terça-feira, 31 de maio de 2016

Descobrindo o Arcano Regente do Ano...

A vida vista pelo tarot, um grande ciclo evolutivo
composto de muitos ciclos menores de desenvolvimento...
Uma das aplicações mais comuns na relação entre o tarot e a numerologia é o cálculo do ano de crescimento interior, ou arcano regente do ano. Que vem a ser a soma da data de nascimento de uma pessoa mais o ano do seu último aniversário. Um ciclo que dura exatamente um ano inteiro. Assim uma pessoa que fez aniversário em 14 de novembro de 2015 deverá proceder a seguinte soma 1+4+1+1+2+0+1+5 = 15. Nesse caso o arcano regente do tarot desta pessoa é O Diabo. Outro exemplo é a data 28 de dezembro de 2015 veja o que acontece de novo: 2+8+1+2+2+0+1+5 = 21 que corresponde ao vigésimo primeiro arcano do tarot, O Mundo! Entretanto, ainda existe, mais uma vez, a possibilidade de reduzir ainda mais esse número e 21 = 2+1 =3, que corresponde ao arcano de A Imperatriz. Então eis a questão: Qual dos dois arcanos vale afinal? Ao que respondo... Os dois! Nesses casos eu vejo o primeiro arcano como a grande proposta ou direção que o novo ciclo tomará, e o arcano resultante da soma final seria a essência ou causa última de todo o processo. No caso de O Mundo seria o fechamento de um ciclo onde grandes coisas seriam acabadas para dar espaços a outras de maior significado e relevância, seja interna ou factualmente. A Imperatriz nos diz que o novo ciclo teria como finalidade abrir possibilidades de expressão criativa, afetiva e, sobretudo, de encontro do prazer puro e simples como uma exaltação da vida! E no caso de O Diabo as vivências de paixão, poder e materialidade que a carta propõe são, na verdade, oportunidades para que se faça escolhas a partir da afetividade e das afinidades interiores, e se possa definir os verdadeiros caminhos para a sua realização, e quem são os verdadeiros aliados nessa senda... Representado aqui pelo arcano da essência Os Amantes, pois que 15 = 1+5 = 6. É evidente que essas análises que fiz aqui são frias e não dentro de um contexto real de leitura, onde poderiam tomar outras conotações!
O arcano regente indica a direção
que a consciência seguirá 
ao longo do novo ciclo. 
A Estrela XVII, do Maroon tarot.
Alguns tarólogos têm como costume somar o arcano regente antes da leitura ou mesmo antes da vinda do cliente. Eu prefiro calcular no final das leituras iniciais porque a mim parece que sua interpretação dá um fechamento interessante a tudo o que foi dito, complementando significativamente o sentido de todo o conjunto das vivências como foram relatadas através dos arcanos via o inconsciente do indivíduo!
O que fazer quando o arcano regente é “desdobrável” como, por exemplo, uma pessoa que fez aniversário em 9 de janeiro de 2016?  Veja que 9+1+2+0+1+6 = 19, arcano de O Sol. Este é um arcano que pode se desdobrar mais duas vezes, 19 = 1+9 = 10 e 10 = 1+0 = 1. Ou seja, O Sol pode ser desdobrado nos arcanos de A Roda da Fortuna e de O Mago. Como fica? Nesses casos eu não interpreto o arcano que fica no meio, A Roda da Fortuna (número 10), como sendo a essência do momento! Isso é uma revelação exclusiva dos arcanos de algarismos simples de 1 a 9 e ponto final. Essa sequência simples representa não só a origem de todos os outros números, como a base psíquica do homem em todas as suas demais manifestações. E também porque em outro momento esta pessoa poderá ser regida pelo próprio arcano da Roda sem intercalar com O Sol novamente! Então que fique claro que O Mago, nesse caso, é a essência para onde a direção dos eventos do ano levam o indivíduo na senda do seu ciclo de desenvolvimento pessoal!

Antes ou Depois?

Resta então a pergunta: O que é mais válido, conhecer o regente do ano antes ou depois da leitura? Bem, como sempre defendo, essa é uma questão muito pessoal e depende muito do processo intuitivo de cada um. Informações antecipadas do cliente me atrapalham, gosto de ir montando o quebra cabeça dos símbolos tarológicos com minha visão interior. Há, com certeza, aqueles para quem o reconhecimento antecipado do regente traz a assinatura de tudo o que o consulente traz em sua vida naquele momento e, para essas pessoas, isso pode representar um caminho mais seguro na interpretação dos arcanos, e na orientação a ser dada para quem o procura!  



sexta-feira, 15 de abril de 2016

No que o Tarot Pode e Não Pode Auxiliar Você...


O que o tarot PODE fazer por você:

- Relacionar questões que pareciam desconexas e revelar o propósito último dos acontecimentos.

- Sintetizar as principais vivências do momento e apontar as origens da crise!

