sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Desvendando a Mandala Astrológica


Um dos sistemas mais populares nas leituras de tarot, a Mandala Astrológica é um método que serve tanto para uma leitura geral do momento presente, quanto para uma avaliação de prognósticos sobre o futuro. Sua imensa flexibilidade e abrangência permite com que se possa abarcar uma gama muito grande de temas de uma só vez, e relacioná-los entre si! Há mais de uma década eu deixei de utilizá-la como método de abertura para uma visão panorâmica da vida dos clientes justamente por causa dessa abrangência. Depois de abrir muitas frentes e avaliar muitas coisas, eu ouvia sempre no fim de cada sessão: “Tudo o que você falou está certo, mas eu vim saber apenas disso...” Apontando para uma das casas que eu havia interpretado! Por isso adotei com o tempo a leitura da Cruz Celta, um sistema que revela mais objetivamente a situação ou vivência (ou conjunto de situações ou vivências) que motivam a consulta e que são perfeitamente reconhecíveis ao cliente. Hoje eu utilizo a Mandala Astrológica como um método de avaliação dos prognósticos para um ciclo de desenvolvimento de um ano, seja a virada do ano universal, ou o aniversário de uma pessoa. Meu propósito com este artigo é o de apresentar todas as possibilidades de exploração desse rico sistema de leitura que pode ser lançado de duas maneiras: Como uma Mandala simples de treze cartas, que pode ser constituída de arcanos menores e maiores misturados, ou apenas de arcanos maiores. As mandalas simples servem bem para leituras gerais do momento presente. A outra forma de se utilizar dessa sequência de leitura é combinando as cartas dos arcanos maiores e menores em pares, numa Mandala dupla.  Nesse caso os arcanos maiores e menores são divididos em dois maços e embaralhados separadamente. Retiram-se treze cartas do maço dos arcanos maiores para compor a primeira Mandala. Depois mais treze dos arcanos menores que formará uma segunda Mandala sobre a que já foi colocada na mesa, criando uma Mandala dupla com duas cartas em cada posição. Esta forma serve melhor ao lançamento de prognósticos! Na interpretação os arcanos maiores representam os acontecimentos, e os arcanos menores como esses acontecimentos se desenrolam, as suas consequências no mundo prático, ou ainda apoios ou posturas que assumimos diante deles. Agora vamos aos detalhes:

A Décima Terceira Carta

São treze cartas porque a carta central representa o próprio indivíduo no centro da Mandala.  Ela é colocada no final, depois de as doze posições zodiacais já terem sido preenchidas. E representa exatamente como imaginamos uma pessoa no centro do sistema solar na hora do seu nascimento, com todos os planetas girando em seu redor. Essa carta apresentará a direção interior do cliente ao longo do novo ciclo. Digamos que indicará o estado de espírito que ele assumirá durante todo o novo período. Os demais arcanos nas casas precedentes revelarão o desenvolvimento dos outros setores.

O Significado das Casas:


Casa I - (Corresponde a Áries) – Representa a trajetória da pessoa ao longo do novo ciclo, e o tema que funcionará como um pano de fundo que permeará todos os acontecimentos. A característica mais marcante da sua jornada durante todo o período. No plano físico rege a cabeça, e as funções neurológicas.

Casa II - (Corresponde a Touro) – O mundo das finanças, dinheiro, bens... Mas também valores pessoais a serem reforçados ou reavaliados ao longo da nova fase. Rege também os dons e talentos naturais que trazemos de modo potencial em nossa personalidade e que podem, ou devem conforme cada caso, ser mais bem explorados. No plano físico rege garganta, ouvidos e nariz.

Casa III - (Corresponde a Gêmeos) – As comunicação com o meio ambiente, e também a relação com os parentes mais próximos, como irmãos, tios, tias, sobrinhos etc, mas também com os vizinhos. As viagens curtas, os boatos e as notícias que chegam de modo casual se apresentam aqui. No plano físico rege pulmões e os membros superiores, braços e mãos.

Casa IV – (Corresponde a Câncer) – A relação com os pais e a família ancestral, em especial a relação com a mãe. Revela traços  e memórias da infância que ainda podem se fazer presentes. A relação com a nossa casa no aspecto emocional, tanto quanto no aspecto prático de propriedade. No plano físico rege o estômago e as mamas.

Casa V - (Corresponde a Leão) – A criança dentro de nós, ou uma criança real (Filhos). Criatividade, autoexpressão, autoerotismo, prazer, lazer, formas e ou locais de se divertir. Revela também os romances e as aventuras sexuais. No plano físico rege o coração

Casa VI - (Corresponde a Virgem) – Esta casa mostra como a pessoa vive sua rotina no dia a dia, e revela as tendências para a saúde como um todo, bem como sono, alimentação e tudo o que auxilia na prevenção ou no surgimento de sintomas físicos. Rege também o modo com que utilizamos dos dons e talentos naturais (ver casa II), a relação com colaboradores ou empregados, e os animais de estimação. No plano físico rege os intestinos, os cuidados com o corpo e a higiene pessoal.

As constelações astrológicas como aparecem no céu.


Casa VII – (Corresponde a Libra) – Rege o casamento, as sociedades e parcerias e tudo o que se refere ao outro. As situações de litígio aqui se referem à relação com o outro, seja pessoal ou de trabalho. Revela o que se espera das pessoas e o modo do indivíduo de se relacionar, e como ele busca a harmonia nas relações. No plano físico rege os rins e as vias urinárias.

