quarta-feira, 15 de abril de 2020

A Roda do Ano da Golden Dawn

A roda do ano da Golden Dawn e suas relações entre cartas da corte,
arcanos menores, os decanatos zodiacais, os signos e as estações do ano...

Os arcanos maiores do tarot parecem definitivamente atrelados aos caminhos das sephirot da cabala e são, de modo determinante a espinha dorsal da compreensão do simbolismo do tarot. Muito embora em termos cabalísticos as sephirot sejam mais importantes que os caminhos, eles acabaram se destacando por representarem poderosas forças de transição que criam eventos que por sua vez levam a novos estágios de consciência representados por cada uma das dez sephirot. O tarólogo, cabalista e escritor Robert Wang diz que: “o Tarot é um mecanismo de aprendizado projetado para facilitar a viagem subjetiva da consciência de um para outro centro objetivo de energia.”. E enquanto os arcanos maiores se conectam às 22 letras cabalísticas, ou sons primordiais, os arcanos menores se tornam mais compreensíveis à luz dos elementos astrológicos. Os quatro ases relacionam-se com os Elementos Primordiais, que também estão em Kether, e também à própria origem do Tetragrammaton. Embora eles não sejam os próprios elementos, mas sim sua origem projetada sobre o mundo físico. Ou seja, mais uma lembrança de que o mundo simbólico nada mais é do que a representação de planos mais abstratos. Quando representamos a Árvore da Vida, por exemplo, no mundo físico os Ases ficam no pólo norte, acima dos valetes ou princesas, que ficam no pólo sul e que são chamadas de os “Tronos dos Ases”, e por isso foi-lhes atribuída como morada a sephira de Malkuth, o mundo em que habitamos. A Golden Dawn diz que os quatro Ases governam a evolução do Universo, por conectarem o plano formativo ao plano material onde vivemos. Na roda da Golden observa-se que os ases de cada naipe regem o mesmo período de tempo que dos valetes correspondentes. As demais cartas dos arcanos menores foram arranjadas pelos magos da Golden numa roda zodiacal com decanatos. Esse arranjo astrológico foi criado pelo matemático grego Ptolomeu no antigo Egito. Assim a roda do zodíaco com 360º é dividida em 36 sessões de 10º cada, o que faz com que cada uma das doze casas zodiacais tenha três decanatos, e cada um desses decanatos corresponde a um dos arcanos menores do tarot. Essas divisões correspondem também a dias do ano, e assim podemos atribuir a cada pessoa uma das cartas dos arcanos menores conforme a sua data de aniversário!
O zodíaco tem como simbologia básica as casas e os planetas, as casas são divisões de 30º do zodíaco, cada uma das quais correspondem a um dos doze signos legado a ela. Áries na casa I, Touro na II e assim por diante. Sendo assim cada signo tem três decanatos, sendo cada um deles governado por um planeta diferente. Os planetas são pontos emissores de energias específicas, que nos decanatos permeiam a qualidade de cada signo, mais ou menos o contrário do que ocorre na interpretação do mapa astral e na leitura dos trânsitos, onde os signos é que qualificam a energia dos planetas! Essa energia é de tal forma específica a ponto de poder ser representada por uma carta do tarot.


Outra imagem que relaciona os arcanos maiores correspondentes aos signos,
as cartas da corte, e as cartas numeradas de dentro pra fora da roda...

A Golden rejeitava o início do zodíaco em 0º de Áries por considerá-lo arbitrário! Retomaram assim ao um velho sistema que coloca o início do zodíaco em 0º de Leão, que corresponde ao 5 de paus. Uma carta cheia de energia combativa...! O grau 0 de Leão está associado com a estrela Regulus (Cor Leonis), ou o Coração do Leão, considerada uma das cinco estrelas sagradas da antiga astrologia pelos persas, e que simboliza honra, coragem, força e determinação! Também foi associada aos reis, pois que essas qualidades eram tidas como imprescindíveis para um bom soberano... Curiosamente, o último arcano da série das cartas numeradas, o 10 de ouros, corresponde ao último decanato de Virgem, o signo que sucede Leão e que é regido por Mercúrio!  Este arcano fala da cocriação da realidade, e parece haver aqui claramente a ideia de que o poder tem de se colocar de algum modo a serviço do mundo e do próximo, já que Virgem é o signo da excelência em servir. O esquema da Golden também só leva em consideração os sete velhos planetas da astrologia antiga: Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno.  

Regulus, uma das estrelas da constelção de Leão!


No Liber T* encontra-se a seguinte declaração: “Havendo 36 decanatos e apenas sete planetas, segue-se que um dos últimos deve governar um decanato a mais do que os outros. Este planeta é Marte, ao qual é atribuído o último decanto de Peixes (10 de copas) e o primeiro de Áries (2 de paus), porque a superação do prolongado frio do inverno e o início da primavera requerem uma grande quantidade de energia”.
Na relação simbólica da Golden Dawn a cada decanato e arcano menor é atribuído um par de anjos, um dos quais reina sobre o dia e outro sobre a noite, ou seja, representando a dualidade de cada carta em seu aspecto tanto de luz quanto de sombra! Essa relação angélica, que não exploro aqui, deriva de uma ideia constante de que as cartas derivam de Yetzirah, o mundo dos anjos, em oposição aos arcanjos de Briah, ou aos deuses de Atziluth. As cartas seriam então imagens astrais que ilustrariam o mundo da matéria, situado abaixo, e refletindo simbolicamente os mundos da mente e do espírito que ficam acima. Yetzirah é o mundo formativo na cabala, através do qual os princípios superiores são transmitidos às vidas humanas. Um universo que é formado por imagens refletidas de acima e de baixo, o que explicaria o tarot ser tão eficaz na predição, e tão profundo como instrumento de autoconhecimento!

