segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Como Está Minha Saúde?

O Sol, do tarot Namur.
Uma amiga que não vejo há anos me ligou ontem marcando uma consulta de tarot para semana que vem, porém pediu que eu colhesse antes disso uma mensagem sobre a sua saúde, pois estava muito aflita, não me dando nenhuma pista do que se tratava. Foi o que fiz, me concentrei na minha amiga e puxei três cartas, somente dos arcanos maiores, pois é assim que leio o tarot quando a consulta é à distância. As cartas que saíram foram as seguintes: O Sol, que apareceu na situação, mostrando proteção à integridade da sua saúde física e ao fluxo de energia vital também. Parecia ser mesmo um bom augúrio. Na oposição apareceu o arcano de O Diabo, e aí comecei a entender o motivo da pressa na avaliação do seu quadro de saúde. Este arcano revelou um acúmulo de sentimentos pesados e negativos que estavam em ebulição dentro dela. Coisas como raiva, mágoa, e uma profunda angústia, e isso parecia a estar afetando fisicamente, de modo psicossomático. Ficou evidente para mim também de que ela não estava sabendo lidar com tais sentimentos, e que isso estava sendo “engolido” todos os dias. 
O Diabo, do tarot Namur.
Na síntese do jogo de três cartas, como resposta final, apareceu A Torre, um arcano que expressa dores físicas, e geralmente associadas a ossos, coluna e músculos, numa expressão de tensões acumuladas. O que fazia todo o sentido, tendo em vista o arcano anterior. A Torre também me transmitiu a ideia de topo (cabeça) e me fez intuir que ela devia estar sofrendo de dores de cabeça, e provavelmente também de insônia, com pensamentos repetitivos e indesejáveis! Ao calcular o arcano oculto da leitura, que é a soma de todos os números dos arcanos maiores que estavam na mesa, 19+15+16 = 50 = 5 + 0... O resultado foi 5, o número de O Hierofante. Este arcano está associado a todo tipo de terapeutas, do xamã ao médico alopata, o que me fez crer que minha amiga estava sob cuidados especializados, ou na iminência de fazê-lo. 
A Torre, do tarot Namur.
Via mensagem de texto descrevi todo o resultado dessa breve leitura para ela, e a resposta foi um contundente sim! Ela contou que esteve em tratamento para o tabagismo e isso desencadeou entre outras coisas, insônia, enxaquecas e depressão. Com isso sua sensibilidade emocional ficou extrema, causando a tal ebulição que eu descrevi, e que de fato ela não sabia o que fazer com todas aquelas emoções. Procurou um psiquiatra para tratar a depressão, e o remédio indicado desencadeou violentos efeitos colaterais. Tensões musculares e dores nas articulações se fizeram presente de modo perturbador. Ela revelou que nos últimos anos sofria de dores ósseas que se originaram de degenerações na coluna, que sob o efeito do tal remédio pioraram e muito! 
O Hierofante,
do tarot Namur.
O motivo da pergunta antecipada sobre sua saúde era saber se isso passaria logo, pois havia trocado de médico, e esse havia suspendido a medicação... O que deixou mais claro ainda para mim a proteção representada pelo arcano de O Sol no início da leitura. Eu disse que ela podia relaxar, pois apesar de ainda estar sofrendo os efeitos revelados, e confirmados por ela, o restabelecimento do seu bem estar estava a caminho. Ela me agradeceu aliviada dizendo que tinha muito mais coisas para ver no tarot, e para me contar. Mandamos beijos e abraços virtuais, nos veremos semana que vem...

Leia também: Lendo com 3 Cartas 

Obs: Para ver os arcanos em tamanho natural clique nas imagens.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Astrologia & Tarot

Este texto foi inserido na minha página de Consultas, porque passa a integrar as modalidades de atendimento que ofereço a clientes e leitores. Espero que gostem, e venham conhecer...!

- É possível misturar as técnicas?