Casa VIII – (Corresponde a Escorpião) – A sexualidade com o outro e as relações de cunho mais profundo ou intenso. Por ser a casa da morte e do renascimento ela nos mostra o que precisamos transformar para evoluir. Revela tanto morte quanto perdas. As sociedades secretas, a magia e o ocultismo como um todo são seus elementos, bem como os sentimentos ocultos sobre coisas ou pessoas são mostrados aqui. Heranças e investimentos financeiros também estão sob sua égide. No plano físico rege os órgãos sexuais, os ovários, os testículos, e os órgãos excretores como ânus e reto.

Casa IX – (Corresponde a Sagitário) – Os sonhos e metas pessoais, os ideais de vida, o modelo de vida que se almeja no futuro. Ideais políticos, as motivações espirituais ou religiosas (se houver). O ensino superior, graduações de nível acadêmico ou espiritual. As viagens longas e os assuntos relacionados ao estrangeiro, ou a temas alienígenas como um todo (como a ufologia). A justiça num sentido mais abrangente. Os litígios aqui se referem a grandes corporações, instituições, ou o próprio Estado. No plano físico rege as pernas e o fígado.

Casa X – (Corresponde a Capricórnio) – A carreira, o trabalho no sentido de uma missão a ser cumprida. A imagem que se passa para o mundo. A posição que se ocupa, ou que nos colocamos, no trabalho e na sociedade. A relação com chefes, líderes e a autoridade. Mostra a relação com a figura do pai. No corpo físico rege os joelhos, a coluna, os ossos, pele e dentes.

Casa XI – (Corresponde a Aquário) – Os amigos e os grupos de afinidade. Locais onde se reúnem muitas pessoas, como festas, agremiações, clubes, associações, sindicatos, fraternidades, etc. Também é a casa dos grandes Mestres, aquelas pessoas que nos estimulam ou nos inspiram a uma grande reforma de vida. No corpo rege tendões e ligamentos, e também o sistema circulatório.

Casa XII – (Corresponde a Peixes) – Esta é a casa do desenvolvimento espiritual, da meditação e das experiências místicas mais profundas. Como também da caridade, do auxilio desinteressado ao próximo, da compaixão e das ações de filantropia. Bem como dos desafios kármicos, dos eventos que nos desafiam a crescer enquanto indivíduos. Sendo assim simboliza os temas de difícil acesso no novo ciclo. Rege também o isolamento, quer seja ele voluntário como em retiros para repouso ou meditação, quer seja ele forçado como em internações hospitalares, ou uma parada simples para tratar da saúde. Experiências que nos forçam a refletir e revisar a vida. No corpo físico rege os pés e o sistema imunológico.

A roda zodiacal com os signos astrológicos,
base para a leitura da Mandala.


Para a interpretação posso sugerir algumas aberturas das casas astrológicas, como um guia que você poderá seguir quando estiver para ler os arcanos desse lançamento, abrindo na sequência dos elementos ou na sequência complementar como se segue:

Por Elementos:

Fogo – Casas I, V e IX – Representam a ação e o direcionamento de vida de quem se consulta no novo ciclo que se inicia. Mostra sua vitalidade e disposição para buscar a mudança, o esclarecimento ou a evolução.

Terra – Casas II, VI e X – Essas casas revelam sua ligação com o mundo prático das realizações e do cuidado com o mundo material, trabalho, finanças, saúde. Bem como o modo com que irá lidar com suas bases e realidade na nova fase.

Ar – Casas III, VII, XI – Simbolizam a comunicação, as relações, e também os projetos para o futuro, bem como os aliados que conquistamos para realização de tais projetos. Mostra também a interferência de terceiros nas realizações pessoais.

Água – IV, VIII e XII – Essas são as casas dos sentimentos mais profundos, e das memórias introjetadas que poderão despontar no novo ciclo para serem mais bem trabalhadas ou definitivamente curadas. Simbolizam tanto a infância quanto vidas passadas.

Por Complementação:




Casas I e VII – O indivíduo e sua relação com os outros, como fica? A ênfase do ano estará mais em si mesmo ou mais na relação ou consideração sobre o outro?

Casas II e VIII – Os valores pessoais passam pela necessidade de mudança e reavaliação interior ? Sobre suas posses e a possibilidade de investir e transformar sua realidade, ocorre?

Casas III e IX – A relação entre o meio ambiente próximo e os ideais e objetivos mais elevados, como se dá? Como se dá a busca pelo saber nesse ano?

Casas IV e X – Como se dará a relação entre a vida pessoal familiar e a vida profissional? De que modo a vida íntima interfere no cumprimento da missão de vida (ou o contrário)?

Casas V e XI – Como a expressão do ser e de suas necessidades afetará suas relações? Onde buscará, ou em quem, espaço para sua essência se expressar?

Casas VI e XII – Como a rotina será afetada por suas limitações e aprendizados de crescimento? De que modo a saúde responderá aos seus desafios kármicos no novo ciclo?

Caso não tenha intimidade ou identificação com a astrologia, abra as cartas na sequência em que foram dispostas na Mandala. Na hora de efetuar a leitura dos arcanos toda a técnica sucumbe diante da revelação intuitiva. Não é preciso de modo algum ser um expert em astrologia para realizar de modo eficiente a interpretação desse sistema. Tem que conhecer muito bem, isto sim, o simbolismo do tarot e adequá-lo ao significado das casas astrológicas que mais lhe pareçam pertinentes.

Leia também: Tarot & Astrologia 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

As Cartas Não Mentem Jamais?