- Sondar as influências do passado, desta e de outras vidas, e a lição a ser tirada dessas influências.

- Revelar as tendências para o futuro, e os caminhos para a conquista daquilo que se deseja realizar, ou os meios para evitar aquilo que não se deseja...

- Apontar as melhores técnicas terapêuticas para vencer seus desafios pessoais.

O que o tarot NÃO PODE fazer por você:

- Apontar soluções onde elas não existem.

- Revelar caminhos fáceis onde é preciso muito trabalho!

- Anular o fato de que você é responsável por sua vida e, portanto, o coautor da sua realidade, e que por isso pode ajudar a construir ou destruir as possibilidades de concretização de qualquer prognóstico.

- E, acima de tudo, as leituras de tarot não podem substituir a necessidade de você correr atrás dos seus sonhos, e colaborar consigo mesmo para que eles se tornem reais!

quinta-feira, 17 de março de 2016

Qual Tarot Você Usa?


O Diabo XV, Condicionamento, 
do Osho Zen tarot 
de Ma Deva Padma.
Por mais que se tenha explicado isso, e por mais irritante que seja essa pergunta, ainda há aqueles que a façam, e mais do que isto, a fazem com ares professorais! Como se quem não soubesse de nada é quem está sendo inquirido! Embora essa pergunta impertinente pareça merecer uma resposta assertiva do tipo: "O que interessa que baralho eu uso se afinal quem vai fazer a leitura sou eu?", a questão é mais profunda. Bem, então vamos lá... Exploro esse tema melhor no meu livro Tarot para a Autotransformação e a Cura, mas posso começar dizendo que todos os baralhos de tarot se originam de um mesmo baralho, concebido provavelmente na Idade Média, e que representava toda a sociedade e o mundo da época. Essa despretensão em tornar esse baralho um oráculo fez com que ele funcionasse como um instrumento projetivo das imagens do inconsciente de toda a humanidade em todos os tempos! O tarot de Marselha é o remanescente mais próximo desse conceito original de todos os baralhos que vieram a seguir. Mais adiante suas imagens foram “modernizadas” e também a expressão do seu simbolismo. 
O 5 de ouros do
1JJ Swiss tarot.
O 5 de ouros do
Rider-Waite tarot.
Uma excelente contribuição nesse sentido foi dada por Arthur Edward Waite ao lançar em 1910 o seu o Rider-Waite em que foram modificadas as representações usuais dos arcanos menores dos jogos medievais, como no cinco de ouros, por exemplo, que era apresentado friamente com cinco moedas desenhadas na carta. Foi então substituído por uma imagem dramática em que um casal de mendigos vaga pela neve sem sequer o amparo espiritual ou altruísta da igreja. De fato uma imagem mais condizente com os significados de perda, carência e debilidade deste arcano. A partir disso inúmeros baralhos de tarot começam a carregar em si as “releituras” de seus autores dos símbolos tradicionais dos tarots ancestrais, e do próprio trabalho de Waite. Inicia então a confusão! Os autores passam a enfatizar os significados que lhes parecem mais pertinentes ao simbolismo dos arcanos. Em meados do século XX o tarot ganha nuances psicológicas e logo há os que afirmam que ele é apenas um instrumento de investigação do inconsciente mais do que de divinação... Surgem os baralhos que são "destinados" ao trabalho de autoconhecimento.


A Saída das Sombras

As muitas releituras do simbolismo do tarot ampliaram as possibilidades
de interpretação de seus significados sem, no entanto, ter o poder
de fazer qualquer uma delas se tornar a visão definitiva, "verdadeira"
ou a única a ser considerada ou aceita.

Por um lado esse movimento ajuda a tirar do tarot os ares obscuros a que ele vinha sendo associado nos séculos anteriores, mas mudou muito da sua representação. Os autores ao enfatizar os significados aos quais eram mais simpáticos mudavam também sua representação artística. O que acabou fazendo com que muitos baralhos ao serem comparados entre si, ou a uma imagem clássica do tarot, não lembrassem em nada seu ancestral da Idade Média. Com a demanda do mercado por cada vez mais novidades na área da tarologia, que teve uma explosão nos anos 70 e 80 do século XX, aparecem os baralhos temáticos e multiculturais como o Xultún, o primeiro transcultural na verdade, o Mitológico, o Nórdico, Xamânicos de toda a espécie, Xintoísta, etc. Os livreiros para venderem seus produtos começam a descrever na capa de apresentação dos seus lançamentos coisas como: “O verdadeiro tarot da tradição”, “Um jogo transcendental”, “O tarot sagrado da Deusa”, e coisas assim. Aumentando ainda mais a confusão na cabeça de leigos tanto quanto na dos interessados no tema. Dias desses uma mulher me ligou pedindo informações sobre meus atendimentos (embora esteja tudo explicado no meu blog na página “Consultas”). Na verdade ela queria saber qual o baralho que eu usava nas minhas sessões. Respondi que usava já há muitos anos o tarot Zen, ao que ela complementou, “do Osho”? Sim respondi, ela seguiu com seu desfile de ignorância, mas com a entonação de uma grande conhecedora: “Mas esse tarot é mais para reflexão, não é? Não trabalha com o Crowley?”. Respirei fundo e tentei explicar para ela que eu já tinha trabalhado com uma miríade de baralhos diferentes, e que isso não interferia na leitura. Ela concluiu com um ar jocoso dizendo: “Ah tá, depois te ligo então pra marcar”. E nunca mais! O mesmo tarot de Crowley que ela preferia é justo um dos que tem mais resistência das pessoas pelo mesmo tipo de ignorância quanto à linguagem simbólica.