Sobre as Cartas da Corte

MacGregor Mathers disse que as cartas da corte não estariam nas sephirot (centros de consciência), mas além delas. Assim cada cavaleiro representaria, por exemplo, as forças elementares do Tetragrammaton nos quatro mundos da Cabala: Atziluth, Briah, Yetzirah e Assiah, que correspondem respectivamente aos quatro elementos do mundo concreto, tanto quanto da magia; o fogo, a água, o ar e a terra. Por esse motivo essas cartas podem representar pessoas numa predição, essas pessoas representariam qualidades dos elementos com que teríamos de lidar, ou aspectos da personalidade que se evidenciam em nós mesmos diante de determinadas situações. Situações práticas também podem ser representadas por essas cartas, situações que nos fariam lidar com energias elementares específicas dentro e fora de nós mesmos. Há ainda a afirmação de que as cartas da corte podem representar decisões, da nossa parte ou de outras pessoas, que colocam em ação as forças cegas representadas nas cartas numeradas de 1 a 10 dos arcanos menores. Como digo aos meus alunos, os arcanos maiores são os grandes acontecimentos arquetípicos, as cartas da corte as atitudes (ou decisões) que tomamos diante de tais acontecimentos, e os arcanos menores numerados as consequências disso tudo no mundo prático visível...


Cartas dos arcanos menores e da corte do Visconti-Sforza tarot:
da esquerda pra direita o 3 de paus, o cavaleiro de paus e o 2 de copas.

Citando mais uma vez Robert Wang: “Os Trunfos (arcanos maiores) geralmente representam forças kármicas que também influenciam as cartas menores numeradas. Repetindo: Na adivinhação as Cartas Reais são as escolhas dos homens, os Trunfos são as escolhas dos Deuses (embora num nível mais complexo, estas escolhas são também nossas) e as cartas pequenas são as forças postas em jogo”.
As cartas da corte, ou Cartas Reais como descreveu Wang, têm também correspondências astrológicas, os reis, rainhas e cavaleiros ficam atrás dos decanatos, enquanto os valetes ou princesas fariam a ligação entre os signos, como o fazem os quatro Ases, embora com significados bem distintos entre si.
Com tudo o que vimos não é a toa que as cartas da corte costumam representar maior dificuldade para os iniciantes em suas práticas, mas seguindo pelo mesmo exemplo pode se dizer que é justamente isso que torna o seu estudo, assim como o estudo do tarot como um todo, tão arrebatador e envolvente!

Obs
1) Clique nas imagens para ver em tamanho original.
2) Lembre-se que esta ordem inglesa deu grande contribuição ao estudo do tarot, mas também cometeu muitas arbitrariedades. Uma delas é que o aparece na roda da Golden como reis são na verdade os cavaleiros do tarot tradicional, assim como os príncipes são, na verdade, os reis da tradição clássica. Já comentei essa inversão em outros artigos, e ela se deu em função da relação que eles fizeram entre as cartas da corte com as quatro letras sagradas do nome de Deus (o Tetragrammaton), e a ordem dos elementos como aparecem nele!

*O Liber T, é o livro que continha o guia de estudos sobre o tarot na antiga ordem inglesa Golden Dawn.

O que há para se ler:

- O Tarot Cabalístico - Um Manual de Filosofia Mística
De: Robert Wang
Editora Pensamento

- A Golden Dawn - A Aurora Dourada
De: Israel Regardie
Editora Madras

- O Livro de Thoth - O Tarot
De: Aleister Crowley
Editora Madras

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Astrologia & Tarot - As Cartas da Corte


As cartas da corte como são colocadas
na roda astrológica anual da Golden.
E finalmente chegamos às cartas da corte e sua correspondência na roda astrológica do ano da Golden Dawn. Diferente das cartas numeradas, que correspondem a um decanato (dez dias) dentro do período de um mês, as cartas da realeza correspondem à trinta dias num ciclo de um ano, ou seja, a um mês inteiro! Sendo assim cada uma das três primeiras cartas da corte de cada naipe corresponde aos doze signos do zodíaco, e os valetes a todo o período de uma estação, ou seja, três meses. Igual aos quatro ases das cartas numeradas, você deve estar se perguntando, e tem razão em fazer isso, de qual seria o motivo dessa mesma compreensão de tempo no calendário? Isso ocorre porque na antiga ordem Golden Dawn a relação tarot/cabala era muito aplicada para definir o simbolismo das cartas do tarot. E dentro dessa relação os quatro ases se originariam de Kether, a Coroa, a sephira de Deus/Pai/Mãe criador de todas as coisas. Por esse motivos os ases do tarot simbolizam novos começos ou influxos poderosos e transformadores. Os valetes por sua vez estão relacionados à Malkuth, a sephira do mundo material, e de todas as forças manifestas. Representa o solo em que pisamos. Muitos cabalistas chamam Malkuth de o “trono de Kether”, ou ainda de “Kether inferior”. Por esse motivo que os quatro valetes também simbolizam novos começos, mas que requerem cuidados e ou observação para que frutifiquem. Uma analogia muito frequente é de se relacionar os valetes à sementes que foram lançadas no solo de Malkuth. Assim sendo ases e valetes possuem o mesmo tempo de duração e correspondem ao mesmo período do ano no calendário, mas podem ser sentidos de formas diferentes um do outro...