A essa pergunta, que na verdade é uma máxima atribuída aos ciganos e transformada em interrogação, eu digo que N ã o! Elas não mentem! Por quê? Não vejo como símbolos do inconsciente poderiam estar errados sobre o que eles revelam espontaneamente. Nunca vi as cartas errarem, por exemplo, sobre uma questão do presente. O que vi, e vejo, são pessoas negando o que é revelado! Uma história que conto aos meus alunos, e que se passou comigo no início do meu trabalho com o tarot, foi o de uma senhora em torno dos seus sessenta e poucos anos que me procurou para ler as cartas. O tarot mostrava de cara que esta mulher tinha de aprender a seguir os desejos do seu coração, sem se deixar influenciar com as reações e opiniões daqueles que a cercavam... Antes mesmo de eu terminar a leitura ela me interrompeu dizendo que aquilo não era verdade! Que ela fazia sempre o que queria fazer sem se preocupar com o que os outros iam pensar, que era e sempre foi uma pessoa muito independente! Pois bem, pouco mais de meia hora depois de ter me dito isso a percebo olhando nervosamente para o seu relógio de pulso, até que me pediu: “Será que poderia fechar as cortinas da janela, por favor?”, então eu disse que por ser inverno, e a iluminação da sala ser indireta, o ambiente ia ficar muito escuro... Então ela me revelou que morava no prédio em frente, e que de sua janela era possível me verem atendendo em minha mesa de leituras... E eu perguntei: “Mas e daí...?”, ao que ela me respondeu um tanto constrangida: “É que este é o horário em que minha filha chega em casa, e não quero que ela me veja fazendo essas coisas...!”. Fiquei atônito por um tempo, mas decidi não voltar ao que tínhamos falado anteriormente. Em parte porque me pareceu que ela não estava totalmente consciente da sua contradição. E também porque acredito que não temos de provar nada a ninguém, nem esfregar na cara das pessoas verdades que elas não reconhecem ou não estão prontas para admitir. Não é este nosso papel! Não tenho dúvidas de que casos como este ocorrem o tempo todo, e sei que qualquer pessoa que trabalhe com o tarot, ou cartomancia, ou runas, astrologia etc, tem histórias bem similares ou idênticas a esta!

O Futuro que não se Realiza ou Escapa...

Erros sobre o futuro? Bem, este é um caso que deve ser bem avaliado. Em primeiro lugar o que nos é dado saber, nos é permitido mudar. E fazemos isso consciente ou inconscientemente o tempo todo! E nesse caso as previsões podem funcionar como uma autossugestão, que atua positiva ou negativamente dependendo das esperanças ou medos que cada um carrega intimamente sobre o que foi revelado! É nesses momentos que a programação do inconsciente atua, ou seja é um fator puramente psicológico! Há alguns anos atrás um cliente veio me procurar para ler o tarot. Era um rapaz de orientação homossexual que se dizia cansado de ter “casos”, ou namoros inconsequentes. Ele dizia querer um relacionamento firme, mas que também fosse uma história de amor com consistência e profundidade. Abri as cartas para ver as perspectivas nesse setor de sua vida e... Nossa! Estava todo mundo lá! O Mundo, O Sol, 2 de copas, 6 copas, o 10 de copas... Sim ele encontraria um amor, mas seria longe de onde vivia. Seria numa viagem a estudo ou trabalho. Ele ficou contente, mas questionou que não tinha intenções de sair do estado para trabalhar e nem tão pouco tinha nenhum curso em vista num período de curto a médio prazo! 
Prognósticos, bons ou ruins, ativam
as programações do inconsciente.
Alguns meses depois uma cliente dele se mudou para São Paulo e precisou de seus serviços de designer na sua casa no bairro dos Jardins, por gostar muito do seu trabalho, e não conhecer ninguém na nova cidade, o chamou para ficar duas semanas trabalhando por lá. Ele foi e nesse período conheceu outro rapaz com quem se encontrou duas ou três vezes antes de vir embora. Desse momento em diante passaram a viver uma relação intensa, mesmo à distância. O novo namorado ligava todos os dias de manhã para desejar bom dia. A cada duas semanas pagava passagem de avião para ficarem juntos. Até que um dia, o referido novo amor atendeu ao telefone de modo estranho, ficou de retornar e não o fez, depois não o atendia mais... Foi o que bastou para o jovem que se consultou comigo entrasse numa viagem mórbida de autodepreciação, dizendo que é claro que o namorado devia estar com outro, porque afinal ele era feio, magro demais, não tão bem sucedido... Quando finalmente voltaram a se falar, ele decidiu terminar tudo por telefone, e não atender mais aquele que parecia ser tudo o que ele queria de uma relação! Mais um tempo depois o namorado o procura e diz que estava passando pelo pior momento profissional de sua vida, e que tinha recebido uma notícia bomba justo naquele dia. Que estava profundamente magoado por ter demonstrado atenção às necessidades do parceiro, mas que quando ele precisou tudo o que teve foi desconfiança e acusações. Não pediu uma nova chance e sim quis terminar definitivamente, pois já tinha sofrido com o mesmo tipo de coisa no passado e não queria mais repetir isso em sua vida. 
O Amor, um tema tão atraente quanto
saturado de programas culturais.
Quando nos falamos depois de tudo, ele me dizia não compreender porque reagiu daquele modo. Conversamos sobre as programações que todos carregamos sobre o amor, e ainda mais as pessoas que pertencem a grupos minoritários. Ele então citou que seu pai ao perceber sua diferença desde cedo, dizia a ele que pessoas “como ele” nunca eram felizes! Precisa explicar mais? Poucas pessoas nesse mundo se acham merecedoras de amor e felicidade. Isso parece ser mais uma coisa para os outros. Muitos culpam a nossa cultura judaica cristã, mas o fato é que isso acontece com hindus tanto quanto com muçulmanos, tanto no ocidente quanto no oriente, ou seja, é humano! Se não fosse assim não haveriam tantas terapias para nos orientar no resgate da própria felicidade, amor e saúde! No relato que fiz a pouco observamos que o namorado do meu cliente também tinha uma programação de amar demais e não ser acolhido, e os dois se encontraram, ao que parece, para corroborar com o programa infeliz um do outro. Diante de um prognóstico positivo o condicionamento relacionado ao amor e à felicidade foi ativado, e fez desmoronar as boas perspectivas. Muitas pessoas fazem isso todos os dias sem se dar por conta de que o fazem.