O Thoth tarot, alvo constante tanto de ataques
quando de adoração... Ambas reações exageradas!

Conversando com uma pessoa interessada em tarot ela me disse que se sentia muito atraída por esse baralho, mas que amigos e conhecidos diziam para ela o evitar porque ele era denso, que o mago que o fez era um louco, viciado e devasso, e de fato era! Mas e daí? Todos os símbolos que compõem o Thoth tarot de Aleister Crowley não são dele. Crowley parecia obcecado pela ideia da grande Besta e das sombras, todos conceitos que nasceram com o monoteísmo e com a Inquisição. Os símbolos do pentagrama, dos chifres e do cetro, por exemplo, que aprecem inúmeras vezes nesse tarot, são pré-cristãos e, portanto, politeístas. Foram os inquisidores que viram no pentagrama invertido os chifres do diabo. Muito antes disso Pitágoras via nesse mesmo símbolo o homem em desequilíbrio. O que Crowley fez foi dar a sua visão sobre esse símbolo, o que não o limita de modo algum. Isso é impossível! O inconsciente reconhece os seus símbolos e responde a eles. O que pode ocorrer é o leitor se limitar por sua própria consciência obstruída por seus conceitos críticos equivocados, o que já não tem nada a ver com a tarologia!


A Linguagem Simbólica 
em sua Totalidade

A liberdade artística na criação de
baralhos foi tão longe que muitos
não lembram em nada o simbolismo
original do tarot como este: A Sacerdotisa II, 

do Wooden tarot de A.L. Swartz.
No Osho Zen tarot sua criadora, Ma Deva Padma, apresenta o arcano de O Diabo como um leão com pele de ovelha. Essa imagem se refere a uma antiga história zen em que um leão é criado com um rebanho de ovelhas e assim vive por anos, até que um dia um leão mais velho vendo aquilo se choca. Avança sobre aquele iludido que berra como uma ovelha assustada. O leão velho então o coloca de cara a um espelho d’água e o faz olhar para seu reflexo, dizendo: “Olha, você é isso, um leão! Não uma ovelha!”. Essa história alude aos condicionamentos em que muitos vivem, negando sua real natureza e potencial intrínsecos. Uma linda história e simbologia que nos faz ver que O Diabo do tarot tradicional também tem um lado lúdico e divertido que devemos explorar e brincar com ele. Que precisamos de nossa fera interior para realizar coisas, e que ela pode nos trazer muito prazer e diversão. Nem por isso deixo de ver nas leituras que O Diabo também representa muitas vezes servidão aos instintos inferiores, abuso de poder, malícia e maldade. O mesmo leão que simboliza força e nobreza, também é a imagem arquetípica dos instintos brutais da natureza humana, tão bem representado em histórias míticas mais antigas que a da tradição zen, como a do Leão de Nemeia da mitologia grega. Uma fera violenta e implacável que habitava uma caverna escura. A leitura feita por Deva Padma traz a tona um viés luminoso desse símbolo, mas de modo algum elimina sua totalidade arquetípica! E se eu me limitasse a ver esse arcano apenas como a autora o apresenta, faria também leituras limitadas!
Romper com os próprios
paradigmas pode ser
perturbador, mas também
libertador. A Torre XVI,
do Soprafino tarot.
Sendo assim reitero mais uma vez que NÃO IMPORTA O TAROT QUE VOCÊ USA, ou que qualquer tarólogo use, o que importa mesmo é o uso que se faz dele e a afinidade com suas imagens! Você pode fazer uma leitura puramente psicológica usando o tarot de Marselha, por exemplo. Como pode fazer previsões usando o Osho Zen tarot! Quem define isso é você, e não o autor do baralho e muito menos o livreiro que só queria mesmo é criar uma frase de efeito para vender seu produto. A propósito, eu mesmo faço prognósticos com o tarot Zen! Voltando ao exemplo do Thoth tarot, veja que seu criador era um homem obcecado pelo lado obscuro da magia e do poder. Curiosamente seu baralho foi usado como base para a abordagem terapêutica do tarot por autores como Gerd Ziegler, Veet Vivarta e Veet Pramad em seus respectivos livros: "Tarot– Espelho da Alma", "O Caminho do Mago – Uma Visão Contemporânea do Tarot", e "Curso de Tarot e seu Uso Terapêutico".  Todos excelentes, e que não possuem absolutamente nada da obscuridade de Crowley porque seus autores se detiveram na totalidade da visão simbólica, e não nas releituras do seu criador!
Por esse motivo é que muitos autores e professores de tarot, como eu, insistem para que se inicie a aprendizagem do tarot por sua linguagem clássica original, e depois se vá explorando as reinterpretações feitas por criadores de outros baralhos. Suas releituras sempre são enriquecedoras, mas não podem ser alienadas da origem simbólica do tarot do qual, enfim, todos descendem.  E você, que acha inteligente saber que tarot um tarólogo usa em seu trabalho, saiba que isso é um atestado de pura ignorância e preconceito que só mostra o quanto você ainda precisa estudar, refletir e ampliar sua visão interior sobre a simbologia, tanto quanto sobre as linguagens do saber oculto.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Reflexões Sobre o Tarot