É possível sim misturar tarot e astrologia numa única leitura. Entretanto, devemos ter clareza sobre as duas técnicas, e saber o que podemos extrair delas!
Astrologia, uma imersão na
personalidade humana através
da interação entre o macro
e o micro cosmo.
astrologia é um estudo detalhado da personalidade, e de ciclos mais amplos, como períodos de anos a meses ou semanas. Já o tarot é uma avaliação de um determinado período de tempo que geralmente é a síntese de anos, meses, ou semanas e dias, refletidos dentro desse momento, mas que costuma incluir a descrição das reações aos eventos, tanto dentro de uma perspectiva prática quanto psicológica. Ou seja, ele mostra o que está rolando bem como o que se está sentindo com tudo o que está rolando!  A astrologia é mais precisa em termos temporais, e o tarot é mais preciso em termos práticos e psicológicos.
Há duas formas para uma boa aplicação combinada desses dois fascinantes sistemas simbólicos: o primeiro é na leitura do mapa astrológico natal, que relata a proposta da alma para a presente encarnação, e depois se utilizar das cartas para elucidar como lidar melhor com os desafios propostos pelos aspectos ali representados. Se, por exemplo, uma pessoa tiver Marte oposição Lua, o que pode representar grande agressividade, podemos então usar o tarot para descobrir como e para onde canalizar essa agressividade, e descobrir o que se obterá em termos de qualidade de vida ao completar essa tarefa!  Assim a tarologia opera como um mapa com rotas estratégicas para facilitar a jornada pessoal.
Tarot, divinação e autoconhecimento a partir
de um determinado momento que reflete o todo,
como a parte de um holograma
.
Outro modo interessante é o de mesclar a astrodinâmica, que vem a ser a leitura dos ciclos astrológicos individuais, como a revolução solar e dos trânsitos dentro do período de um ano, e no caso desses últimos sondar as respectivas influências dos planetas e seus aspectos no céu. Com a integração dos arcanos do tarot na sessão, pode se revelar o modo como isso ocorrerá. Assim como sondar meios estratégicos de lidar com os aspectos desafiadores desses planetas. Se Saturno estiver em quadratura com Vênus na casa VII, um outro exemplo, com certeza o período demarcado por este aspecto será de tensão nas relações amorosas e de negócio, e de não fluência no trato com o outro. É nesse momento que as imagens arquetípicas do tarot podem mostrar de que modo isso ocorrerá, e de como podemos atuar para aproveitar a energia dessa tensão e transformá-la positivamente, quer seja para o desenlace de conflitos, quer seja para o engrandecimento da relação em si...
Combinar dois sistemas com essa magnitude de revelação e perspectiva pode ser incrivelmente elucidativo, enriquecedor e profundo.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