O Futuro que não se Revela...

Há também aqueles casos em que pessoas alegam que coisas importantes não foram reveladas na leitura, e que consideram por isso que o oráculo (seja ele qual for) errou. Bem, vou discordar disso também. Como sempre digo os oráculos não são meramente instrumentos divinatórios ou de avaliação psicológica, são também chaves de crescimento espiritual. Tenho observado que o que não nos é dado saber é algo que temos de passar, porque de algum modo serve ao nosso crescimento e amadurecimento interior, e não nos ser revelado é a forma de impedir a interferência da consciência e do arbítrio na situação. Mais uma vez tenho um caso que ilustra bem o que quero dizer. Uma amiga me procura para ler o tarot, ia fazer uma viagem de um mês pelo interior da França, num tour pelas regiões da Provença à Bretanha, com um grupo de amigos. Estava muito entusiasmada em conhecer a região, e em especial a floresta de Paimpont, ex Brocéliande, onde se encontra o suposto túmulo do Mago Merlin. Já havia consultado uma astróloga, e uma numeróloga de sua confiança, e agora queria ver se o tarot tinha algo a dizer sobre precauções quanto à viagem... Lembro-me das cartas de O Eremita e de O Sol terem dito que estranhamente ela não seguiria com os outros. Assustada perguntou se ficaria para trás! Eu disse que não, que ela ia junto, mas que não iria a todos os passeios, embora eu não soubesse o motivo. Como fazem algumas pessoas, irritantemente, ela começou a argumentar que era estranho, pois era uma das duas únicas a falar francês no grupo, e que seria também a motorista de uma das vans que levariam as pessoas.


Leituras oraculares são uma interação constante
com os aspectos obscuros da alma humana.

Uma vez lá, ela finalmente foi a tão desejada visita à floresta mágica e mítica de Paimpont. E justo neste passeio ela cai de uma ribanceira enorme, quebrando o braço bem na junta do ombro. O resultado? Uma cirurgia cara e delicada, meses de recuperação e a recomendação médica de não andar por longas distâncias, nem subir declives, pois tinha a partir daquele momento uma liga de platina que juntaria os ossos e permitira a cartilagem se recompor. Essa era na época uma técnica desenvolvida lá na França, e que permitiria recuperar totalmente os movimentos do braço, ou seja, mesmo no azar ela teve sorte! Voltou impressionada com minha leitura de tarot, e indicou muitas pessoas a se consultarem comigo! Entretanto eu estava intrigado com o fato de eu ver a consequência e não o fato que a levou àquela situação. Nada na leitura dizia “cuidado”, ou assinalava perigo. Não havia nenhum arcano ameaçador. Discuti isso com ela que disse estar impressionada de qualquer modo, mas que de fato nada lhe foi revelado que pudesse evitar o que aconteceu! 
Até que um dia, num dos nossos encontros, ela me disse ter refletido muito sobre aquela nossa conversa, e concluiu que se tivesse sido avisada sobre o risco de um acidente evitaria ir à floresta. Sempre teve medo de lugares acidentados e temia ir até lá! Como nada foi ressaltado ela seguiu o plano da visita. Disse que depois de meses sem poder dirigir, nem sequer cozinhar e mal se servir sozinha, e de ter de ficar confinada em casa por longo tempo, se deu por conta que aquela era a primeira vez que ela estava podendo voltar a pensar em si mesma. E no fato de não estar mais empenhada, como desejou estar, em realizar as coisas que satisfaziam sua alma. Desde que se aposentou (e isso já tinha alguns anos) ela estava envolvida com assuntos da mãe idosa, da irmã divorciada e dos sobrinhos, e grande parte da sua angústia era a de não poder estar atendendo essas pessoas. Estava ocupada com todos, mas não consigo mesma. Passou anos num trabalho que não a realizava. Jurou para si mesma que depois de aposentada se dedicaria à sua busca espiritual e ao estudo da astrologia, uma antiga paixão, coisa que não estava fazendo. Mas só pode lembrar-se disso ficando literalmente imobilizada dentro de casa. Chegou à conclusão de que tinha sido essa a finalidade de sofrer o acidente: Fazer-lhe lembrar do que tinha esquecido, e do pacto que tinha feito consigo mesma. Concordei inteiramente. Houve um equívoco? E se houvesse os outros oráculos teriam se equivocado mais? Minha experiência e observação nesses anos todos diz que isso não existe. Quer chamemos de inconsciente, divindade interior (Eu Superior) ou Self, a verdade é que não obtemos a revelação de tudo dessa parte profunda de nós mesmos, para que não atrapalhemos ao processo de integração com nosso propósito de alma. Simples assim! Nem sempre é possível descobrir o motivo de uma revelação não ter sido feita, simplesmente porque isso compete em grande parte ao próprio cliente, olhar para si mesmo com franqueza e refletir, como o fez minha amiga. E isso é para poucos.