A seguir algumas definições de tarólogos famosos, do passado e do presente, para inspirar e refletir sobre as aplicações, funções e a natureza do tarot. Escolhi essas citações por me pareceram as mais contundentes e, é claro, condizentes com minha própria percepção e experiência dentro da prática tarológica. No futuro pretendo colher mais desse tipo de definição ou enunciação sobre o significado e o propósito do tarot de autores e estudiosos que, assim como eu, dedicaram suas vidas à prática e ao estudo dos arcanos. Todos aqueles que registrei aqui têm seus livros indicados na minha lista de bibliografia recomendada. Note que alguns afirmam, ao contrário do que alegam certos autores nacionais, de que o tarot é sim um caminho para o transcendente, para a conexão com algo maior e, também, para uma conexão com Deus! Espero que gostem!



“As imagens das cartas do tarot são tão antigas e profundamente ligadas aos padrões inconscientes do desenvolvimento humano, que merecem todo o respeito e crédito. Não devem ser encaradas como brinquedos, mas, de certo modo, como imagens sagradas, não porque sejam sobrenaturais, mas porque, tal como uma obra de arte famosa ou alguma peça da literatura mundial, elas refletem nossos mais profundos conflitos, necessidades e aspirações.”

- Sallie Nichols em “Jung e o Tarot”.


“O tarot é o mais perfeito instrumento de adivinhação que pode ser usado com total confiança, por causa da precisão analógica das suas figuras e dos seus números.”

- Éliphas Lévi em “Dogma e Ritual de Alta Magia”.


“Imaginação, jogo, aventura pessoal. O tarot conta a história de alguém que está procurando escrever a história do que não sabe.”

- Alberto Cousté em “O Tarot ou a Máquina de Imaginar”.


“A forma com que o tarot opera em nível de previsão nada mais é do que uma espécie de espelho da psique.”

- Liz Greene em “O Tarot Mitológico”.


“Natureza e imagens alegóricas que se combinam para formar uma história.”

- Stuart Kaplan em “Tarot - O Mistério das Cartas”, documentário.


“Para mim o tarot é muito mais que um oráculo, é a ambiciosa tentativa do homem de encontrar a chave da coesão universal através do símbolo.”

- Jaime E. Cannes em “Por Trás da Cruz Celta”, artigo do Blog Tarotzenreiki.blogspot.com


“Assim, também a leitura dos símbolos do tarot, runas, cartomancia deve buscar sempre relacionar o consulente não apenas com as coisas imediatas e pessoais que o cercam, mas também com a energia universal.”

- Regina M. Azevedo em “A Sabedoria por Trás dos Oráculos”.
Revista PLANETA, Setembro de 1993.


“Quando consideradas como simples exemplos da imaginação mitológica, as cartas são dóceis; mas como ferramentas de divinação, são selvagens, poderosas e imprevisíveis.”

- Cynthia Giles em “O Tarô – Uma História Crítica:
Dos primórdios Medievais à Experiência Quântica”.


“Vale a pena considerar o tarot do ponto de vista de se estar trabalhando com um sistema vivo de energia, que funciona com padrões antigos profundamente enraizados, mas que lentamente vão se modificando com o passar do tempo; um sistema energético que contém profundamente dentro de si toda a sabedoria da raça humana; e um sistema energético capaz de transportar orientações das fontes Divinas para além do Louco e através dos caminhos arquetípicos dos Arcanos Maiores e das cartas da Corte”.

- Rose Gwain em “Descobrindo o seu Eu Interior Através do Tarot”.


“O princípio de que o nosso universo obedece a uma ordem exata é tão básico para o Tarot quanto a ideia de que as cartas do Tarot representam com precisão a própria estrutura do Universo”.

- Robert Wang em “O Tarot Cabalístico”.


“Assim como usamos um espelho para observar nosso exterior, podemos usar as imagens do Tarot para nos aproximarmos da nossa realidade interior. Uma aventura ousada! As imagens do Tarot são um espelho das imagens que temos na alma. Quanto mais as contemplamos, mais descobrimos sobre nós e nossas vidas”.