O Simbolismo da Rosa nos Arcanos do Tarot

A Rainha de espadas, do
Morgan-Greer tarot.
A rosa está para a o ocidente como o lótus está para o oriente. Ela representa a primeira manifestação que de dentro das águas primordiais se eleva e desabrocha, como a rosa cósmica Tripura Sundari, da cultura indiana, que faz referência à beleza da Mãe Divina. Não é à toa que no rosacrucianismo a rosa é representada no centro da cruz, ou seja no lugar do coração do Cristo. Na iconografia cristã representa a transmutação do seu sangue, ou de suas chagas. A rosa mística do cristianismo é também um simbolismo atribuído à Virgem Maria, e mais especificamente em suas inúmeras aparições, sendo a mais marcante a de 1947 para a enfermeira italiana Pierina Gilli, e outras aparições com os mesmos símbolos se estenderam até 1984. Em sua primeira aparição Nossa Senhora da Rosa Mística aparece segurando em seus braços três espadas, e depois passa a ser representada trazendo junto ao peito três rosas, uma branca, uma vermelha e outra, dourada. A rosa branca simboliza a abertura à oração como uma forma de comunhão com o Divino, e o encontro da vocação interior. A vermelha representa a purificação dos pecados através do sacrifício feito amorosamente. E, por fim, a rosa dourada simbolizaria a penitência de todos aqueles que deveriam representar os preceitos cristãos, mas que traíram a Igreja, seus sacerdotes e monges, e a necessidade de corrigi-los! Curiosamente as rosas aparecem, com uma grande frequência, associadas ao simbolismo do naipe de espadas, que traz em seu escopo de significados a ideia de sofrimento, correção, a busca da verdade, da justiça e a potência da razão. 
A rosa, símbolo de beleza e também
de elevação espiritual.
A rosa também aparece como uma roda, devido ao arranjo de suas pétalas, e que se evidencia na forma da rosa dos ventos, indicando que evolução é movimento! E como tanto na tradição católica quanto muçulmana, e também pagã, as rosas são associadas ao sangue derramado, seu simbolismo está fortemente ligado ao conceito de renascimento espiritual. Sua imagem parece mesmo traduzir isto tudo! De uma haste espinhenta e, portanto dolorosa, ergue-se uma linda flor delicada e de perfume embriagador. Como a alma que se eleva de seus sofrimentos com a beleza do entendimento, a sabedoria, que exala para todos os que a cercam, encantando e instruindo pelo exemplo. Um símbolo de crescimento interior e de amadurecimento espiritual. A deusa grega Hécate, uma deusa do submundo e arauto dos aspectos sombrios da consciência, era por vezes representada portando uma guirlanda de rosas de cinco folhas. O número cinco representa a mudança e o movimento que vêm do quatro, que é a cifra da ordem em vigência. Isso associado ao simbolismo de Hécate deixa claro que não existe nenhum tipo de renascimento ou despertar espiritual sem um mergulho nas próprias sombras. O que costuma ser doloroso de algum modo!
Mais tarde a rosa seria associada ao amor, pois que uma vez associada ao Cristo em sua missão e sacrifício por amor à humanidade, passa a representar o amor puro ou ideal que todos os homens buscam. Mais uma vez vemos uma referência à idealização humana, um claro atributo da mente racional (naipe de espadas), mais do que da afetividade fantasiosa (naipe de copas).
O 9 de espadas, do Rider-Waite.
Foi nos baralhos criados por alguns dos membros da Hermética Ordem da Aurora Dourada, a Golden Dawn, que se originou a conexão entre o simbolismo das rosas e as imagens arquetípicas do tarot. O primeiro foi Arthur Edward Waite em seu Rider-Waite de 1910, que apresenta o arcano de O Louco segurando uma rosa branca na mão esquerda, simbolizando uma consciência pura, livre de conceitos enrijecidos e aberta a novas inspirações. Depois rosas vermelhas aparecem rodeando o personagem central do arcano de O Mago, e nas vestes do arcano de A Imperatriz. O primeiro representando o influxo poderoso de uma energia superior, e o segundo a manifestação criativa no mundo exterior desse mesmo influxo. Mais adiante as rosas vermelhas aparecem ao lado de símbolos astrológicos bordados nas cobertas da atormentada figura do arcano do 9 de espadas. Quem sabe numa alusão a se extrair um propósito maior do sofrimento? 
O 2 de espadas do Thoth tarot,
de Alesiter Crowley. Rosas do vento