Sobre o Olhar do Leitor

É claro que podem ocorrer erros de interpretação do leitor, isto sim! E penso que para esses leitores é mais fácil dizer que os oráculos erram do que admitir sua própria incompetência! E nem sempre, é claro, é só uma questão de competência, ou a falta dela. É também uma questão de olhar. Durante seis anos tive um grupo de estudos de tarot que chamei de Consciência Arcana. Era formado por ex-alunos que quiseram seguir estudando e praticando o tarot de forma assistida, uma vez por mês durante quatro ou cinco horas. 
A perspectiva e o alcance do olhar do leitor
definem a amplitude de uma interpretação oracular.
 
Uma das experiências que eu mais gostava era quando alguém trazia uma leitura que tinha feito em casa para um amigo, colega, parente etc. Ao se abrir a leitura, aquele que a trouxe deixava os outros falarem, cada um na sua vez, o que percebia para depois contar o que de fato tinha lido e o relato de quem se consultara. Era surpreendente como alguns conseguiam chegar a detalhes que o próprio leitor ou tinha ignorado, ou simplesmente não tinha visto numa leitura geral, por exemplo, enquanto alguns viam ainda menos do que o outro conseguiu “enxergar”. Havia também aqueles que viam a mesma coisa! E, o mais fascinante, é que todos tinham o mesmo conjunto de cartas na sua frente. Desde então isso para mim é prova mais do que suficiente de que se ocorre um “erro” de leitura, isso nada teve a ver com a linguagem dos símbolos, ou com o sistema oracular que foi empregado. Sempre tem a ver com as pessoas! Por isso considero a afirmação do tarólogo suiço Oswald Wirth (1860-1943) que diz que: “O próprio do simbolismo é sugerir indefinidamente; cada um verá o que seu olhar permita perceber”, uma verdade irrefutável no trabalho com os símbolos.

Sobre a Natureza dos Símbolos


Para aqueles que dizem que os símbolos são falíveis porque são humanos, tudo o que posso dizer-lhes é de que possuem um conhecimento no mínimo limitado sobre sua natureza. Nenhum símbolo foi inventado. Os símbolos nos foram inspirados, por isso só em parte eles são humanos. São recursos simbólicos e culturais que o homem acessou no seu mundo próximo, mas que são a expressão de uma força transpessoal, cósmica, ou divina. Escolha a versão que mais lhe agrada, mas saiba de antemão de que são todas elas verdadeiras! Um bom exemplo disso vem da astrologia. O planeta Júpiter desde tempos imemoriais tem sido visto como o arauto da abundância, da expansão, da generosidade e da proteção. Sendo por esse motivo o representante tanto de reis, quanto de pessoas nobres de alma. Isso tinha muito a ver com seus aspectos com outros planetas no céu, e o que ele promovia na Terra. Os antigos sumérios o chamavam de Enlil, deus do ar, do raio e das tempestades. Mas tarde os romanos deram-lhe o nome do seu deus supremo, Júpiter, que tem muitas das atribuições do Enlil sumeriano. Com a exploração espacial por sondas de todo tipo, e telescópios super potentes, as características astronômicas desse astro se revelaram. Descobriu-se, por exemplo, que Júpiter protege a Terra do impacto de meteoros e asteroides que podiam nos destruir (proteção/generosidade). Recentemente a sonda New Horizons mergulhou no espaço profundo para novas descobertas utilizando-se de seu imenso campo gravitacional como estilingue para se impulsionar na viagem, o que a fez alcançar a órbita de Plutão em 14 de julho deste ano (expansão). No século XVI esse planeta era associado às grandes navegações, e foi o regente das duas maiores nações navegadoras do mundo na época, Espanha e Portugal. Sem falar que este gigantesco corpo celeste emite mais energia do que recebe do Sol (abundância). 
Acho que você já leu estas palavras entre os parênteses antes, mas foi quando eu falava das suas antigas atribuições mitológicas dadas pelos povos do passado! Então como eles sabiam? É simples, não sabiam. Foram inspirados. Apenas usaram as imagens míticas que lhes eram conhecidas para expressar o que captavam intuitivamente da sua conexão cósmica. Estamos todos conectados, e como diz aquele axioma esotérico: “Assim como acima, abaixo...”. Portanto, um símbolo não pode ser influenciado ao se expressar. Porque é uma força transcendente que se utiliza de uma representação reconhecível à consciência humana para entabular uma conexão, e uma comunicação, com e através da alma.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Lendo com 3 Cartas

O triscal, símbolo do movimento que rege a vida.