- Gerd Ziegler em “Tarot – Espelho da Alma”.



“As cartas conhecidas como Arcanos Maiores representam o caminho que percorremos na vida humana. Elas mostram 22 energias básicas do nosso Universo e nos orientam no caminho para Deus, para a iluminação”.

- Mario Montano em “Tarot – Espelho da Vida”.


“Todas as nossas convivências, todos os nossos sonhos, todos os possíveis arquétipos das nossas experiências podem ser encontradas nessas 22 cartas. Elas representam um espelho inesgotável; quanto mais nos aprofundarmos nelas, tanto mais poderemos descobrir. E cada vez que nos encontramos com elas, elas são totalmente novas e nos aparecem sob uma luz diferente”.

- Mario Montano em “Tarot – Espelho da Vida”.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

As Relações são Espelhos


As relações como espelhos dos
 conceitos pessoais sobre afetividade
(Os Amantes, do Osho Zen tarot).
Em seu livro "Tarot - Espelho da Alma", o tarólogo e terapeuta alemão Gerd Ziegler ensina uma variedade interessante de métodos de disposição das cartas. Há entre eles um que me parece mais profícuo por nos colocar de frente com a questão: “Por que atraio esse tipo de pessoas para minha vida?”. É um sistema instigante que nos viabiliza refletir sobre as mensagens que passamos para o mundo, e o tipo de pessoas que magnetizamos com essas mensagens. O nome da disposição é "Esclarecimento de uma Pergunta ou Situação Emocional", e consiste em embaralhar as cartas e cortar o maço em dois montes. O monte da esquerda representa as energias, Yn e o da direita as energias Yang. Embaralhe o monte da esquerda novamente, tire a carta e coloque na posição 2 e a última carta na posição 3. Faça o mesmo com o da direita, embaralhe e coloque a carta na posição 1 e a última na posição 4. Ficando assim dispostos os arcanos na mesa:

1

2          3

4

A posição 1 representa a questão básica, o que de fato está acontecendo agora na sua vida afetiva e íntima. É a sua situação emocional no momento.
A posição 2 mostra a que você está receptivo, que pessoas, energias e acontecimentos está atraindo.
A posição 3 revela o que você está mostrando ao seu meio ambiente, e ao mundo. Revela de que modo você influencia o seu meio, e o que está mostrando de si mesmo exteriormente.
A posição 4, por fim, traz a resposta, a chave, aponta um caminho para a superação ativa do problema. Um modo de contorná-lo ou superar ele.

Muitas pessoas conhecem este sistema de disposição das cartas, muito embora eu não saiba quantas o usam de fato. Considero muito rico e esclarecedor esse método uma vez que traz para você a responsabilidade sobre o que vive na sua afetividade! Você trouxe para si mesmo através de suas posturas as pessoas com as quais se envolve. Se isso o gratifica, ótimo! Mas se por outro lado isso o atormenta, então é hora de refletir e de transformar a reflexão em uma ação transformadora!
Relações são espelhos e não importa o quanto se repita isso, muitos ainda preferem culpar a sorte, o destino, ou a interferência dos outros... Afinal é mais fácil, não é? É bem verdade que as mensagens inconscientes que passamos ao mundo são moldadas em grande parte pela educação que recebemos de nossos pais, e dos nossos exemplos familiares e culturais. Para quem é reencarnacionista, como eu, há também sempre a forte impressão de que essas mensagens podem ter sido moldadas bem mais anteriormente naquela alma. O que de modo algum torna quem quer que seja vítima de nada! Ao nos tornarmos conscientes temos a possibilidade de libertação através da autotransformação, o ato mais revolucionário da existência!



