quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O Motherpeace Tarot

Um Caminho Para a Deusa 
Através do Tarot

Criado em 1983 por Vicki Noble e Karen Vogel o Motherpeace Tarot (Tarot da Mãe Paz) foi um marco na história dos arcanos, que pela primeira vez tinham um baralho voltado para uma abordagem feminina da espiritualidade e dos conhecimentos esotéricos. Noble, a percussora do projeto de desenhar as cartas, viu nas imagens do tarot uma forte presença da Deusa das culturas primitivas e ditas pagãs. Tanto ela quanto Karen desenharam à mão livre usando tinta nanquim, sempre com o braço esquerdo, o lado do inconsciente. A proposta deste tarot é justamente a de resgatar a imagem da Deusa, que segundo elas está soterrada dentro do inconsciente coletivo na idade moderna, e de estimular uma sociedade voltada para seus valores pacíficos e de preservação da natureza e da harmonia desta com a comunidade humana.
O formato das cartas foge por completo do formato tradicional, são redondas uma forma associada ao feminino, a totalidade, a amplitude de possibilidades e ao espírito de inclusão e proteção comunitária, muito presente nas culturas ancestrais.
As suas imagens não possuem, nem de longe, a beleza e o primor artístico de baralhos como o Thoth tarot de Aleister Crowley e Frieda Harris e o Osho Zen tarot de Ma Deva Padma. Suas figuras, entretanto, encantam por seus traços primitivos que ora lembram desenhos infantis, ora lembram pinturas rupestres, muito espontâneos, cheios de mensagens de paz pessoal e planetária com um espírito positivo.


As Autoras

Vicki Noble é uma militante feminista, instrutora de yôga, astróloga e curadora xamã, além de intensa pesquisadora de formas oraculares, que viu no tarot a expressão máxima desses conhecimentos. Atualmente ela dá consultas de tarot e astrologia e ministra aulas de técnicas de cura xamânicas. Viaja pelo mundo promovendo workshops de xamanismo, já esteve muitas vezes no Peru. Também é professora de espiritualidade feminina no New College de São Francisco.
Karen Vogel é uma artista plástica que passou a especializar-se no trabalho com madeira e pedra. Interessou-se desde cedo pela espiritualidade feminina das culturas pré-cristãs e pelo ocultismo de um modo geral, e ainda mais por oráculos, onde dedicou-se de modo específico ao estudo do tarot. Atualmente dá consultas e workshops de tarot e arte feminina xamânica. Tanto Karen quanto Vicki dedicam parte de seus rendimentos ao apoio e preservação de culturas indígenas.

Os Desenhos


Os arcanos maiores simbolizam leis universais básicas que estruturam o universo natural. Repletos de significados cósmicos e metafísicos aludem a etapas da vida ou estágios na senda espiritual.















Já os arcanos menores tratam dos eventos microcósmicos do pequeno mundo onde vivemos em contraponto aos temas transcendentes propostos pelos arcanos maiores. No tarot Motherpeace os reis da corte medieval transformaram-se em Xamãs, as rainhas em Sacerdotisas os cavaleiros em Filhos e os pajens em Filhas.















O naipe de bastões (ou paus) encerra a força do elemento fogo. Simbolizam poder e autoridade. Frequentemente representados por tochas, aludem à luz e o calor do fogo natural e a libido e o calor produzidos pela sexualidade.
















naipe de copas é representado pelos vasos que encerram os sentimentos, emoções, desejos, sonhos inconscientes e visões. São símbolos arquetípicos do ventre e seios maternos.
















O naipe de espadas simboliza o potencial para o pensamento abstrato e conceitual, criar sistemas e vislumbrar claramente o futuro, bem como conhecer a lógica dos fatos. Nesse naipe as autoras também veem as tendências separatistas do ego.


















O naipe de discos (ouros) representa o reino físico, a magia da terra e a sua capacidade autosustentadora, a criação, a procriação, a permuta, a economia, a colheita frutífera e a arte como a expressão física do amor à Deusa.

