leituras para outras pessoas na minha presença durante as práticas em grupos de estudo ou em casos que me trouxeram devidamente apontados em suas agendas ou cadernos de estudo! A própria Giles diz que o estilo de leitura está muito além de uma questão de escolha ou de personalidade como sugere Greer, já que o tarot possui um inegável componente metafísico que torna sua aplicação algo para além do controle da vontade humana. O que concordo plenamente.
Apresento a seguir uma avaliação minha dos quatro métodos possíveis de leitura do tarot segundo minha própria experiência como leitor e professor, e também como estudante em troca permanente com outros tarólogos:


Cada intérprete do simbolismo dos arcanos possui uma
"assinatura" própria no modo como traduz suas mensagens,
e isso se de modo muito fluente e com frequência

fora do controle do próprio leitor...

1º O Tipo Analítico (Elemento Ar): Esse é o tal que enterra a cara nos livros, que sabe citar autores e datas de publicação, e que defende com argumentações bem fundamentadas as abordagens do tarot, em suas muitas e possíveis aplicações. O leitor analítico desconfia da própria intuição, pois considera o processo psíquico instável e altamente influenciado pelo ambiente que cerca o próprio leitor, como as oscilações da vida pessoal e familiar, a movimentação e o humor de pessoas ao redor dele, etc. Ele confia nos seus estudos, e faz deles seu principal suporte nas leituras. Por possuir uma intensa carga mental, é bem comum que as sessões de leitura do tarot sejam bem desgastantes para eles, geralmente falam demais, exemplificam, e fazem muitas e inúmeras recomendações, desde as terapêuticas às literárias. Não é incomum também que eles tenham a tendência a tornar as leituras algo “controlável”, trabalhando com significados bem definidos dos arcanos e refletindo, por exemplo, sobre as possíveis interpretações dos significados de cada arcano em determinada posição de um sistema de jogo de sua preferência! Sua análise depende totalmente de sua interação com as cartas.

2º O Tipo Psíquico (Elemento Água): Esse costuma ser o que mais impressiona as pessoas por conseguir “ver coisas” que não são necessariamente sugeridas pelo simbolismo das cartas como nomes, datas precisas de acontecimentos, descrições físicas exatas de pessoas, etc. O tipo psíquico possui pouca relação ou conhecimento do simbolismo do tarot, as suas imagens arquetípicas servem apenas para despertar nesse leitor o seu psiquismo interno, e talentos mediúnicos como clarividência e ou clariaudiência, alguns até amparados por entidades espirituais. As leituras psíquicas costumam girar em torno de coisas e fatos exteriores ao consulente, como pessoas do seu meio comum de convivência, no trabalho, na família, amigos, e também viagens, propostas, promoções... É muito comum também que esse tipo de leitor não se atenha muito ao que cada pessoa pode fazer para mudar sua situação, muitos parecem crer com sua experiência e observação que as coisas simplesmente acontecem e que cabe a nós tirar o melhor de cada evento... Tem aqueles que se utilizam de recursos mágicos, místicos e ou mesmo espirituais para tentar auxiliar seus clientes a passar pelo que lhes reserva o futuro. Coisas como orações, magias e rituais de todo tipo.


3º O Tipo Intuitivo (Elemento Fogo): Assim como o tipo analítico o intuitivo tira todo o seu processo de análise da relação com as cartas, menos de uma perspectiva racional e mais de uma interação com o cliente, e da observação deste com os arcanos e suas respostas emocionais a eles. Nesse processo não é nada incomum que o significado das cartas deem “saltos” de abrangência para esse leitor. Para ele o simbolismo das cartas é plástico, e se molda a cada experiência de leitura conforme cada pessoa que se consulta com ele. Suas sessões de tarot se parecem muito com uma consulta a um psicoterapeuta ou a um filósofo espiritualista. A sua atenção muito comumente está voltada para que o cliente veja a sua experiência sob outro enfoque ou perspectiva, geralmente mais interior e psicológica, e que cresça com ela. É bem pouco interessado em previsões sobre o futuro. O tipo intuitivo de intérprete do tarot geralmente é simpático a práticas terapêuticas de autotransformação intensa, como Regressão de Memória, Renascimento, Constelação Familiar, entre outras! Isso quando ele mesmo não se torna um terapeuta dessas técnicas holísticas.