Um dos mais simples e versáteis métodos de leitura de tarot é o de três cartas, suas muitas versões e possibilidades é o que pretendo explorar aqui. Originalmente usado para perguntas rápidas veremos que este método pode ir mais além! O procedimento é simples, embaralhe e retire do maço 3 cartas que poderão seguir uma das duas ordens abaixo conforme a natureza da questão formulada:



A primeira disposição é a mais conhecida e se refere aos três tempos, Passado, Presente e Futuro numa sequência da esquerda para a direita. E, geralmente, é uma tiragem feita para se avaliar o desenvolvimento de uma situação para o futuro, serve a questões do tipo: “Como ficará meu relacionamento, empreendimento, sociedade”? etc. A segunda disposição se refere a uma avaliação da interação entre duas forças, tendências ou personalidades! E isso quer dizer que foca mais no presente, e em como as coisas estão, e aponta uma direção sobre como agir. A posição 1 fica à esquerda e se refere a Tese, ou o que favorece a situação. A posição 2 fica à direita e se refere à Antítese, ou ao que desfavorece a situação, e a posição 3, que se localiza no centro do jogo, é o resultado desse confronto, a Síntese. Muitos nomeiam também como Situação, Discussão e Sentença... Pode haver muitas variantes, mas a ideia é a mesma. Esse sistema se aplica a perguntas do tipo: Como está meu relacionamento, empreendimento, sociedade”? etc. Outra forma bem conhecida do uso das três cartas é aquele em que o leitor pede ao cliente para que corte o maço em três montes antes da leitura, como uma forma de trazer a energia do consulente para o agora. Muitos tarólogos e cartomantes complementam essa abertura virando os maços que se formam para cima, e lendo as primeiras cartas ou arcanos que passam a representar o Corpo, a Mente e o Espírito do cliente naquele momento! Como uma síntese do que ele está vivendo e trazendo para a consulta. Técnica usada por minha querida tia Lourdes Crippa que foi uma grande cartomante, e que certa vez aos meus catorze anos abriu suas cartas para mim dizendo que eu ia trabalhar com cartas, mas que ela dizia não serem cartas como as que ela usava (um baralho Lenormand). Ela nunca tinha visto até então um jogo de tarot, e dizia intrigada que eu ia palestrar sobre essas cartas, escrever e ensinar a outros, e que ia viver disso... Trinta e dois anos depois eis eu aqui...! Faço desse texto minha homenagem saudosa à minha querida e altamente intuitiva, tia e amiga, Lourdes.


Baralho Lenormand.

O sistema de se usar as três cartas para avaliar os campos básicos da vida e da personalidade humana, corpo, mente e espírito, também pode ser usado como uma leitura geral em momentos em que há pouco tempo para uma leitura mais abrangente e profunda. Como acontece em eventos como feiras esotéricas, ou em seminários e congressos holísticos pelo mundo afora. Um bom modo de se fazer isso é se utilizando apenas dos arcanos maiores na leitura. Esse método nos permite ver a interação simbólica entre duas ou mais cartas por meio da interpretação dos seus números. Para o sistema de 3 cartas entenderemos então o Corpo como a vida material e financeira, caso queria especificar sobre saúde retire mais uma carta do maço. A Mente seria relativo aos planos, pensamentos, ideias e preocupações, mas que dependendo dos arcanos que saírem pode se referir à vida afetiva do cliente. E, por fim, a posição do Espírito se referiria às aspirações mais íntimas, aos sonhos e ideais, e a busca espiritual do indivíduo em relação ao momento. Vejamos esse exemplo de um amigo que me pediu para dar uma olhadinha no seu momento de vida:




Muitas atividades pareciam estar solicitando a atenção do meu amigo, e também exigindo dele flexibilidade ao lidar com tais situações (Os Amantes). Ele parecia compenetrado em realizar suas atividades, sem muito tempo para as questões sociais e românticas (O Eremita). O clima de sua vida no momento parecia ser a de uma cruzada contra si mesmo para vencer os seus limites e crescer financeira e pessoalmente (A Força)!

O Arcano Oculto

Ao somarmos as cartas aos pares a interpretação pode ficar mais clara ou confirmar o que já foi dito. Ao somar o 6 de Os Amantes com o 9 de O Eremita, obtemos o 15 de O Diabo. O que confirma que a compenetração do meu amigo tinha a ver com sua necessidade de reunir recursos e não com as outras “paixões” deste arcano. Ao somarmos 6 de Os Amantes com o 11 de A Força obtemos o 17 de A Estrela. O que me fez pensar que seu empenho em se desdobrar teria muito a ver com sua preocupação com os seus anseios sobre o futuro! Ao somarmos, por fim, o 9 de O Eremita com o 11 de A Força obtemos o número 20 de O Julgamento, o que demonstra que seu foco aliado à sua vontade aguerrida de vencer traria vitória certa em seu objetivo! Somando agora todas as três cartas do jogo, 6 + 9 + 11 = 26 = 2 + 6 = 8. O 8 é o arcano de A Justiça. O que fecha muito bem o esquema simbólico, representando um momento de retidão, decisões racionais, e de esforço consciente para manter o equilíbrio pessoal diante das demandas que se apresentam. Entendi também que A Justiça alertava para que o equilíbrio fosse mantido no sentido de não se prolongar essa retirada da vida afetiva e interior para além do necessário. Nesse ponto da nossa leitura meu amigo balançou a cabeça dizendo que estava se perguntando justamente isso, se já não era hora de “tirar o pé do acelerador” e voltar a viver um pouco!
Vejam só como a leitura de três cartas pode ser mais profunda do que se imagina, e é claro que isso não se dá por acaso. O complexo simbolismo dos arcanos do tarot, e sua imensa flexibilidade arquetípica, proporcionam essas viagens fascinantes pela vida e a alma humana.