Ao encararmos assim passamos a ver a relação estabelecida com o outro como uma atuação exterior de nós mesmos. Assim as relações felizes mostram uma perfeita sincronia entre o que alma aspira e o que é expresso para o mundo. Do mesmo modo as relações problemáticas revelam uma falta de sintonia entre a alma e sua autoexpressão. Poderíamos dramatizar essa ideia como uma pessoa que diz “Me deixe” mandando beijinhos, e outra que diz “Me ame” mostrando dentes num esgar enraivecido. Sei que pode parecer ridículo, mas muitos fazem isso sem se dar por conta todos os dias e de muitas formas. A que manda “beijinhos” se queixa de que os outros não a respeitam, nem reconhecem seus limites. A que mostra os dentes se queixa dizendo que as pessoas não reconhecem seus atos de amor, nem o quanto ela se esforça pela relação. Ora, trazendo isso para o dia a dia, quem não conheceu alguém que dizia amar muito, mas esquecia compromissos, não cumpria as promessas, ou se afastava em momentos críticos do (a) parceiro (a)? Para essas pessoas todo esse cuidado parece uma cobrança tola, e de que os sentimentos é que deviam importar, e provavelmente se queixam de que as relações são só cobranças sem fim. Para esses vale lembrar que paixões ou sentimentos intensos devem ser reforçados em seu sentido. Se você é um torcedor que nunca vai ao estádio nem vê partidas do seu time na tevê... Você tem um time para que afinal? Por mais simplória que possa parecer essa afirmação ela reflete um princípio básico que se espelha também nos relacionamentos, o de fomentar e estimular as emoções prazerosas, intensas e gratificantes que nos ligaram a algo, quer seja um time, um grupo, uma filosofia ou um relacionamento! O exercício de amar é o que faz a interação e a conexão com a coisa amada mais intensa e gratificante! Infelizmente vivemos na era do egoísmo, onde a maioria das pessoas querem alguém que se encaixe nos seus sonhos sem se perguntar se elas mesmas se encaixam nos sonhos de alguém. Há cada vez mais pessoas que querem amar sem fazer concessões, que se acham maravilhosas com hábitos inocentes, ou perfeitos, aos quais são muito apegadas, e que o outro é que deve mudar! Não é a toa que cada vez mais pessoas se sintam só, que vivam só, que se tornem depressivas, ou que mergulhem em ralações cada vez mais destituídas de significado, onde o ato mais íntimo do corpo, o sexo, seja utilizado como substituto para o ato mais íntimo da alma, o Amor.
O Amor, a delicada arte de equilibrar
comprometimento íntimo com liberdade
(O 2 de copas, do Osho Zen tarot).
Para os que mandam beijinhos resta o exemplo daqueles que nadam na direção contrária, pessoas que têm tanto medo de ficar consigo mesmas, que possuem tanto pavor da solidão, de não estar com alguém, que atribuem o único significado de suas vidas o ato de estar numa relação amorosa. Atraem relacionamentos abusivos, falam mal dos seus parceiros, mas depois se culpam e se sentem egoístas. Tipos que se durante uma discussão abrem a boca para dizer as verdades do seu coração logo em seguida voltam atrás e pedem desculpas... Essas pessoas confundiram amar profundamente com perder-se no outro. Elas também não sabem trabalhar diferenças, elas apenas estão no outro lado da corda. O lado de quem está sempre se sentindo lesado, ferido e abusado sem nenhum motivo aparente. Enquanto no primeiro grupo as pessoas gostam de se ver como “livres”, nesse grupo elas se veem como “boas” embora vivam mesmo é como vítimas. E, por mais estranho que possa parecer, esses dois grupos têm uma coisa em comum; um profundo egoísmo. Um quer ter um relacionamento onde não tenha de abrir mão de nada, e o outro quer uma relação que será mantida a qualquer custo. Um não quer abrir mão de si mesmo, o outro não quer abrir mão de uma parceria. São tipos que ignoram que amar é uma arte de flexibilização, de entrega e aceitação, mas também de algum rigor para que a individualidade não se perca. Afinal amar é uma parte importante da vida, mas não a única! Somos todos indivíduos com propósitos bem definidos que ficam bem mais fáceis de serem encarados e cumpridos se fortalecidos com uma vida emocional equilibrada em uma parceria saudável e enriquecedora!
Os dois tipos aqui citados são apenas uma generalização dos problemas mais comuns que se encontram nos relacionamentos humanos, mas infelizmente não são os únicos! Se há uma coisa que a humanidade sabe complicar é justo aquilo que é o mais importante para si, e o Amor e as relações afetivas estão no epicentro desses problemas.  Este sistema de disposição das cartas desenvolvido por Gerd Ziegler é uma ferramenta valiosa no processo de desenvolvimento pessoal e superação das crises de relacionamento, e que não se limita apenas às relações amorosas, mas se aplica também às amizades, às parcerias de trabalho e de crescimento espiritual, e toda a interação humana onde as personalidades se choquem dominadas pelos condicionamentos dos seus egos!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O Cavaleiro Adormecido

Os cavaleiros do tarot, os representantes arquetípicos do
guerreiro interior que nos move pela vida...