Os ritmos astrológicos

Os “ritmos” astrológicos é o nome que damos a energia que distingue os signos entre si, suas formas de atuação diante das adversidades da vida. O modo como lidam com a rotina, os conflitos, e como constroem as bases de seus mundos tanto interna quanto externamente.
Na relação das cartas da corte do tarot com o zodíaco os reis de cada naipe representam os signos fixos, assim chamados porque estão no meio das suas respectivas estações, simbolizando ações mais conservadoras e resistentes, como os nativos desses signos diante de dificuldades. Esperam, planejam e depois reagem, ou seja, suas ações são primeiro internas. Assim sendo o Rei de paus é Leão, o Rei de copas é Escorpião, o Rei de espadas é Aquário, e o Rei de ouros é Touro.

As rainhas, por sua vez, são representadas pelos signos cardinais, que são os signos que iniciam as estações. Ou seja, os signos que correspondem a esses ritmos agem sempre de modo a resolver as questões que se apresentam, são espontâneos, suas ações são exteriores e perceptíveis. Assim as rainhas usufruem do universo estável de seus reis. Por essa analogia a Rainha de paus é Áries, a Rainha de copas é Câncer, a Rainha de espadas é Libra, e a Rainha de ouros é Capricórnio.

As cartas da corte do Visconti-Sforza tarot.
Rainha, cavaleiro e Valete de espadas.
Baralho clássico do séc. XV.

Os cavaleiros, por fim, são representados pelos signos mutáveis, que são os signos do final de suas respectivas estações. Sua principal característica é a adaptação e a disponibilidade para a mudança e a renovação. São aqueles que expandem os domínios dos reis, e por isso, ampliam as possibilidades de desfrute de suas rainhas. Os cavaleiros estão sempre em busca de novas ideias, e novas formas de expressão. Assim o Cavaleiro de Paus é Sagitário, o Cavaleiro de copas é Peixes, o Cavaleiro de espadas é Gêmeos e o Cavaleiro de ouros é Virgem.

Deve-se observar duas questões antes de seguirmos na relação da roda do ano com as cartas da corte:

Observaremos que em cada carta das doze relacionadas com os signos do zodíaco haverá sempre a abrangência do último decanato do signo anterior, o que dará uma interessante nuance na composição da interpretação da personalidade de cada carta da realeza. Nunca havendo a influência pura de um elemento, mas sempre a pitada de um outro que contradiz e complementa simultaneamente, de alguma forma, a natureza do elemento/naipe dominante. Por isso veremos que toda a carta da corte do naipe de paus envolverá o último decanato do signo anterior, e veremos que os signos de fogo são todos antecedidos por signos de água. Enriquecendo muito as descrições de suas personalidades. Da mesma forma os signos de água são antecedidos por signo de ar, os de ar pelos signos de terra e os de terra pelos signos de fogo! Essa distribuição feita pelos magos da Golden foi simplesmente brilhante, pois que enriquece muito as possibilidades de interpretação desses arcanos.

Eis o o exemplo da alteração feita
na ordem dos arcanos da corte
pela Golden Dawn, o cavaleiro
de copas está claramente nominado
de "Rei de copas" no tarot
da Golden Dawn, de
Robert Wang.
O aspecto confuso, e não tão legal assim, era a insistência dos membros da Golden em alterar a ordem dos arcanos em função da ordem das letras cabalísticas. Já falei isso aqui antes, mas vamos lá mais uma vez: as quatro primeiras letras do o nome sagrado de Deus, yod, he, vau e he (também conhecidas como Tetragrammaton) foram relacionadas com os quatro elementos gregos de composição do universo, fogo (yod), água (o primeiro he), ar (vau) e terra (o último he).
Os cavaleiros foram associados à yod, e ao elemento fogo, as rainhas ao segundo he e ao elemento água, os reis a vau e ao elemento ar, e os valetes ao último he e ao elemento terra. Até aqui está tudo bem. O problema começa quando os magos da ordem acham que há algo de errado na ordem das cartas da corte (da realeza ou reais conforme outras versões), e colocam o cavaleiro à frente do rei que, afinal, representa a primeira letra do nome sagrado... Então decidem que os reis serão os cavaleiros, e os reis de antes seriam os príncipes de uma nova realeza dos arcanos. Essa arbitrariedade não se justifica nem se sustenta. Na relação tradicional os reis conservam, as rainhas trazem a plenitude, os cavaleiros expandem e os valetes trazem a semente do novo. Na nova proposta não há transição entre o príncipe e o valete, esse príncipe, aliás, atrapalha até a energia da rainha, que do desfrute teria de rumar naturalmente para a expansão... Esse arranjo é inaceitável também porque subjuga a ordem simbólica do tarot a um outro sistema simbólico mais antigo, no caso a cabala. E sempre é bom repetir que a associação tarot/cabala é outra arbitrariedade de alguns magos do século XIX, e se por um lado é brilhante e surpreende pela similaridade entre os dois, não invalida nem um e nem outro porque não há NENHUMA comprovação histórica da conexão entre eles, a não ser a da mera similaridade arquetípica.