Leia também: Como Está Minha Saúde? 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Instruções aos Neófitos

Dicas para Quem Está se Iniciando 
no Estudo do Tarot

Deparei-me com as sugestões abaixo visitando o blog da taróloga americana Mary K. Greer. Tomei a liberdade de "editar" algumas dessas sugestões, que me pareceram fora de propósito ou exageradas, e deixei aquelas que eu mesmo pude experimentar e comprovar a eficácia através do tempo! Espero que apreciem e façam bom proveito:

As Regras para se Estudar o Tarot
• Não há regras. Todas as regras são feitas para serem quebradas.
• Você pode ouvir e ler muito sobre o tarot, e tomar conhecimento de muitas coisas contraditórias. Ouça, leia, discuta, tente, e decida por si mesmo o que lhe serve. Ninguém sabe como você vai ler ou trabalhar com as cartas, exceto você.
A Aprendizagem do Tarot
• Quanto mais você souber, mais opções você terá.
• Leia livros, muitos livros.
• Não há nada de errado com os livros. O conhecimento adquirido a partir deles lhe dará um fantástico ponto de partida, e pode ajudá-lo a ter uma leitura com mais confiança.
• Tente ler uma carta primeiro antes de procurar seu significado nos livros. Você vai se surpreender com o quanto da essência do simbolismo você recebe intuitivamente.



• Conheça a suas cartas, puxe uma por dia e ou repasse por seu baralho carta por carta, e tome nota sobre cada uma delas. Escreva seus pensamentos e sentimentos sobre cada arcano em um diário.
• Aprenda o básico da história do tarot e seu simbolismo.
• Aprenda as correspondências astrológicas e elementares. Eles condicionam a mente a pensar associativamente e fazer conexões extraordinárias.
• Escolha um sistema de leitura e fique com ele tempo suficiente para obter a compreensão de suas ramificações simbólicas. Você só vai confundir a si mesmo se tentar muitas variações de métodos de leitura.
• Os arcanos são feitos de micro símbolos dentro de um macro símbolo. Cada um dos símbolos que compõem os arcanos podem abrir informações detalhadas, pertinentes e poderosas.
• Conheça o que as cores, números, e símbolos podem representar simbolicamente.



• Tire uma carta diária do seu baralho e deixe-a falar com você. Pergunte a si mesmo sobre as questões de sua vida.
• Faça tudo em voz alta, mesmo que você esteja apenas lendo para si mesmo.
• Associe de 1 a 3 palavras chave para cada carta.
• Leia as cartas visualmente, você é o livro.
• Seja amigo do seu baralho, ele consiste de 78 personalidades com quem você precisa se relacionar e conhecer bem.
• Torne-se amigo de suas cartas! Durma com elas, brinque com elas.
• As pessoas têm muitas camadas e assim são as “personalidades” de suas cartas.
• Ajuda se relacionar as cartas com pessoas e eventos que você conhece.
• Dê atenção especial aos arcanos que não parecem simpáticos a você.
• Leia as cartas diariamente para alguém: para si e para os outros. Mantenha um diário de seu trabalho de tarot, incluindo leituras periódicas.



• Você não pode aprender sem realmente praticar a leitura...  Pratique, pratique, e pratique. Leia para amigos, ou para estranhos sempre que tiver a oportunidade.
• Ao longo do seu dia, mantenha as cartas em sua mente. Veja como as diferentes experiências do seu dia a dia lembram os diferentes aspectos de vivências dos arcanos.
• Saiba tudo sobre o conhecimento de outras pessoas também! Há toneladas de livros, aulas, eventos on-line, e conferências que podem enriquecer a sua perspectiva.
• Atualize-se constantemente. Trabalhe espiritualmente em si mesmo o tempo todo. Continue crescendo e nunca ache que já sabe tudo!
• A leitura é uma fatia da jornada da vida de uma pessoa. É uma história.
• Tarot é uma bússola intuitiva, então esqueça a ideia de "ler o futuro”.
• Tarot é um espelho.
• Tarot é como a arte: Não é a interpretação feita por críticos de arte e o raciocínio por trás de uma obra-prima versus como ela faz você se sentir pessoalmente. É importante ver os dois lados.
• Interpretação é Conhecimento + Intuição.
• Lembre-se sempre de que os oráculos como o tarot, e outros, são pedaços de papelão com fotos sobre eles. A informação mágica, a sabedoria, está em você, não nas cartas.
• Você é o tarot! As cartas não são nada sem você. Elas são as janelas para o seu saber interior que já está todo aí dentro.
Baralhos
• Escolha um que você se sinta muito atraído, quer seja por sua beleza, quer seja por sua expressividade.



• Escolha um baralho com que se sinta bem. Ou que você se sinta confortável com seu simbolismo. Certifique-se que ressoa com você no que diz respeito à arte e mitos (e sua visão de mundo).
• Comece com um baralho que ressoe com você e conviva com ele por um bom tempo (um ano pelo menos), antes de passar para outros (e isso se sentir necessidade).
• Lembre-se o tempo todo: Mesmo que você já tenha um baralho favorito, confira outros, seus simbolismos e interpretações, e compare-os.
• Obtenha pelo menos um baralho "tradicional" e pesquise sobre seu simbolismo.
Sistemas de Leitura
• Comece com sequências menores.
• Comece com um método de uma ou de três cartas simples. Sistemas como a Cruz Celta geralmente são um exagero para iniciantes.
• Você pode criar seus próprios métodos de leitura adaptados, bem como usar os tradicionais.
Preparação para uma Leitura
• Lave as mãos antes de tocar nas cartas.
• Centralize-se antes de uma leitura.
• Proteja-se primeiro antes de uma consulta, acenda uma vela e, em seguida, peça a proteção e orientação sobre a leitura, convidando os seus guias para ajudar a tornar mais clara a sua interpretação e para manter as entidades inferiores a distância.
Ética
• As pessoas confiam em você com seus segredos. Mantenha-se digno dessa confiança.
• Leia para pessoa que você está na sua frente. Não fique tentado a ler sobre o marido dela, ou os irmãos, namorado, chefe etc, a menos que eles também estejam sentados na sua frente. Seja ético.
Consulta ao Tarot
• Não fazer a mesma pergunta muitas e muitas vezes. Se você descobrir que se tornou tão viciado em tarot que não pode fazer nada sem antes consultar as cartas, faça uma pausa.
• Use as cartas para ajudar você a entender mais sobre si mesmo. Elas revelam o que você já sabe, mas que por algum motivo não está conseguindo ver.