Em seu livro “Descobrindo o seu Eu Interior Através do Tarot”, a autora Rose Gwain propõe um interessante método de leitura chamado de “O Jogo do Cavaleiro Adormecido” que consiste em separar os quatro cavaleiros dos quatro naipes do tarot, embaralhá-los para em seguida dispor sobre a mesa na ordem 1, 2, 3 e 4. Sendo que 1 fica à esquerda e representa o cavaleiro que você foi. O 2 fica no centro e representa o cavaleiro que você é, a carta 3 fica à direita indicando o cavaleiro que você está se tornando, e a carta 4 fica abaixo da carta 2, deitada na posição horizontal indicando o cavaleiro que está adormecido. Fácil de executar e não tão fácil de interpretar, esse jogo requer que nos lembremos de que os cavaleiros são o arquétipo do guerreiro dentro de cada um de nós, e que conectados a cada naipe simbolizam as forças que estamos movimentando ou que precisamos colocar em movimento. Assim, o cavaleiro do passado representa as forças e valores que estão em declínio em sua vida no momento. O cavaleiro do presente é o arauto das forças e valores que estão dominando sua psique agora. E, por fim, o cavaleiro do futuro simboliza as forças e valores morais e materiais que estão despontando em sua vida, e que o influenciarão e guiarão ao longo de um novo ciclo a se iniciar em breve... Mas e o cavaleiro adormecido? Esse cavaleiro é o porta voz de todas as forças e valores que você tem negligenciado consciente ou inconscientemente e que requerem sua atenção neste momento.
Muitas variáveis acompanham esse sistema simples de disposição das cartas. Você pode, por exemplo, se achar uma pessoa muito emotiva e sensível e, no entanto, ser surpreendida com o aparecimento do Cavaleiro de copas como sendo o seu cavaleiro adormecido! Sugiro que antes de abrir outro método de leitura para tentar entender o que os arcanos querem lhe transmitir, o que é muito válido e recomendável caso a dúvida persista, eu sugiro que tente antes olhar por outros ângulos o seu simbolismo. Isso proporcionará novos insights sobre o significado dos arcanos que serão muito enriquecedores no seu desenvolvimento intuitivo, bem como uma ampliação do seu cabedal de conhecimento íntimo sobre as cartas. No exemplo citado o Cavaleiro de copas pode indicar uma abordagem mais franca ou agressiva sobre suas emoções e necessidades... Você se permite agir assim? Pode também estar requisitando mais espontaneidade sobre a expressão dos seus sentimentos... Então? Você se permite isso? É claro que poderá abrir mais vezes o tarot para esclarecer sobre como deverá efetuar cada possibilidade apontada pelos arcanos. Lembre-se de anotar tudo e de rever suas anotações depois de pelo menos uma semana sem mexer nelas. O tempo nos possibilita ver com outros olhos uma mesma questão, mas resista à tentação de ficar abrindo as cartas muitas e muitas vezes! Isso só trará confusão.


Olhar para si mesmo, por meio de chaves simbólicas
como o tarot, pode trazer revelações fascinantes!

Use todos os recursos do seu conhecimento para desdobrar os significado dos cavaleiros, lembre-se de que eles são guerreiros que lutam para nos ajudar a encontrar nosso propósito existencial. Que são forças indômitas da alma que tentam expressar uma ação, ou movimento de expansão da nossa consciência. Que são regidos pelo elemento fogo, símbolo da força, do movimento e da transformação, e de que sofrem a influência de cada naipe no quais eles se encontram. Lembre-se também que a falta dos outros elementos simbolizam fraquezas na sua constituição. Assim nosso Cavaleiro de copas é o fogo da água, representando empenho e vigor emotivo postos na direção do que ele ama ou sonha; bem como a força interior para se entregar a uma causa, atividade ou relacionamento sem se constranger com o imprevisível. Por outro lado sua falta de ar e terra aponta para uma personalidade pouco afeita ao planejamento e ao julgamento crítico (ar), e menos ainda interessada nos resultados práticos de suas ações para a sua vida material, como finanças, trabalho e até mesmo sua saúde (terra). Essas informações são apenas um começo de conversa para que você explore do modo mais aprofundado possível todos os recursos desse interessante método de leitura para seu autoconhecimento e crescimento interior.

Sobre o Livro


O 4 de espadas do Rider-Waite tarot,
o descanso do guerreiro como um
momento de interiorização.
Assim que li o título desse sistema de leitura me veio à cabeça a imagem do 4 de espadas do Rider-Waite. Neste baralho um cavaleiro aparece deitado sobre um túmulo ou altar, dentro de uma cripta ou templo. Ao fundo, num vitral, aparece a imagem de Jesus dando uma benção a um doente. Muito adequado ao simbolismo deste arcano que representa justo uma parada para reflexão e interiorização, bem como recuperação das forças antes de seguir a luta. Ou seja, uma parada no fluxo natural da vida para refletir, reparar ou consolidar alguma coisa. Sinto que é exatamente esta a natureza e propósito deste sistema; é muito menos algo para que você faça para os outros, mas sim mais para você mesmo! Aprecio muito este livro por ser o que mais se dedica, dentre todos que li é claro, ao estudo minucioso das cartas da Corte. Elas são muito intimidadoras para a maioria dos iniciantes no estudo e prática do tarot. A autora apresenta um conjunto de relações mitológicas de diversas culturas, e faz analogias simbólicas de cada carta da Corte com as imagens dos hexagramas do I Ching. Uma relação muito rica e interessante, mas totalmente inválida se você não tem intimidade ou interesse na linguagem desse oráculo chinês. Outro aspecto bem deficiente na obra é de que Rose propõe a criação de mais um naipe no tarot... Isso mesmo, você leu direito! Ela insiste na ideia de que o espírito não está representado no conjunto simbólico do tarot, e muito menos nos quatro naipes dos arcanos menores. Discute a validade das teorias que alegavam ser o naipe de paus o portador desse significado, e propõe mais um conjunto de catorze cartas em branco simbolizando o naipe do espírito! Sim, se você já se debruçou demoradamente sobre esse tema deve estar pensando: “Ela não entendeu ainda...!”. De fato esse debate já se encerrou faz um bom tempo, e hoje podemos dizer que já é de consenso geral de que o espírito é representado no tarot pelos arcanos maiores. São eles os representantes das muitas sendas do desenvolvimento humano em sua trajetória por evolução e fusão espiritual com a vida! Possuem uma estrutura diferenciada das cartas da corte, e das cartas numeradas em cada naipe, porque são mesmo de natureza diversa. As 22 sendas que estão expressas no seu simbolismo aludem aos estágios que se apresentam a todos os seres humanos do planeta, convidando-os ao crescimento da consciência, e que cada um percorrerá ao seu modo e ao seu tempo!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O Tarot e a Paternidade