O nascimento das princesas

A Princesa de discos
(Valete de ouros),
do Thoth tarot
de Aleister Crowley.
O aspecto positivo dessa proposta, que se apresenta nos baralhos de Crowley e da Golden Dawn, que seguem essa inversão nas cartas da corte, é de que transformaram os valetes em princesas, ou personagens jovens do gênero feminino, o que foi uma inovação bem vinda e que não fere o simbolismo estrutural do tarot. O elemento terra, assim como a água é um elemento feminino. Essa alteração trouxe uma representante imatura para o gênero feminino nos arcanos, e isso é bem interessante! Os reis sempre tiveram os cavaleiros como representação pueril, e as rainhas não tinham nada disso.

Antes de concluir aviso aos que conhecem a roda do ano da Golden que não adiro a essa inversão na roda zodiacal dos arcanos do tarot. Lá se escreve “Reis” para se referir a cavaleiros, e “Príncipes” para se referir aos reis da antiga ordem clássica do baralho. Nem preciso dizer que, obviamente, lá os cavaleiros é que são relacionados com os signos fixos, e os reis (príncipes) aos signos mutáveis.

Sempre lembrando que esta roda anual foi proposta na antiga ordem inglesa Golden Dawn para a melhor compreensão do simbolismo tanto das cartas numeradas quanto das cartas da realeza, ou da corte, de cada naipe. Mas que também serve como um mapeamento, através dos arcanos, de períodos do ano em que cada pessoa nasce, e abre a perspectiva para as possíveis influências sobre a personalidade de cada nativo desse período do ano.

Eis aqui então a tabela de relações que considero mais correta, verdadeira e justa com o simbolismo do tarot, esse maravilhoso instrumento simbólico de compreensão da vida e da essência humana ao qual dediquei minha vida a compreender, ensinar e divulgar:

Família do Fogo

Rei de paus – 12/07 à 11/08 –
Último decanato de Câncer, dois primeiros decanatos de Leão.

O aspecto canceriano da personalidade deste rei é o que o torna gentil, benévolo e, sobretudo, empático com aqueles que o cercam ou estão sob seu comando. Sua natureza, porém, é leonina, o que o torna generativo, magnânimo, forte, autoconfiante, líder, e capaz de se sobrepor às adversidades com tenacidade e autoconfiança. Este é o líder carismático que angaria simpatizantes e seguidores, e se responsabiliza de modo amoroso por seus apoiadores.

Rainha de paus – 11/03 à 10/04 –
Último decanato de Peixes, dois primeiros decanatos de Áries.

A parte pisciana da sua natureza é que a torna compassiva com o sofrimento do outro, e a faz querer abraçar um serviço para a humanidade, tornando-se uma cuidadora do bem estar de alguns, ou de muitos, conforme cada caso. Sua natureza, porém, é de uma ariana, por isso ela é altamente sensitiva, impulsiva, e envolvente. E também sensual com esse aporte de água em sua psique. Assim como briguenta e intrometida quando se trata de defender aqueles que ama.


O Rei de paus (O Criador),
do Osho Zen tarot.

Cavaleiro de paus – 13/11 à 12/12 –
Último decanato de Escorpião, dois primeiros decanatos de Sagitário.

A influência escorpiana nesse cavaleiro é que o torna intenso, passional e profundo ao mesmo tempo. Aspira as transformações da matéria e da alma, mas sempre de modo positivo, entusiasta e engrandecedor, já que sua natureza é de um sagitariano. Não crê em limites e é focado em mudar, melhorar e fazer crescer as coisas as quais dedica sua atenção. Pouco afeito a detalhes e sentimentalismos. É sem paciência com o pessimismo e os ritmos mais lentos que o dele.

Valete de paus – 21/06 à 22/9 – Primavera –

Incorpora em si os movimentos de despertar e desabrochar da primavera. O entusiasmo com as coisas novas, o desejo de criar e explorar as possibilidades com total liberdade de experimentação. Como uma criança recém-nascida descobre o mundo através do ambiente que a cerca. Esse arcano denota o despertar da luz dessa estação, e por isso guarda em si grande energia física, desejo de movimentação, criação e expressão das suas emoções de modo livre.

Família da Água

Rei de copas – 13/10 à 12/11 –
Último decanato de Libra, dois primeiros decanatos de Escorpião.

A porção libriana de sua personalidade é que o faz querer se relacionar com as pessoas, ouvi-las, e de alguma forma ajudar. Mas sua natureza essencial é escorpiana, o que o torna introspectivo, observador e cioso de sua intimidade e privacidade, como também temeroso de se abrir e ser ferido no processo. Por outro lado isso o torna um observador arguto, isento e profundo da natureza humana; um sábio da alma e, portanto, um notável e sensível conselheiro ou curador.

Rainha de copas – 11/06 à 11/07 –
Último decanato de Gêmeos, dois primeiros decanatos de Câncer.

A parte geminiana da sua psique é que a faz sensível às energias do seu meio ambiente, e suscetível a elas. Por ser em essência uma canceriana, sua sensibilidade psíquica fica ainda mais aguçada, intensamente intuitiva, mística e profunda. Percebe sentimentos e intenções ocultas, assim como sente o que os outros querem dela, e corre o risco de sempre corresponder às expectativas perdendo sua identidade. É amorosa, receptiva, e não julgadora.


A Rainha de copas (Receptividade),
do Osho Zen Tarot.