• Não tente prever, ou desvendar os meandros do destino (você pode fazer isso mais tarde, se desejar).
• Use as cartas para tudo... Vidas passadas, canalização e assim por diante.
• Não tenha medo de combinar modalidades: astrologia, leitura de aura, etc.
• Mantenha o foco nas cartas, não acrescente mais nada até que você tenha obtido tudo o que puder a partir das informações que já estão a sua frente.
A Leitura das Cartas
• A principal coisa é... Apenas no início, se você cometer erros, aprenda com eles!
• Em princípio firme a intenção de que você só vai ler as cartas na posição vertical até que você absorva bem o significado de todos os arcanos. A interpretação das cartas invertidas será mais fácil quando você souber mais profundamente sobre os seus significados verticais.
• Mantenha uma "cola", no caso de você ficar preso em um significado de uma carta. Não tenha medo de procurar um significado em um livro. Apenas uma palavra ou frase pode ser o suficiente para estimular você para contar o resto da história.
• Preconceitos ou ideias fixas sobre o que cada carta significa podem bloquear a sua capacidade de interpretação.
• Seguir o primeiro pensamento é melhor, e mantenha a leitura simples, lembre-se de que está lendo uma história através dos símbolos.



• Use todos os seus sentidos para associar aos arcanos imagens, palavras, músicas, sentimentos. Em seguida, conte uma história com eles.
• Tente não ver qualquer carta apenas como positiva ou negativa, deixe as imagens “falarem” mais amplamente com você.
• Não insista com o cliente que você está certo, nem se desculpe por estar errado.
• Não edite a si mesmo. O que primeiro vem à sua mente provavelmente é o certo.
• Não use a primeira palavra que vem à sua mente, pois isso pode impactar negativamente a pessoa para quem está lendo. Filtre tudo através do amor (um "filtro de amor"), ou seja, o que tiver de dizer diga de uma forma que seja construtiva. A Primeira premissa é a de não chocar ou agredir. Antes de falar, considere o lema "O amor é sempre a reação apropriada”. E nunca force uma pessoa a ir aonde ela não quer ir, ou compreender algo que no momento ela não tem condições.
Predições
• As previsões devem ser feitas com muito cuidado. Elas podem se tornar realidade, porque as pessoas colocam sua crença, suas emoções e energia para a previsão.
• EVITE prever morte, doença, desastres, divórcios... Via de regra, não acrescentam nada ao processo evolutivo do indivíduo! Exceto se o cliente quiser saber, mas não se constranja em se recusar a ver isso caso não aprecie esse tipo de abordagem! Lembre-se: O trabalho é seu!
Fé e Confiança
• Sempre confie em sua intuição.
• Ocasionalmente alguma nova percepção virá para você durante uma leitura, e que não tem nada a ver com o que você conhece ou já estudou. Confie nela. Diga o que você vê, mesmo que isso não faça muito sentido para você.



• Se você vê algo, diga. Pode ser a resposta exata versus o "livro do fulano de tal” como resposta.
• A visão é um dom, use-a com confiança, fé e integridade.
• Confie em seu primeiro pensamento. Você pode procurar o significado de acordo com a tradição mais tarde, se quiser.
• Confie no que você está dizendo, e não se o consulente pensa que isso é "certo" ou "errado". Com certeza é o que o consulente precisa ouvir.
• Tenha fé nas cartas. Só porque você pode não entender o que está sendo mostrado, não significa que não haja uma razão. Relaxe, respire e o entendimento virá para você.
• Não há problema em errar no começo.
• Não se leve tão a sério.
Na Consulta
• Não tome a arrogância ou a agressão das pessoas para si. Geralmente é apenas medo. 
 • Pense sobre o que a outra pessoa precisa e não sobre como você está fazendo.
• Não ceda à tentação de dizer às pessoas o que você acha que elas querem ouvir.
• Não deixe que as outras pessoas "controlem" suas leituras. Confie em si mesmo e lembre-se de que você não tem nada a provar.
• Sim, o consulente sabe sobre si mesmo melhor do que você. Mas você sabe sobre as cartas melhor do que ele ou ela.



• Lembre-se de que você está ali para ajudar o cliente a encontrar sua própria verdade através de um relacionamento entre você, o cliente e as cartas!
• Não leia para a mesma pessoa, para a mesma questão, mais de uma vez em uma lunação (período de um mês ou até mais!). As coisas levam tempo para se desenvolver.
Sobre sua Singularidade
• Conhece a ti mesmo! Faça disso um lema e busque recursos para isso como terapias, meditação, consultas a outros profissionais, etc.
• Cada leitor de tarot é único e traz os seus próprios conceitos e talentos à leitura. Seja você mesmo.
• O tarot se comunica de maneiras diferentes para pessoas diferentes. Preste atenção para as formas específicas com que o tarot comunica ideias para você.