segunda-feira, 27 de julho de 2026

O Propósito do Trabalho com o Tarot

O Caminho do Tarot, uma jornada
de autodescoberta tanto para
quem lê, quanto para quem se consulta.
O 2 de ouros do The Sealed Path Tarot.

Um fator importante para o direcionamento e criação de uma assinatura de trabalho com o tarot é a definição de um propósito interior para a atuação com as cartas. Observo que a grande maioria dos tarólogos não reflete sobre isso, ou demonstram pouco interesse no assunto. Na verdade todos possuem suas características intrínsecas de leitura, que são mais sentidas pelas pessoas que se consultam do que pelos leitores em si. Estar consciente destas características, de qual é seu estilo, pontos fortes, e efeito das leituras para os consulentes, permite o aprimoramento e o refinamento na arte da interpretação o tarot. Desde que me falaram que eu tinha um “jeito diferente de ler as cartas” eu imediatamente perguntei “como assim?”, e comecei a refletir sobre o assunto. Com o tempo, e na troca com outros leitores, percebi que eu tinha mesmo um enfoque natural em revelar como o cliente estava encarando a situação em que estava envolvido, bem como suas emoções e pensamentos referentes a este envolvimento, e quais lições e aprendizados estavam sendo requeridos. 

Mais tarde percebi que esta perspectiva estava bem próxima das filosofias orientais, e da psicologia analítica de Jung, que só descobri mais tarde. O que quero dizer que este viés natural já existe em cada leitor de tarot, porém, ele ou é ignorado ou deturpado para se encaixar naquilo que se pensa que um leitor de cartas tem de ser ou fazer... É neste momento que muitos abandonam o caminho. Tenho um artigo aqui no blog que enfoca nesta questão ao perguntar “Que Tipo de Tarólogo Você É?”. Deixarei o link no final deste artigo. No texto eu comento a relação apresentada por Cynthia Giles baseada nos quatro tipos psicológicos: o analítico, o psíquico, o intuitivo e o sensitivo. Por esta relação um tipo intuitivo está mais interessado em entender as origens da questão que trouxe o cliente até aquele momento, suas origens, e pretende com suas leituras proporcionar uma expansão de consciência que permita ao indivíduo ver sob outra perspectiva o seu sofrimento ou limitação. Geralmente sugerindo processos terapêuticos adequados. Este não é um tipo de leitor que está interessado em dar respostas do tipo sim ou não. Os leitores analíticos, estes sim mais cerebrais, é que costumam abordar o tarot como uma máquina de respostas, que aponta fatos e determina procedimentos. Para o leitor psíquico o tarot é um instrumento mágico que revela não só o futuro e o destino, mas as influências imateriais por trás de cada desafio. Por fim, o tipo sensitivo, também chamado de o tipo mágico, é aquele que percebe em cada vivência prática uma proposta de transformação pessoal. É chamado de mágico menos pelos interesses ocultos, como o tem o tipo psíquico, e mais pela tendência em desvendar e revelar o desafio e o subsequente aprendizado ou senda de evolução que ele contém. Estes leitores estão mais focados em compreender o momento e seus conflitos, e em achar os caminhos para que o cliente cresça e se desenvolva com eles, além de superá-los. Estão menos focados nos desígnios futuros ou psicológicos que possam estar se manifestando, e sim mais voltados para a compreensão e a superação prática. E misturam a perspectiva oracular e terapêutica com mais frequência que os outros leitores. Entendem o que digo da importância de cada um conhecer seu tipo de atuação? Todos são necessários, nenhum melhor que o outro. Há leitores psíquicos, por exemplo, ajudando a encontrar pessoas desaparecidas em alguns estados americanos, como há leitores analíticos pesquisando a história e construção simbólica do tarot, bem como sua relação com os princípios da física teórica, e leitores intuitivos conectando o tarot a práticas terapêuticas inovadoras. Conhecer a si mesmo nesta atividade o liberta de paradigmas pré-estabelecidos por sua cultural local, seja familiar ou social.

Eu estabeleci, para minha própria definição e orientação, um propósito que verifico, reforço ou reavalio conforme eu mesmo me desenvolvo em minha trajetória, e que compartilho agora.

O propósito do meu trabalho com o tarot – Ajudar as pessoas a compreenderem os eventos desafiadores de suas vidas como oportunidades de desenvolvimento e crescimento pessoal, tanto a nível psicológico quanto Espiritual – sou um leitor do tipo sensitivo.

O que minha experiência com as leituras de tarot me mostrou – O tarot revela o que acontece no momento, e todos os sentimentos, percepções e pensamentos envolvidos no processo, assim como todos os condicionamentos, complexos e programações que estão sendo ativados. Até mesmo sentimentos, ideias e inspirações que possam estar sendo diminuídas ou desconsideradas. As leituras tendem a ampliar perspectivas, unir sentidos e revelar o propósito último dos eventos da vida comum com seus desafios, à luz de um escopo arquetípico.

Como eu mantenho isso ativo – Escolhi, ao longo da minha jornada, métodos de leitura que trouxessem em sua estrutura posições que definissem o desafio do momento, a mensagem reflexiva pertinente à situação, ou que revelassem a atuação da sombra, e o aprendizado superior proposto ao que é revelado.

Como isso se encaixa para você? O que o tarot faz por você que gostaria de proporcionar às outras pessoas? E, sobretudo, o que a essência da experiência fala de mais verdadeiro sobre essa relação com os arcanos? Lembre-se o tarot fala de modo diferente com diferentes pessoas. Descubra como ele fala com você!

Leia também: Que Tipo de Tarólogo Você É? 


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