Cavaleiros de copas – 09/02 à 10/03 –
Último decanato de Aquário, dois primeiros decanatos de Peixes.

O viés aquariano de sua personalidade é que o torna idealista, visionário e ousado em suas buscas. Mas por ser pisciano possui imensa credulidade na vida e nas pessoas, confiança nos seus sentimentos e em suas intuições. É um paranormal que antevê desfechos que os outros nem supõem; descobre caminhos e respostas sem saber como chegou a elas. É um devoto, um místico ou um romântico, alguém que se lança de todo coração. Puro. É confiável e confiante.

Valete de copas – 23/09 à 21/12 – Verão –

A estação do calor traz as pessoas e os seres da natureza pra fora da toca, enfatiza a confraternização, a proximidade, a sensualidade, o acolhimento e as comemorações. Casamentos e ritos de fertilidade eram celebrados nessa estação. Esse movimento de aproximação rompe com fronteiras, aproxima vizinhos, famílias e tribos distantes. Essa abertura pode não ter muita profundidade e confiança reais, mas tende a ser bem fluente e prazerosa.

Família do Ar

Rei de espadas – 10/01 à 08/02 –
Último decanato de Capricórnio, dois primeiros decanatos de Aquário.

A porção capricorniana desse rei é o que o torna firme, tenaz, autoritário, controlado e controlador, bem como contido em suas expressões afetivas. A sua personalidade, entretanto, é aquariana o que o torna ainda mais frio e inexpressivo do ponto de vista afetivo, mas amplia sua perspectiva lógica e científica da vida. Adora o conhecimento organizado e racionalizado, a padronização do saber, o planejamento e a ordem sistêmica na elaboração e execução das coisas.

Rainha de espadas – 12/09 à 12/10 –
Último decanato de Virgem, dois primeiros decanatos de Libra.

A parcela virginiana dessa rainha é que a torna uma crítica organizadora, uma idealista dos valores de ética, e da transparência. Uma entusiasta do discernimento lúcido das questões da vida. A sua natureza é de uma libriana, o que a faz empenhada em garantir a justiça e a verdade, e de que os valores que sustentam as relações como um todo vibrem dentro desses princípios éticos. Professora, escritora, divulgadora ou uma orientadora de valores de correção moral.


O Cavaleiro de espadas (Lutando),
do Osho Zen tarot.

Cavaleiro de espadas – 11/05 à 10/06 –
Último decanato de Touro, dois primeiros decanatos de Gêmeos.

O aspecto taurino deste cavaleiro é o que faz focado, conciso e resoluto em seus objetivos, e um tanto materialista em sua percepção de realização pessoal. Sua personalidade geminiana é que o torna um esgrimista intelectual. É alguém que usa toda sua máquina intelectual e física para atingir suas metas, como um soldado em uma missão especial, ou um lutador de artes marciais mistas, que usa todas as suas habilidades e conhecimentos para obter aquilo que quer, sem tréguas.

Valete de espadas – 22/12 à 20/03 –  Outono –

A estação da colheita e do desabrochar das cores ocultas das folhas.
Era no outono que o resultado dos trabalhos de um ano todo eram revelados e medidos; se pagavam os impostos sobre a terra com os próprios frutos da terra ou com os seus dividendos. Um período de se confrontar com as falhas do passado, avaliar ideias, possibilidades e tendências, e se pensar no futuro. Renovar padrões e conceitos, reinventar a si mesmo e abrir-se para novas perspectivas de vida.

Família da Terra

Rei de ouros – 11/04 à 10/05 –
Último decanato de Áries, dois primeiros decanatos de Touro.

A influência ariana em sua psique é que o faz um líder absoluto, sem concessões sobre limites ou limitações, e firmeza na vontade de chegar ao topo. Mas como se trata de um taurino por excelência, ele não permite que essa energia se dissipe nem esmoreça. Mantém a constância, a disciplina e o foco nos seus valores primordiais. Pode ser que se torne só um acumulador de riquezas e bens, mas sua alta valorização da vida tende a torná-lo alguém que preserva o todo (holos).

Rainha de ouros – 13/12 à 09/01 –
Último decanato de Sagitário, dois primeiros decanatos de Capricórnio.

A nuance sagitariana em sua personalidade é que a torna otimista, livre e, acima de tudo, uma hedonista. Mas como capricorniana que é valoriza os frutos do seu trabalho, sua trajetória de vida e as suas construções, sejam elas materiais, intelectuais, afetivas ou mesmo espirituais. A rainha de ouros valoriza a vida. Ama os prazeres sensoriais sem, no entanto, desprezar o fator humano por trás disso. Claro que, mal dignificada numa leitura, pode ter tudo isso pervertido.


O Valete de ouros (Aventura),
do Osho Zen tarot.

Cavaleiro de ouros – 11/08 à 11/09 –
Último decanato de Leão, dois primeiros decanatos de Virgem.

As emanações leoninas na personalidade desse cavaleiro o fazem digno, orgulhoso e altivo na execução de suas atividades, pois vê um propósito no que faz. Mas como se trata de um virginiano ele nunca permite que sua ambição extrapole os limites da decência, dos valores humanos de civilidade, respeito e boa convivência, quer seja por padrões morais, quer seja por uma alta percepção espiritual da vida. Almeja a excelência. É um mestre que se forma com a prática.