aparecem ao fundo...
Aleister Crowley faz o mesmo em vários arcanos do naipe de espadas em seu Thoth Tarot, de 1943. Como no 2, 3, 4 e 6 de espadas. O 2 de espadas de Crowley alude a uma paz delicada que não pode ser mantida para sempre, e algo tem de ser decidido, por isso aparecem as duas espadas atravessando o centro de uma mítica rosa azul (um sonho de perfeição da Idade Média). O 3 de espadas mostra uma rosa sendo destruída por três espadas de tamanhos diferentes, simbolizando o sofrimento que é inerente às escolhas que fazemos. O 4 de espadas mostra quatro espadas que se encontram no centro de uma rosa fantástica de quarenta e nove pétalas, simbolizando a trégua depois do enfrentamento. E, por fim, o 6 de espadas mostra a rosa-cruz como a conquista de um novo patamar de consciência (Ciência) sobre os sofrimentos passados. 
O 6 de espadas do Golden Dawn
tarot, de Robert Wang.
O mesmo ocorre no tarot da Golden Dawn, desenhado por Robert Wang em 1978, que segue as instruções contidas no Liber T, e que também serviu de base aos criadores antes citados para os seus respectivos baralhos. Esse texto era utilizado para as meditações e práticas rituais que se utilizavam do tarot. Os iniciados nessa ordem eram incentivados a estudar, praticar e desenhar seus próprios baralhos como uma forma de imersão profunda no simbolismo dos arcanos. Não se admira que tantos baralhos influentes até hoje tenham derivado desses adeptos. O que também deu, por outro lado, origem a todas as distorções criadas no simbolismo clássico do tarot que vemos hoje. Reza a lenda que o baralho original da Golden teve seus esboços desenvolvidos por MacGregor Matthers, um de seus lideres mais influentes.
No baralho desenhado por Wang, sob a orientação de Israel Regardie, outro membro da Golden, o naipe de espadas tem rosas representadas nos seus arcanos numerados do 2 ao 8. Já mencionei em outro artigo meu A Viagem da Alma nos Arcanos Menores, que as cartas de naipe no tarot, assim como os arcanos maiores, mostram uma trajetória da consciência, mas desta vez por cada um dos quatro níveis específicos de manifestação da vida: energético/criativo (paus), psíquico/afetivo (copas), mental/racional (espadas), e prático/físico (ouros). A sequência dos desenhos mostram nessa obra a mente movida por altos ideais em sua busca por elevação e compreensão das mazelas vividas, começando por suas decisões no 2 de espadas, até ser superada por si mesma, quando nos arcanos 9 e 10 de espadas a rosa desaparece. Então o ideal da nossa áspera mente julgadora e crítica fenece e abre, depois de muito sofrimento, espaço para uma nova forma de percepção, uma que vá além da mente, e integre as outras partes do ser. Qualidade representada pelo próximo naipe, ouros, que vem a seguir encerrando a série dos quatro mundos manifestos.
O Louco do Osho Zen tarot segura
a rosa branca, assim como seu irmão
do Rider-Waite...
Mais recentemente, no Morgan-Greer tarot, a lúcida mas exigente Rainha de espadas é representada, ao que parece, num belo jardim cercada de lindas rosas vermelhas enquanto empunha majestosamente a sua espada a frente, entre si mesma e o expectador. Parece lembrar-nos de que a mente e suas capacidades de análise, discernimento, julgamento e discriminação são extremamente úteis e necessárias sim, mas que devem estar embasadas em ideais o mais libertadores e flexíveis possíveis. Caso contrário encontraremos a sombra dessa rainha, que é justamente o preconceito, a visão estreita e nada inclusiva de certo e errado, e a crítica devastadora a tudo que não se encaixe dentro desta visão! O que poderíamos resumir citando aquela máxima que diz que a mente é uma ótima serva, mas uma péssima anfitriã.

Livros para ler:

- A Golden Dawn - A Aurora Dourada
De: Israel Regardie
Editora: Madras

- Dicionário de Símbolos
De: Jean Chevalier & Alain Gheerbrant 
Editora: José Olympio

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

As Muitas Faces do Arcano XVIII - A Lua...

The Moon, Old Tarot Card.
O Oculto

O oculto é onde habita todo o conhecimento inorganizado da mente consciente, os sonhos, as intuições, as experiências mediúnicas... Mas também os medos, as sombras da alma e suas assombrações... Oculto é o nome que damos ao absoluto desconhecido!

As Muitas Faces da Lua

Muito mais sobre a Lua... Mistério, sonhos, imaginação. Mediunidade espontânea e inorganizada, coisas obscuras, mal resolvidas. O Karma.
O ocultismo, a magia e todas as atividades que fogem à compreensão da mente racional e objetiva. Pode também ser a superstição!
Ligação mágica com as forças da lua. Conexão com a figura da mãe, porém, nunca de forma harmoniosa. Gravidez complicada ou indesejada. Problemas na gestação, ou de fertilidade. Pode simbolizar o trauma profundamente inserido na psique... No mundo concreto são s negócios feitos em surdina, tipo "na calada da noite". Alguns tarólogos veem ainda neste arcano o romantismo exacerbado, ou a melancolia frequente... Tudo uma questão do olhar!

The Moon, by xwocketx on DevianArt.
Leitura das quatro Fases da Lua

Como estamos todos conectados ao poder e à influência da Lua, trago hoje esse pequeno método para uma leitura reflexiva e de autoconhecimento baseado nas suas quatro fases.
Depois de embaralhar o maço de cartas com a mente limpa, corte-o em dois, junte novamente as duas partes em um monte com a porção inferior cobrindo a superior, espalhe as cartas em leque na sua frente e retire 4 arcanos. O primeiro ficará à sua esquerda e representará a Lua nova, o segundo ficará em cima e representará a lua crescente, o terceiro ficara à sua direita e será a fase cheia da Lua, e embaixo fica então a carta da Lua minguante.

