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| O Diabo XV, Condicionamento, do Osho Zen tarot de Ma Deva Padma. |
Por mais que se tenha explicado
isso, e por mais irritante que seja essa pergunta, ainda há aqueles que a façam, e
mais do que isto, a fazem com ares professorais! Como se quem não soubesse de
nada é quem está sendo inquirido! Embora essa pergunta impertinente pareça merecer uma resposta assertiva do tipo: "O que interessa que baralho eu uso se afinal quem vai fazer a leitura sou eu?", a questão é mais profunda. Bem, então vamos lá... Exploro esse tema
melhor no meu livro Tarot para a Autotransformação e a Cura, mas posso começar dizendo que todos os baralhos
de tarot se originam de um mesmo baralho, concebido provavelmente na Idade Média,
e que representava toda a sociedade e o mundo da época. Essa despretensão em tornar
esse baralho um oráculo fez com que ele funcionasse como um instrumento
projetivo das imagens do inconsciente de toda a humanidade em todos os tempos! O
tarot de Marselha é o remanescente mais próximo desse conceito original de todos
os baralhos que vieram a seguir. Mais adiante suas imagens foram “modernizadas”
e também a expressão do seu simbolismo.
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| O 5 de ouros do 1JJ Swiss tarot. |
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| O 5 de ouros do Rider-Waite tarot. |
A Saída das Sombras
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| O Thoth tarot, alvo constante tanto de ataques quando de adoração... Ambas reações exageradas! |
Conversando com uma pessoa interessada em tarot ela me disse que se sentia muito atraída por esse baralho, mas que amigos e conhecidos diziam para ela o evitar porque ele era denso, que o mago que o fez era um louco, viciado e devasso, e de fato era! Mas e daí? Todos os símbolos que compõem o Thoth tarot de Aleister Crowley não são dele. Crowley parecia obcecado pela ideia da grande Besta e das sombras, todos conceitos que nasceram com o monoteísmo e com a Inquisição. Os símbolos do pentagrama, dos chifres e do cetro, por exemplo, que aprecem inúmeras vezes nesse tarot, são pré-cristãos e, portanto, politeístas. Foram os inquisidores que viram no pentagrama invertido os chifres do diabo. Muito antes disso Pitágoras via nesse mesmo símbolo o homem em desequilíbrio. O que Crowley fez foi dar a sua visão sobre esse símbolo, o que não o limita de modo algum. Isso é impossível! O inconsciente reconhece os seus símbolos e responde a eles. O que pode ocorrer é o leitor se limitar por sua própria consciência obstruída por seus conceitos críticos equivocados, o que já não tem nada a ver com a tarologia!
A Linguagem Simbólica
em sua Totalidade
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| A liberdade artística na criação de baralhos foi tão longe que muitos não lembram em nada o simbolismo original do tarot como este: A Sacerdotisa II, do Wooden tarot de A.L. Swartz. |
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| Romper com os próprios paradigmas pode ser perturbador, mas também libertador. A Torre XVI, do Soprafino tarot. |
Por esse motivo é que muitos
autores e professores de tarot, como eu, insistem para que se inicie a
aprendizagem do tarot por sua linguagem clássica original, e depois se vá
explorando as reinterpretações feitas por criadores de outros baralhos. Suas releituras
sempre são enriquecedoras, mas não podem ser alienadas da origem simbólica do
tarot do qual, enfim, todos descendem. E você, que acha inteligente saber que tarot
um tarólogo usa em seu trabalho, saiba que isso é um atestado de pura ignorância e preconceito que só mostra o quanto você ainda precisa estudar, refletir e
ampliar sua visão interior sobre a simbologia, tanto quanto sobre as linguagens
do saber oculto.





