Valete de ouros – 21/03 à 21/06 – Inverno –

A estação onde as posses estavam estabelecidas e a riqueza ou a pobreza contemplavam aqueles que as amealharam. O tempo em que a semente descansa no fundo da terra com a promessa de uma nova vida. Acreditava-se que o sol também descasava no ventre da terra guardando novas possibilidades e oportunidades até retornar em sua plenitude. Essa era a estação da gestão de novas ideias e empreendimentos, e de espera de um novo ciclo para prosperar!

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Astrologia & Tarot - O Naipe de Ouros

O Ás de ouros,
do Tarot mitológico.
O naipe de ouros representa no tarot o corpo físico, o trabalho e os frutos que resultam desse trabalho; os bens materiais, as aquisições monetárias, o mundo das finanças. Por outro lado também é o nosso corpo físico, a saúde e o bem estar, os instintos de sobrevivência e a sensualidade, que correspondem simbolicamente ao elemento terra na relação alquímica dos elementos, ao inverno no ciclo das estações, e aos signos de terra na roda astrológica. Os ases de cada naipe correspondem a uma estação, não necessariamente análoga ao elemento de seus naipes, mas a grandes ciclos de começo e fim. Veremos que neste naipe o Ás de ouros compreende um período de tempo entre o começo da primavera e os limites do verão. Sempre é bom lembrar que essa correspondência leva em conta o ciclo das estações do Hemisfério norte do planeta, onde esse esquema foi concebido. A partir disso, das cartas de número 2 em diante, vai se formando correspondências astrológicas entre planetas e signos que melhor expressam as qualidades de cada arcano.
Cada signo ocupa um período de trinta dias no ano, e cada arcano corresponde a um período de dez dias dentro deste ciclo maior. Com exceção dos ases que correspondem ao período de duas estações. Essa roda anual foi proposta na antiga ordem inglesa Golden Dawn para melhor compreensão do simbolismo das cartas numeradas de cada naipe, mas que também serve como um mapeamento, através dos arcanos, de períodos do ano em que cada pessoa nasce e abre a perspectiva para as possíveis influências sobre a personalidade de cada nativo desse período do ano.

Falemos um pouco de cada signo antes de prosseguir:

Touro – O segundo signo do zodíaco e do apogeu da primavera, quando as flores estão em seu pleno desabrochar e leveza, a vida pulsa cheia de beleza e encanto. Esse regaço esplêndido é a segurança que Touro procura reproduzir na vida e para o qual vive e trabalha para amealhar.

Virgem – Este é o signo do fim do verão e do preparo para a estação da colheita. Como está no do meio do zodíaco é o que avalia o que passou, aprende e se precavê para o futuro. Mede e reflete sobre os resultados. Por isso simboliza o trabalho, a execução exímia e o desejo de servir.

Capricórnio – O signo do começo do inverno e seus rigores. Isso faz Capricórnio valorizar muito o que conquista, e planejar o futuro para adquirir ainda mais do que conseguiu. Simboliza o desejo de ascensão, respeito e notoriedade, e também de poder e liderança, que asseguram isso.

Ás de ouros – Inverno – 21/03 à 20/06

O Sol chega à estação da escuridão muito enfraquecido, quase não aparece no dia do solstício, quando a noite mais longa se apresenta. Porém, a partir desse momento ele começa a retomar aos poucos a sua força, e a sua luz em ascensão culminará na primavera. Simboliza o potencial interior que vai se tornando visível, os aprendizados colhidos ao longo do tempo que se traduzem num ímpeto de expansão, prosperidade, sucesso e força que não podem ser detidos.

Dois de ouros – Júpiter em Capricórnio – 21/12 à 30/12

Júpiter confere maleabilidade e leveza ao taciturno Capricórnio, e este por sua vez confere cautela e planejamento ao afobado instinto jupiteriano. O resultado é, como diz o título esotérico da carta, uma "mudança harmoniosa"! Este é o arcano da adaptabilidade às demandas do destino, a arte de tirar o melhor do pior, ou de simplesmente adaptar-se a uma situação sem romper com os próprios valores. Ou até reverter o inesperado em benefício de si mesmo.

Três de ouros – Marte em Capricórnio – 31/12 à 09/01

Marte confere imensa tenacidade e força ao desejo capricorniano por prosperar, conquistar e atingir os seus objetivos. O trabalho sobre qualquer coisa ganha diligência e cresce a olhos vistos. É o arcano do trabalho em progresso acelerado. Representa o ganho, ou a recuperação, de algo que parecia impossível, ou mesmo muito difícil. Como tirar da massa disforme e tosca da terra a beleza e a graça preciosa da porcelana! Este é o arcano do empenho que frutifica.

Quatro de ouros – Sol em Capricórnio – 10/01 à 19/01

O Sol traz a Capricórnio seus méritos mais preciosos como a estabilidade, a segurança, a aquisição de bens e valores representativos, e uma posição de respeito em seu meio social, por um lado. Por outro joga luz sobre os aspectos pouco digestos de sua personalidade, como a ganância, a avareza, o materialismo, o esnobismo e o isolacionismo. O mundo fica restrito aos seus domínios e limites pré-estabelecidos, e a interação e a troca com outros mingua ou some.

Cinco de ouros – Mercúrio em Touro – 21/04 à 30/04

Aqui Mercúrio perde rapidez e acuidade, como um velocista com uma bola de ferro amarrada a uma de suas pernas. A lentidão trazida por este signo o torna limitado em sua expressão, sem brilhantismo ou a possibilidade de adaptação rápida. A ideia de limitação, diminuição, debilidade ou fragilidade vem deste estancamento da força mercuriana, que também rege o comércio, o que não combina com o apego taurino; daí a ideia de perda material e financeira.