1) À Lua nova pergunte: O que está adormecido em mim, e vire a carta (e que pode estar consciente ou inconsciente)?

2) À Lua crescente pergunte: O que está crescendo em mim dia a dia (positivo ou negativo)?

3) À Lua cheia pergunte: O que hoje me preenche e me toma completamente (positivo ou negativo)?

4) À Lua minguante pergunte: O que eu preciso deixar para trás para seguir o meu caminho evolutivo (simboliza a cura)?


Essa ilustração de Yulia Volchok, se assemelha
ou menos com o arranjo das cartas como eu o faço...
O arcano oculto (se houver) fica no centro.

Se sair mais de um arcano maior na leitura some-os para descobrir o arcano oculto. Por exemplo, se saiu A Justiça VII, e a Roda da Fortuna X, some 8 + 10 = 18 = 1 + 8 = 9. Nesse caso O Eremita é o arcano oculto e o seu guia nesse momento de sua vida. Essa carta deverá então ser colocada no centro da leitura . Se utilizar apena os arcanos maiores some todos os quatro com o mesmo fim...

Observação: Para este método de leitura mesmo os arcanos compostos deverão ser reduzidos a um único dígito final, como no exemplo acima, em que 18 que corresponde ao arcano de A Lua foi reduzido a 9, de O Eremita. Os arcanos de 1 a 9 representam a essência e, portanto, a alma humana.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Sobre Reiki e as Outras Terapias...


Há algum tempo publiquei um texto onde falo dos equívocos criados ao se confundir a obra de Aleister Crowley, e mais especificamente o seu Thoth tarot, com a sua própria vida e personalidade. Há quem diga que o seu baralho é uma obra do “mal” porque o próprio Crowley era uma figura obcecada pelo poder, e o lado escuro, por assim dizer da magia. Esse tipo de engano é muito comum mesmo no meio dos estudiosos e pesquisadores de temas ocultos ou de ordem espiritual. O ego entra nesse embate muitas vezes fazendo que os buscadores se esqueçam de que o caminho evolutivo é de integração e não de divisão. Toda vez que definimos que “isso é bom e isto é mau” criamos exclusão, e afastamos de nós mesmos a possibilidade de aprender e crescer com aquilo que chamamos de sombrio, ou derivado do mal. A velha fórmula Luz x Sombra, ou Bem x Mal, gerou todo o conflito imaginável sobre a Terra! Ou seja, não serviu pra nada!
Eis que agora me deparo com uma declaração de uma amiga que ouviu de uma praticante de outra técnica terapêutica que está em moda atualmente (não vou citar o nome porque acho que não é o caso) de que esta técnica é “mais eficiente” de que o Reiki. Pois bem, não vou entrar aqui no mérito de que se a referida terapeuta está certa ou errada! Parece-me que esta pessoa, entretanto, ignora seriamente do que se trata o trabalho com a energia! Não é a técnica em si que detém o poder de abrir as portas da percepção e da conexão interior com fontes maiores de consciência, e mesmo de energia. Essa possibilidade mora dentro de cada pessoa, e depende exclusivamente de alguns fatores intransferíveis, como o grau evolutivo interior de cada um, e o comprometimento kármico com a questão que gera o desequilíbrio. Nenhum terapeuta ou terapia pode medir ou contornar isso. Sendo assim, uma pessoa que esteja pronta para se libertar de um processo kármico em sua vida, e que tenha evoluído suficientemente nesta, ou desde muitas outras vidas, poderá atingir os insights necessários para que sua compreensão liberte sua realidade, e que todas as energias e crenças limitantes se dissolvam. E isso pode se dar até a partir de uma técnica de incursão mais física num primeiro momento, e menos energética como a massagem ayurveda, por exemplo! Ao passo que outra pessoa que não esteja no mesmo ciclo evolutivo poderá contatar com uma das modernas terapias de dissolução de memórias e programações destrutivas ou densas, ou de acesso aos registros akáshicos, e tudo o que poderá obter é um alívio nos sintomas ou sofrimento. Isso ocorre porque NADA substitui o trabalho interno de desenvolvimento. A própria palavra “desenvolver” já diz, deixar de envolver-se com, assim sendo depende de uma atuação consciente e amadurecida. E esse é um caminho que ninguém pode percorrer por cada um de nós, não importa a eficiência da técnica ou a tarimba do terapeuta envolvido. 
Acredito que considerar esses fatores é fundamental para se levar adiante um trabalho holístico de terapia energética ou vibracional da Nova Era. Como também é fundamental que se entenda que cada terapia atua em diferentes faixas de frequência vibracional, assim como as pessoas segundo os já citados graus de evolução espiritual individual e envolvimento kármico com a situação geradora do desequilíbrio. Obtêm-se mais resultado quando se escolhe uma técnica terapêutica que atue na mesma faixa frequencial em que se está! E o único modo possível de se descobrir isso é testando e observando a si mesmo durante o processo. Por esse motivo considero mais saudável o caminho da experiência pessoal do que a pesquisa pela opinião alheia, que como vimos não raramente é saturada de desinformação ou preconceito!
Sobre o Reiki o que posso dizer é que se trata do reabastecimento do corpo físico e dos corpos sutis da energia “Ki” Universal, processo a partir do qual muitas curas ou reequilíbrios físicos e sutis podem ocorrer, mas nunca de modo programável ou previsível e é justamente isso que me encanta na prática Reiki nesses quase 20 anos de trabalho. O que não me faz desacreditar ou minimizar, de modo algum, a necessidade e a eficiência de quaisquer outras práticas energéticas e integrativas de consciência e cura.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Oráculos... Qual Faz o Quê?