4º O Tipo Sensitivo (Elemento Terra): Esse também se utiliza das cartas com uma perspectiva de crescimento ou desenvolvimento. Dentro dos sistemas de disposição de leitura que escolhem sempre há posições do jogo que simbolizam aconselhamento, aprendizado, desafios, crescimento, etc. De modo geral ele não exclui os eventos práticos da vida comum, e nem descarta a aplicabilidade da divinação. Acredita que a interação com os eventos mundanos podem revelar potenciais de grande relevância para o processo evolutivo de cada pessoa. Mesclam com mais frequência o trabalho oracular ao terapêutico, mas sempre visando uma aplicação prática das revelações feitas através das cartas do tarot. Podemos dizer, comparativamente, que este leitor está menos interessado nas influências culturais e do passado sobre a psique do consulente do que o tipo intuitivo, e menos focado nos eventos do futuro que o leitor psíquico. Sua análise parece mais dirigida para o agora e as possibilidades de atuação e transformação desse período de tempo na vida de cada indivíduo, baseado numa forte crença interior da possibilidade de se mudar a realidade através da compreensão dos eventos e da atuação sobre eles.

Olhando para essa relação eu me identifico fortemente com alguns aspectos do tipo analítico, como em sua pesquisa e definição do simbolismo dos arcanos. Encontro-me totalmente identificado com o tipo sensitivo, e com o leitor intuitivo apenas na abordagem terapêutica dos arcanos. Atualmente não possuo nada, ou muito pouco, de um leitor psíquico... E você, que tipo de tarólogo você é?

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

De Onde Vem as Revelações do Tarot...?


Um tarólogo só revela aquilo que as cartas mostram, são elas as mensageiras do seu inconsciente na conexão com o Grande Inconsciente Coletivo da humanidade! O tarólogo é um intérprete sensitivo que alia ao seu conhecimento dos arcanos a sua intuição, para aprofundar a conexão simbólica entre as imagens arquetípicas ali representadas e traduzi-las, mas não vem dele as revelações...! Quem consegue ver para além do que mostram os arcanos são os videntes, que poderão, ou não, se utilizar de um sistema oracular! Ainda assim ele mesmo, o vidente, é só um canal por onde passam essas informações...


- Jaime E. Cannes

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Formulando Perguntas ao Tarot

Eis uma prática bem usual nas leituras de tarot, e que ainda assim pode ser vista sob uma perspectiva bem enganosa. Podemos perguntar qualquer coisa ao tarot? Sim, minha experiência tem mostrado que sim. *Hajo Banzhaf diz que qualquer pergunta pode ser formulada às cartas, mas assinala também que uma coisa que o tarot não pode fazer é responder sucintamente SIM ou NÃO a uma indagação. Pois que seu simbolismo sempre se desdobra em reflexões ou revelações de motivos ou sentimentos subjacentes às vivências do momento. Eu concordo, mas o que aparentemente soa como uma limitação, a mim parece mesmo uma boa vantagem.
Há necessidade de formular com clareza uma pergunta ao tarot? Bem, aí começa um ponto que controvérsias se farão presentes. Uns dirão que não há necessidade disso, de que a inteligência que opera no tarot é a da Inconsciente Coletivo, e de que tudo está revelado em algum nível da consciência (ou do subconsciente) de quem indaga ao oráculo! Em parte concordo com tudo isso, porém, destaco dois fatores bem importantes: 1º) É preciso que o consulente exerça sua confiança no leitor, este também é um trabalho de entrega do consulente, e um tempo para ele ouvir a si mesmo, e é no momento de trazer as perguntas que essa ouvidoria própria se dá. 2º) É fundamental que o intérprete dos arcanos exercite a sua percepção intuitiva, aliando-a a tudo o que ele estudou ao longo de sua jornada formativa, simples assim! Faz-se fundamental que ele ajuste a pergunta ao simbolismo dos arcanos retirados no processo, e os conecte intuitivamente ao significado das casas das diferentes disposições que são utilizadas à medida que a entrevista avança. Cada disposição escolhida representa o aprofundamento numa questão, seja de autoconhecimento, prognósticos, orientação estratégica e aconselhamento, relacionamentos etc. Costumo dizer que nas minhas consultas vale a regra: quanto mais precisa a pergunta, mais precisa a resposta. Por outro alado, quando mais ampla a questão formulada tanto mais ampla, e, portanto difusa, será a resposta obtida.
Certa vez fui chamado para fazer um evento esotérico num clube grande da cidade, era um sábado inteiro de atividades, e com a presença de profissionais de várias áreas do holismo e da interpretação de oráculos. Como não podia estar presente recusei, mas a organizadora que contatou comigo perguntou se eu tinha alguém de minha confiança que pudesse indicar, e eu o fiz. Tinha um aluno meu com longos anos de estudo da tarologia, antes mesmo de fazer um curso comigo, e que estava mais do que disposto a testar suas habilidades interpretativas com pessoas totalmente estranhas num evento como esse. Ele aceitou de pronto, e ao retornar perguntei como havia sido a experiência. Parecia bem frustrado, e confessou que achava não ter feito um bom trabalho. Trouxe o relato de uma senhora que pediu para ele abrir os arcanos porque ela queria saber dos filhos. Ele então pediu para ela tirar as cartas e quando abriu a leitura disse que claramente o tarot indicava que aquela mulher estava vivendo demais a vida dos filhos, e que estava na hora de voltar-se mais para sua própria vida e ocupar-se de si. Prontamente a senhora reagiu dizendo: “Mas não foi isso que perguntei!”. 
A Cruz Celta, um método bem flexível,
que tanto serve para leitura geral,
quanto para responder questões
formuladas ao tarot.
Entendem o que digo quanto a importância de se deixar bem claro o que se deseja saber? Eu o confortei dizendo que na verdade ele tinha feito, muito provavelmente, uma leitura bem acertada. Convenhamos que não estava evidente o que ela queria saber, e ao deixar ampliada a sua pergunta ela acabou abrindo espaço para que a sabedoria do seu inconsciente se manifestasse, e ela ouviu o que precisava e não o que queria! E, quase sempre, o que se precisa ouvir não corresponde exatamente ao que se quer ouvir! A necessidade de se dirigir objetivamente ao um oráculo parece bem clara para mim. A dubiedade que algumas pessoas dizem haver nos oráculos, e imortalizada na obra MacBeth de William Shakespeare, mora na verdade é dentro de quem formula a pergunta e não de quem responde, desde que seja este alguém realmente talhado e experimentado nesse ofício. Somos intérpretes, lemos o que se apresenta, e exatamente por isso que devemos orientar as pessoas que nos procuram a como formular uma questão ao tarot. Muitas vezes só cabe mesmo uma avaliação mais panorâmica, tipo ver o plano geral de um setor da vida. Isso ajuda a se ter uma ideia abrangente de onde a pessoa veio e para onde se dirige em linhas gerais. Algo como saber a situação da vida econômica e ou financeira etc. Entretanto, ao se buscar orientações estratégicas ou de autoconhecimento para se lidar com as situações, é importante que se seja claro e, mais ainda, específico!