Seis de ouros – Lua em Touro 01/05 à 10/05

Por estar exaltada esta Lua traz o gosto pelo conforto e as coisas boas da vida. Crowley em seu Thoth tarot, chama esta carta de “Sucesso”. Porém, tanto a Lua quanto o signo de Touro possuem imenso apego à estabilidade, e um forte desejo de conciliação. O que permite certa generosidade e abertura a ideias divergentes das suas, mas também uma disposição grande de se fazer concessões para se manter essa paz, mesmo que ela se torne frágil e só aparente.

Sete de ouros – Saturno em Touro 11/05 à 20/05

Aqui Saturno fica ainda mais cauteloso, e sob a influência taurina pode se tornar condescendente por um lado, mas também demasiadamente indolente por outro. Os ritmos ficam mais lentos e o “tempo certo das coisas” toma a cena. Saturno era o antigo deus da fertilidade e da colheita, e Touro representa a semente que se desenvolve no fundo do solo. Por isso a paciência, a consciência e o respeito ao próprio ritmo e o ritmo das coisas se exalta.

Oito de ouros – Sol em Virgem – 23/08 à 01/09

O Sol ilumina as qualidades positivas de Virgem como a simplicidade, o trabalho humilde e devotado, a vontade de aprender e fazer cada vez melhor, com esmero, e também bastante atenção aos detalhes. Esta carta mostra um empenho honesto e realizado com muito foco e com os próprios recursos, ou seja sem se buscar atalhos ou subterfúgios para o sucesso. A sua sombra pode indicar mediocridade, ignorância, mesmice; rotinas intensas e pouco produtivas.

Nove de ouros – Vênus em Virgem – 02/09 à 11/09

Diz-se que Vênus nessa posição está mal colocada, pois que perde os seus grandes ideais de beleza e elegância para o ímpeto virginiano por praticidade, e aplicabilidade! O que pode não funcionar bem para o mundo das artes (regido por Vênus), mas com certeza se presta muito bem para a confecção de produtos de qualidade, e serviços de excelência que angariam o respeito e a notoriedade! Fala também de autoaperfeiçoamento e maturação, e o atingir o Mestrado!

Dez de ouros – Mercúrio em Virgem – 12/09 à 22/09

Nessa posição Mercúrio desenvolve sua inteligência arguta e prática ao máximo, constrói qualquer coisa com muita habilidade e excelência. Atinge o sucesso em tudo a que se propõe pela sua clareza de ideias, poder administrativo, dedicação e vontade de aprender com o que faz. Da mesma forma que, norteado pela sensação de que tem um papel a cumprir no mundo, e um serviço ao próximo, ele trabalha em objetivos que deixem um legado aos seus ou para toda a humanidade!

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Astrologia & Tarot - O Naipe de Espadas


O Ás de espadas,
do Thoth tarot.
O naipe de espadas representa no tarot as forças do intelecto humano, sua busca incessante pela verdade, bem como sua necessidade de aprender as coisas dentro de uma perspectiva racional, conceituar o funcionamento da vida a fim de compreendê-la. Assim como as projeções constantes sobre o futuro, e a tendência de classificar tudo racionalmente, como uma forma de perceber o mundo material e imaterial através de uma estrutura inteligível e clara para a razão humana, por assim dizer. Essas características correspondem, simbolicamente, ao ar na relação alquímica dos elementos, ao outono no ciclo das estações, e aos signos do elemento ar na roda astrológica. Os ases de cada naipe correspondem a uma estação, não necessariamente análoga ao elemento de seus naipes, mas a grandes  ciclos de começo e fim. Veremos que neste naipe o Ás de espadas compreende a um período de tempo entre o começo do inverno e os limites da primavera. Sempre é bom lembrar que essa correspondência leva em conta o ciclo das estações do Hemisfério norte do planeta, onde esse esquema foi concebido. A partir disso, das cartas de número 2 em diante, vai se formando correspondências astrológicas entre os planetas e signos que melhor expressam as qualidades de cada arcano. 
Cada signo ocupa um período de trinta dias no ano, e cada arcano corresponde a um período de dez dias dentro deste ciclo maior. Com exceção dos ases que correspondem ao período de duas estações. Essa roda anual foi proposta na antiga ordem inglesa Golden Dawn para melhor compreensão do simbolismo das cartas numeradas de cada naipe, mas que também serve como um mapeamento, através dos arcanos, de períodos do ano em que cada pessoa nasce e abre a perspectiva para as possíveis influências sobre a personalidade de cada nativo desse período do ano.

Falemos um pouco de cada signo antes de prosseguir:

Gêmeos – O signo do final da primavera, quando as flores se expandem em seu processo de procriação, os filhotes recém-nascidos exploram o mundo e todas as coisas interagem entre si, sendo este, portanto, o signo da comunicação, do desejo por aprender, bem como da inteligência.

Libra – Signo do começo do outono, estação que no Hemisfério Norte faz explodir as cores ocultas da vegetação que em seguida começa a cair. Daí Libra ser o signo da busca da verdade, bem como da beleza e da harmonia, pois esta é a estação da colheita, e da pesagem dos grãos.