TAROT - Seus arcanos proporcionam uma visão ampla
sobre o momento presente e as influências que se recebe,
tanto temporais, quanto psíquicas, e até mesmo espirituais.

Tarot - Descendente da ancestral arte da cartomancia a tarologia destacou-se de sua ancestralidade por ser capaz de aprofundar, com mais precisão e de modo mais incisivo, as questões que movem o momento de quem se consulta. Adaptou-se perfeitamente bem as modernas teorias sobre os arquétipos e a sincronicidade de C. G. Jung, e as relações de tempo/espaço da física quântica, sem perder a objetividade no trato com o mundo prático, o que ampliou imensamente sua popularidade e aplicação. 
É um oráculo que revela um período de tempo mais próximo, ou o "momento" de quem retira as cartas. Esse período de tempo pode compreender desde dias e semanas, a meses ou mesmo os últimos anos, como também é capaz de revelar influências do passado e antever prognósticos sobre o futuro. Enfim, fala de como estamos, de como fomos, e de como podemos ficar, ajudando a ponderar nossas escolhas.
Outros sistemas oraculares que seguem a mesma linha temporal, embora nem sempre com a mesma profundidade, são: cartomancia, runas, e o jogo de búzios.


I CHING - O Livro das Mutações, revela as melhores atuações
estratégicas diante dos dilemas da vida no caminho evolutivo.

I Ching - É o mais peculiar dos sistemas oraculares, assim como o Tarot ele também trata de um determinado período tempo, mas de modo mais específico. É um oráculo que requer uma pergunta feita previamente, e as peças lançadas a mesa levam a respostas incrivelmente detalhadas nos hexagramas desse livro milenar. O I Ching tem cerca de 3 mil anos, ou seja, é mais antigo que o novo testamento, sendo capaz de revelar atuações estratégicas dentro de um tema ou setor da vida. Suas mensagens se parecem muito com reflexões sobre o que se está vivendo num primeiro momento, mas ao se consultar as linhas móveis é surpreendente ver como as suas mensagens nos guiam a atitudes bem definias, e nos alertam para o que pode acontecer se optarmos pela inércia.
O I Ching não possui outros sistemas oraculares que sejam semelhantes a ele, e muito poucas pessoas se interessam por ele, pois que lhes parece suspeito ter de ler o significado dos hexagramas no livro... Como se interpretar estes textos fosse coisa fácil...!


ASTROLOGIA - Considerada por muitos como a nova psicologia, 
é um vislumbre da proposta do ser para esta vida. 
Um guia sobre os desafios e potenciais latentes contidos na psique.