Testando o Tarot


Algumas pessoas têm por hábito testar as próprias habilidades interpretativas de ler tarot com um estranho teste. Costumam pedir para que amigos e pessoas de sua convivência formulem perguntas mentalmente, mas sem lhes dizer do que se trata, a partir disso pedem para se retirar algumas cartas, algo entre 1 e 3. Passam então a interpretar a simbologia dos arcanos em suas combinações, enquanto aquele que faz a consulta fica encaixando o que é dito com o que de fato acontece na sua vida, ou de como percebe o momento e os possíveis desenlaces. Algumas vezes isso funciona tão precisamente que assusta a todos, outras vezes ficam com a sensação de que chegou bem perto, o que também soa de modo espantoso! Não vejo nenhuma vantagem nesse processo, ao contrario! Vejo muitas desvantagens. A primeira delas é que o leitor fica tateando no escuro, dissertando sobre os muitos possíveis significados da carta na posição em que caiu, sem exercitar aquele encaixe intuitivo do arcano com sua posição no jogo, e mais as próprias percepções intuitivas do tarólogo. Isso é a arte de ler tarot. Sem falar que a tentação de se deixar a tarologia de lado para se utilizar da “achologia” é bem grande! Logo se começa a querer encaixar coisas que se sabe sobre a pessoa em consulta, ainda que vagas, com o significado das cartas... Ou seja, um lado embusteiro da personalidade pode se manifestar, ainda que de modo inconsciente! Outro aspecto que considero potencialmente perigoso é o de deixar que aquele que se consulta encaixe ao seu bel prazer e disposição as respostas obtidas. As pessoas possuem a tendência a direcionar informações subjetivas conforme suas próprias crenças. Essa prática pode facilitar em muito a projeção de fantasias escapistas, autoengrandecedoras, ou mesmo mórbidas nas respostas. O leitor, por não saber o que foi perguntado, deixa livre o campo da fantasia e das invencionices do ego para se manifestarem na consulta... 

*As Chaves do Tarot
Editora Pensamento. 
São Paulo, 1995.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Cuidados com o Baralho II

Lembrando que: Um baralho energizado não é igual a um baralho imundo...!