A relação com o pai estimula na criança uma interação com o mundo prático dos limites e da realidade.  Quando este relacionamento é saudável o indivíduo sabe como se posicionar no mundo, não se sentindo ameaçado por figuras de poder e autoridade. Confia em si mesmo e em seus potenciais, e por isso não precisa de autoafirmação constante do seu ego. Sente-se bem consigo mesmo e, se for um homem, vive sua masculinidade de modo muito saudável e tranquilo. No caso dessa relação ser desequilibrada o indivíduo não consegue estabelecer regras para seu próprio crescimento, tem dificuldade em se organizar no mundo prático e de confiar no sistema, nas pessoas e em si mesmo. Podendo vir a se tornar desajustado ou violento, inclusive com aqueles que ama. Apresento aqui as relações paternas sob a perspectiva do simbolismo do tarot. Como nunca é demais lembrar, uma leitura de tarot se resume na capacidade de se ver a interação entre todos os arcanos presentes, perceber suas nuances dentro dessas interações, e acrescentar a isso a indispensável orientação intuitiva para a interpretação dos seus símbolos. Dito isto lembre que o que é apresentado aqui varia de intensidade de pessoa para pessoa, e conforme cada caso. Vamos aos arcanos na paternidade:

Arcanos Maiores


Arcano de O Imperador, do 
Druid Craft tarot.
IV O Imperador
O próprio arquétipo do Pai. Realista, prático e protetor, o que apresenta a criança ao lado real da vida e a ajuda a ir para o mundo. Protetor e provedor, mas estimula a ação, a autoconfiança e o autodesenvolvimento.

VII O Carro
O pai competidor. O que impele o filho a superar a si mesmo, ou aos seus próprios feitos (dele o pai). Se for imaturo acaba rivalizando com o filho e tenta deixá-lo para trás, ou o faz se sentir inapto o tempo todo.

IX O Eremita
Pai mais velho, ou muito sério e interiorizado. Pode também representar outro homem que exerceu a função de pai, como um padrasto, avó ou tio mais velho. Com esse pai a criança pode ter aprendido a ser cautelosa com as coisas e as pessoas na vida, e com dificuldade de confiar na proteção e no cuidado dos outros.

XVI A Torre
Pai ausente afetiva ou fisicamente, o que pode ter gerado insegurança ou ansiedade na criança. Conforme os outros arcanos pode indicar uma presença paterna perturbadora, como um pai violento, alcoólatra ou com distúrbios psiquiátricos.

Arcanos Menores


O Rei de paus, do
Osho Zen tarot.
Rei de paus
Pai positivo, caloroso, forte e realizador, não mima, mas estimula a crescer e se desenvolver. É um provedor, mas também um ser livre! Estimula a iniciativa, a independência e o enfrentamento das questões da vida. Pode ficar impaciente com as necessidades sempre urgentes dos filhos.

Rei de copas
Pai amigo, bom ouvinte, mas é mais um conselheiro, companheiro ou analista do filho do que propriamente um provedor no mundo prático. Pode representar um indivíduo imaturo ou esquivo nas funções paternas, por fragilidade ou incompetência mesmo.

Rei de espadas
Pai duro, firme. É um disciplinador e educador eficaz, estimula nos filhos a busca por altos ideais. Ensina a criança a seguir regras, quer ser ouvido ou obedecido (ou ambos). No seu aspecto negativo é afetivamente distante, podendo ser autoritário ou opressor.

Rei de ouros
Pai empreendedor, disciplinado que acredita que crescer é prosperar materialmente. Estimula disciplina, boa formação e compostura social. Negativamente pode ser um materialista arrogante que oprime os filhos com seu poder material ou os incita a segui-lo.

Ás de paus
Indica fertilidade masculina, e pode alertar para o risco de o consulente se tornar pai em breve. Um símbolo positivo para homens que desejam a paternidade.

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