Astrologia - Uma das mais antigas artes oraculares, a astrologia é um profundo sistema de estudo da personalidade humana e dos seus ciclos evolutivos, como também de avaliação de prognósticos sobre o porvir. Assim como a tarologia absorveu bem as novas visões sobre a psicologia e a física moderna. 
Erroneamente muitas pessoas entendem a interpretação astrológica como sendo um processo puramente racional, o que em parte é verdade, de todos os sistemas aqui mostrados é o que mais se presta à investigação e padronização racional do homem, entretanto, somente com uma abordagem intuitiva dos símbolos astrológicos é que se é capaz de obter todo o seu potencial de revelação quanto de autoconhecimento. A Astrologia horária é uma aplicação do estudo dos astros para coisas bem específicas, como organizar eventos, programar partos, e antever o risco de grandes empreendimentos que envolvam muitas pessoas. É das formas oraculares a que melhor se presta para revelar as tendências na formação de uma família, escolha de parceiros e sócios, e na orientação vocacional, pois que revela a proposta do ser ao longo de toda a vida, e não apenas num determinado momento no transcurso dessa jornada como o Tarot e o I Ching.
Outros sistemas oraculares que desempenham uma função parecida com a da astrologia são: a numerologia (tanto pitagórica, quanto cabalística e caldeia), e a milenar arte da quirologia (leitura das mãos).

Nota: "Existem diferenças interessantes na maneira desses três sistemas de sabedoria operarem. Claro que o I Ching pode também trazer reflexões sobre um determinado período de tempo mais amplo, da mesma forma que o tarot pode responder uma pergunta com muita profundidade e implicações filosóficas e reflexivas. Assim também a astrologia pode descrever um tempo mais breve da vida de uma pessoa... O que eu quero dizer para você é que essa não é a melhor aplicação desses oráculos. Eles possuem enormes qualidades, mas também limitações como o tudo o mais nesse mundo! Além de características bem próprias, como uma espécie de assinatura. O êxito ao se tentar inverter suas aplicações, pode ter mais a ver com o talento do intérprete do que com as tendências intrínsecas de cada sistema. O funcionamento acima descrito é o mais preciso, e o que se coaduna melhor com as características de cada um desses instrumentos oraculares... E se duvidar, faça a sua experiência!". (...)

TRECHO EXTRAÍDO do artigo Devemos Considerar as Cartas Invertidas?  
Publicado em 15/08/2011.

terça-feira, 12 de junho de 2018

O Enforcado Invertido...

O Enforcado XII,
do Illuminati tarot.
A lição do homem pendurado... 

"Perspectiva é tudo! Onde um vê o caos, o outro vê uma nova ordem. Onde um vê precariedade, o outro vê o essencial. E não adianta, ninguém pode forçar ninguém a mudar de perspectiva, esse é um processo pessoal e intransferível, geralmente acompanhado de alguma dor..."
Assinado: O Enforcado...!

Uma cliente tira O Enforcado invertido na posição 8, dos relacionamentos, na Cruz Celta... Muitos ignoram as cartas invertidas, com um variado repertório de justificativas! Eu Não! Observei tempo demais o aparecimento dessas cartas e posso afirmar que são absolutamente relevantes. 
Na posição que se encontra (amarrado e de cabeça pra baixo) O Enforcado nos fala dos desconfortos que esta vida proporciona, seus reveses íntimos, e decepções de toda sorte! Como disse Guilherme Arantes: "Quando fui ferido, vi tudo mudar das verdades que eu sabia...". É disso que nos fala O Enforcado, a súbita percepção de uma verdade, um desapontamento doloroso que muda nosso olhar sobre as coisas... Observamos, porém, que ele olha para o céu, o que tanto pode significar a sua dificuldade de olhar para a realidade dos fatos, quanto uma súbita epifania sobre o momento!
O Enforcado do Rider-Waite tarot, na
posição usual (esq.), e invertido (dir.).
Ao sair invertido ele continua amarrado pelo pé, mas pode iludir-se nutrindo a crença de que sai quando quiser dessa situação, ou de que ela não é tão ruim assim... Exatamente como a minha cliente, num casamento de 30 anos, o qual já havia "acabado" segundo ela há uns 10 ou 12 anos, mas do qual ela não conseguia sair, e nem se ver fora dele dizendo coisas como: "Mas ele é bom...". É, O Enforcado invertido é dose! Alertei sobre o risco da autoilusão (o que ela admitiu poder estar mesmo havendo), indiquei terapia com florais... Vamos ver como fica!