Olhem o estado dessas cartas...! Costumo perguntar aos meus alunos, que possuem faixa etária próxima da minha, se eles se lembram das antigas cartomantes que passavam uma vida toda com o mesmo baralho, e pergunto se lembram do fato de a grande maioria delas ter pelo menos uma das unhas dos dedos acinzentada... E, sim a maioria lembra! Adivinha? Era fungo! Papel é material orgânico, junta bactérias e elas podem sim dar fungos, por isso todo cuidado é pouco. É possível manter um baralho com as marcas do tempo, que afinal são os testemunhos da sua jornada, mas inteiramente limpo! Uso o mesmo baralho nas minhas leituras há 11 anos, e nem de longe se parece com as imagens que apresento a seguir.
Como eu digo no meu artigo anterior:
"Os baralhos, assim como nós, envelhecem. Não há como evitar que fiquem amarelados ou que suas cores descasquem, isso é natural! A própria fricção causada pelo ato de embaralhar mais a umidade natural do ambiente causam isso. Porém, como nós, ele podem e devem envelhecer com dignidade!"

Obs: Clique nas imagens para vê-las em tamanho natural


Esse deve ter sido passado inúmeras na fumaço do incenso para 
limparas vibrações densas, e com isso o carvão do incenso 
entranhou deixando essa aparência nojenta. 
Com certeza nunca foi limpo
com um pano úmido.


Esse tá impregnado com a sujeira do tempo mesmo, também 
nunca foi lavado com um pano umedecido em água mineral 
como faço com os meus... O resultado é esse!


Nem precisaria de legenda, essa imagem fala por si mesma...


Esse baralho é o mesmo que vimos em forma de mandala,
aqui vemos as imagens (e a sujeira) sob outro ângulo!

Leia também o texto original: Cuidados com o Baralho

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A Interpretação do Tarot...


"...É uma arte intuitiva que pode ser desenvolvida e aprimorada, mas não pode ser "criada"! Sim, temos todos intuição, mas nem por isso todos conseguem pensar abstrata ou simbolicamente. Assim como todos temos razão, e nem por isso todos são capazes de pensar lógica ou cientificamente..."

- Jaime E. Cannes 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Aviso aos Navegantes...


Eis dois textos que postei no Facebook nos dias 09/07/2017 e 10/07/2017, sobre a doutrina do "modo certo e errado" de ler o Tarot, que ainda persiste nas redes sociais pelo Brasil a fora...

I

Ninguém é "meio tarólogo" só porque prefere fazer leituras se utilizando apenas dos arcanos maiores...! Isso vem do processo intuitivo de cada um e, portanto, é profundo, pessoal e intransferível! Já vi tarólogos fazerem descrições profundas usando este método, enquanto outros experts na utilização de todas as lâminas não chegaram nem perto...
Atualmente utilizo os setenta e oito arcanos misturados nas sessões presenciais de Tarot, mas por muitos anos fiz leituras só com os maiores, porque era apaixonado por um certo baralho que tinha mesmo apenas os vinte e dois trunfos. E, nas consultas online, ainda prefiro proceder deste modo!
Claro que aconselho a quem assumir o papel de professor de Tarot, que tenha sim um bom conhecimento e prática na interpretação dos dois conjuntos (maiores e menores) na lida com a tarologia. Afinal, você não pode levar o outro, com segurança, onde você mesmo nunca esteve, não é verdade?
II

Em função das respostas, dúvidas e colocações sobre a postagem do dia anterior, achei pertinente citar três princípios que considero fundamentais para quem está estudando o Tarot:

1° Entenda que NÃO EXISTE o jeito certo ou errado de se ler Tarot. E tão pouco o melhor método de leitura. Portanto se seu professor o ensinou que o melhor método de disposição das cartas é o americano, que mistura os arcanos maiores e menores, ou pelo contrário, que o melhor mesmo é o método europeu que separa arcanos maiores e menores nas leituras, e que um bom tarólogo usa sempre todos os arcanos sobre a mesa... Ou pelo contrário, se ele diz que não existe isso de arcanos menores, que toda a verdade está apenas nos vinte e dois trunfos, entenda que isso NÃO É uma verdade absoluta sobre o Tarot! Trata-se da visão do seu professor, baseada nas experiências e vivências dele. Elas devem ser consideradas sim, mas não devem inibir você de fazer suas experiências, e testar todas as formas e métodos de leitura! Você tem o direito de formar sua própria visão de tarologia!