Aquário – Signo do apogeu do inverno, quando as pessoas precisam ficar mais em casa com os seus, poupando energias, antevendo o amanhã. O gelo torna tudo estável, mas não dá para sair por aí. Por isso que Aquário é um signo tão coletivo, mas também tão impessoal no trato humano.

Ás de espadas – Outono – 22/12 à 20/03

A estação das folhas de cores intensas que anuncia o fim do calor, e a diminuição da luz, é também a estação das colheitas, de separar o joio do trigo e encarar racionalmente os resultados obtidos dos esforços empreendidos até então. Nessa estação também se realizava os pagamentos dos impostos com a venda dos produtos cultivados, ou dando como forma de pagamento parte dos grãos colhidos. Tempo de se preparar para o inverno que se aproxima.
  
Dois de espadas – Lua em Libra – 23/9 à 02/10

A sensível e cambiante Lua encontra o titubeante signo de Libra, e embora ambos amem a harmonia e a paz, ambos também temem decidir equivocadamente sobre o próprio destino. O que piora se envolver o destino alheio. Por isso este é o arcano da busca da paz tanto quanto da indecisão, e da divisão interior. Conflita a porção racional da consciência com a afetiva, causando um cisma interno, um questionamento incessante e uma ânsia por rápida resolução.

Três de espadas – Saturno em Libra – 03/10 à 12/10

Saturno se exalta no signo de Libra, que busca verdade e justiça acima de tudo. Aqui, porém, Saturno fala de escolhas que não envolvem a subjetividade das emoções, já que tanto o planeta quanto o signo possuem uma abordagem racional da vida. Este arcano fala das coisas que temos de aceitar calados ou suportar por certo período de tempo. É o dever que sobrepõe o querer. É o ego dilacerado por ter de sacrificar o que quer pelo que é certo de se fazer no momento.

Quatro de espadas – Júpiter em Libra – 13/10 à 22/10

Júpiter expande todas as qualidades zodiacais que toca. Aqui ele amplifica a busca libriana por sossego, harmonia e reflexão por um lado, por outro aumenta a sua demora em tomar atitudes e decidir o melhor campo de ação numa contenda. Por isso este é um arcano que tanto pode denotar um tempo de introspecção e recuperação, quanto postergação, demora em agir e suspensão do ritmo natural do fluxo da vida. Como se o tempo tivesse parado e fim.

Cinco de espadas – Vênus em Aquário – 21/01 à 30/01

Vênus torna o signo de Aquário mais suscetível ao que ocorre ao seu redor, fazendo com que a natureza aquariana, altamente idealista, comece a olhar para os lados e medir os resultados obtidos ao longo da sua jornada, e que compare com o que foi de fato obtido por si mesmo, ou por seus companheiros de jornada. Essa ferida na sua singularidade pode trazer emoções escuras como inveja, derrota, e um sentimento de que produziu pouco com tudo o que fez.

Seis de espadas – Mercúrio em Aquário – 31/01 à 09/02

Mercúrio pode tanto libertar Aquário das convenções sociais e familiares que aprisionam, quanto torná-lo mais propenso a agir de acordo com o que essas mesmas convenções esperam que ele faça. O Seis de espadas, por esse motivo, é visto tanto como o arcano da ampliação da consciência, quanto o arcano das expectativas e responsabilidades sociais e familiares demasiadas que asfixiam as iniciativas pessoais de libertação e de experimentação aquarianas.

Sete de espadas – Lua em aquário – 10/02 à 19/02

A sensível e cambiante Lua também pode agir de modo dúbio no signo de Aquário, tornando-o tanto um cínico moral que faz o que tem vontade, independente das convenções sociais, quanto alguém muito preocupado em se encaixar nas tendências mais aceitáveis ou que ressoem com as "ondas" sociais: a pessoa bem sucedida, a politicamente correta... Mesmo que isso signifique viver uma personagem para o mundo, com uma vida secreta para si mesmo.

Oito de espadas – Júpiter em Gêmeos – 21/05 à 31/05

Júpiter, outra vez, expandirá as qualidades geminianas boas e más. E se por um lado aumentará a capacidade de ver uma situação por muitos ângulos diferentes, causará também uma crise de identidade profunda! Aumentando a cobrança interior por definições sobre quem se é de verdade, ou o que se quer de fato da vida ou de uma situação específica. O excesso de mente aqui causa um debate incessante a nível mental por uma solução e execução imediata!

Nove de espadas – Marte em Gêmeos – 01/06 à 10/06

O beligerante planeta Marte encontra o cerebral signo de Gêmeos, enfatizando a tendência a se ter pensamentos obscuros, raivosos ou tristes. Como aquele tipo de elucubração que se tem quando se enfrenta um problema, e que faz multiplicar os pensamentos e sentimentos negativos sobre uma situação que já é, por si só, muito negativa. Por este motivo este é o arcano do ápice do sofrimento, da tristeza, da dor, e portanto pode denotar as doenças físicas.

Dez de espadas – Sol em Gêmeos – 11/06 à 20/06

A consciência, o Sol, não consegue ficar muito focada no signo de Gêmeos, a dualidade e o confronto entre os opostos se multiplicam. O que pode ser bastante desalentador, e nada edificante em todos os sentidos. Entretanto, o poder solar no mutável signo de Gêmeos nos acena com a possibilidade de um inesperado e brilhante renascimento das cinzas! Por isso as opiniões se dividem entre ver este arcano como a ruína total, ou o renascimento da consciência.