2° Da mesma forma saiba que NÃO HÁ o melhor sistema de disposição das cartas! Não importa se disseram a você que a Mandala Astrológica é o mais abrangente, ou de que a Cruz Celta é o mais preciso... As leituras de Tarot são formas de ampliação da consciência tanto para leitores quanto para consulentes. A forma de disposição das cartas é o caminho pelo qual essa experiência se dará, portanto não pode ser imposta por regras ou convenções, simplesmente porque não faz sentido! Todo o trabalho dentro do mundo dos símbolos é de cunho intuitivo, e como já disse antes, é, portanto pessoal, profundo e intransferível! Daí vem o terceiro conselho...

3° Aprenda TUDO sobre Tarot, teste tudo também! Uma coisa é você deixar de fazer porque é um ignorante sobre o tema, ou que se deixou levar pela experiência, ou mesmo pela ignorância ou visão estreita de um outro professor ou autor. Outra coisa é ser alguém que explorou todas as possibilidades e acabou escolhendo as que melhor se adaptavam à sua visão de vida, intelectual e espiritual. No futuro, se escolher se tornar um professor de tarologia, lembre-se de dar a mesma liberdade ao seu aluno, estimule-o a testar outros métodos e sistemas conjuntamente aos que você ensinou. Afinal, não se trata mais só de você, mas da trajetória de outra pessoa... Seu dever é dar sim uma formação consistente e completa, mas também o de estimular a pesquisa interior e intuitiva, tanto quanto a racional e objetiva.

sábado, 22 de julho de 2017

O Tratamento Reiki à Distância...

Como Funciona?

1) O tratamento Reiki à distância substitui um tratamento presencial?

De forma alguma. O tratamento presencial permite uma interação psíquica e energética muito maior entre o terapeuta e o cliente, por isso deve sempre haver, de preferência, uma troca direta de transmissão da energia Ki.

2) Como isso é possível?

A energia Ki permeia todo o Universo, e o nosso mundo com todos os seus habitantes. Somos todos compostos dessa energia que sustenta a vida em todas as suas manifestações. Assim, ao enviarmos a força Ki para uma pessoa, através da utilização dos símbolos Reiki de tratamento, estamos movimento essa energia. Frequentemente eu a comparo com o próprio ar, nós não o podemos ver, e só o sentimos em ventanias ou quando acionamos os meios criados pelo nosso engenho para essa tarefa, como circuladores de ar e condicionadores que o movimentam e temperam respectivamente. Acontece algo semelhante ao nos utilizarmos dos símbolos dos níveis II e III para efetuar tratamentos à distância com o Reiki!

3) Quando posso me utilizar de um tratamento à distância?

Geralmente quando a pessoa não pode vir até o consultório, ou em casos de emergência, ou ainda quando ela nem sabe que precisa de ajuda por estar passando por algum momento de muita dificuldade...

4) Mas nesse caso isso não seria uma intervenção no livre arbítrio de uma pessoa que não nos pediu ajuda?

Não! É importante salientar que ninguém "controla" a energia Ki Universal, nós a canalizamos e a enviamos às pessoas interessadas, ela é uma energia inteligente que atua conjuntamente com nossos canais superiores de consciência. Temos todos uma parte superior de nossa consciência, que é conhecida como "Eu Superior", esta parte do nosso ser está sempre atenta a tudo o que serve ou não ao nosso processo evolutivo. Ela não está submetida à nossa mente egoica inferior. Quando recebemos a sintonização em Reiki nível I, é bem comum que os Mestres nos digam que cada um recebe apenas a quantidade de Reiki que estiver aberto a receber. O que é verdade...! Uns absorvem 100% da energia Ki emitida, outros 50%, outros ainda 10%... Por que então seria diferente num tratamento à distância?

5) É correto se cobrar pelo tratamento à distância?

Ninguém cobra pelo trabalho em si, seja ele qual for! A maioria dos profissionais leva em conta o tempo que despendido para tal tarefa. Eu não cobrava até bem pouco tempo, mas isso mudou quando os pedidos de Reiki para outras pessoas começaram a aumentar consideravelmente, e isso começou a me tomar cada vez mais tempo... Como não me utilizo de técnicas como a do caderno, ou da caixa Reiki, onde o nome de várias pessoas são colocadas conjuntamente, e assim é enviado periodicamente Reiki a todas elas... Eu trato pessoa a pessoa, escrevendo seus nomes num pedaço de papel e deixando entre as minhas mãos por um tempo entre 10 a 15 minutos de cada vez, por quatro dias. Costumo perceber coisas no campo energético e sutil enquanto transmito a energia Ki, que eu anoto e em seguida envio com as datas das transmissões via e-mail, numa espécie de relatório breve das aplicações... Costumo cobrar o valor de uma única sessão por esses quatro dias de aplicação de Reiki. Contudo, cada um deve estipular seu próprio método de trabalho e sentir se deve ou não cobrar por isso.