Como Jogar


O formato redondo do tarot Motherpeace é, segundo Noble e Vogel, de uma abrangência muito maior de possibilidades interpretativas do que a dos tarots tradicionais. As suas lâminas permitem com mais frequência que as cartas saiam na posição invertida, o que enriquece em muito a leitura. As autoras orientam que as cartas invertidas costumam indicar o significado negativo ou oposto da expressão energética dos arcanos. Um arcano cuja essência tende a ser “negativa” ou mais desafiadora, como o Cinco de espadas (raiva, inveja, etc) estaria na posição invertida sendo modificado nessa pré-disposição. A pessoa em consulta estaria abandonando conscientemente essas energias psíquicas.
Noble salienta ainda que as cartas fornecem uma visão extra que nenhum outro baralho poderia: a interpretação por polaridades. Observando a inclinação da imagem, à direita ou à esquerda, pode-se dizer qual polaridade estaria direcionando o arcano na leitura. Por exemplo, uma carta inclinada para a direita estaria na sua polaridade yang ou solar mais acentuada, indicando que o ego estaria forçando ou contendo a manifestação energética da carta, o que não seria necessariamente negativo. Já um arcano inclinado para a esquerda estaria na sua polaridade yin ou lunar indicando uma energia um pouco contida com pouca confiança na expressão energética do arcano em questão.A indicação dada pela autora é de que, em princípio, considere as cartas como se saídas na sua posição vertical, e depois, gradualmente vá inserindo essas visões. Haverá uma dificuldade natural no começo, mas que cederá com o tempo dando espaço a uma expansão do campo perceptivo do leitor. Uma visão de 360 graus, circular, total, uma dádiva da Grande Deusa-mãe.

Leia também o artigo: Tarot Circular

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O Papel Espiritual do Tarólogo


Dizem que a prometida Era astrológica do signo de Aquário já começou, mas que ainda é muito incipiente e que seu apogeu se dará lá pela metade do terceiro milênio, dois mil quinhentos e alguma coisa... A Nova Era da consciência planetária, por outro lado, não irá tão longe. Ao que tudo indica a decadência dos valores espirituais e holísticos está em franca expansão!
O que vemos atualmente é uma panaceia: os terapeutas holísticos estão sofrendo de uma ânsia infantil por reconhecimento social e legalidade e nesse afã estão criando associações e cursos para certificar terapeutas “qualificados”, com número de registro para garantir um bom serviço.
E os tarólogos então? Estão muito preocupados em divulgar o verdadeiro tarot, com muito estudo, atacando com veemência aqueles que se dizem tarólogos sem o ser, pois ao que parece é imprescindível defender a verdadeira natureza do tarot.

Cartomantes, o fio condutor do tempo que trouxe o baralho
de tarot aos nossos dias e o tornou o oráculo mais popular do mundo!

Ora isso não é uma cópia exata do sistema e da ordem vigentes? Basta uma rápida olhada na história para verificar o que aconteceu com todas as classes que se organizaram em ordens, sindicatos e associações, ou que saíram por ai dizendo-se defensoras da verdade desta ou daquela doutrina ou disciplina. Este foi o mesmo princípio que gerou o comunismo, o fascismo, o nazismo...
A proposta da Nova Era é justamente uma proposta de liberdade e de libertação dos antigos sistemas de hierarquia e poder, de introdução da espiritualidade na vida comum e, portanto, de total confiança de que tudo corre para o desenvolvimento de cada indivíduo.
Certificados não são sinônimos de talento ou competência, muito menos de seriedade.
A existência de cursos de formação atrai mais oportunistas e carreiristas do que a sua não existência. Tudo o que um capitalista quer é uma carteirinha que o certifique, colocando-o no panteão dos bons, sérios e estudiosos, entronado e livre para atacar os demais! É nisso que se resume a busca espiritual dessas pessoas? Essa é sua ideia de um mundo melhor?
O tarot necessita de defensores? Ora, ele sobreviveu pelo menos 600 anos à ignorância religiosa, à superstição e à exploração mercadológica de meados do século XX. Ao que tudo indica a força arquetípica de suas imagens podem muito bem cuidar de si mesmas.
E esse estudo todo, que por um lado é positivo e enriquecedor, não tem de ser dosado? Ora, toda a agressão e conflito nascem de um excesso de mente e uma carência de coração. Os atuais tarólogos parecem constrangidos em mencionar o uso da intuição (que é o uso do coração), como se a mente racional fosse a única forma de aprender. E por falar nisso não é uma proposta da Nova Era explorar recursos além da mente? Tudo o que vemos à nossa volta é o resultado do excesso de mente. Essa é a nova Terra que ambicionamos?

Voltando-se para Dentro


O 4 de copas no Osho Zen tarot,
o olhar que se volta para o interior.
Existem questões mais importantes que um tarólogo, ou um terapeuta holístico, tem a se indagar: Qual o real significado do seu trabalho para você mesmo? O que você acredita ser a maior contribuição de uma consulta sua para cada pessoa que o procura? O que você mesmo procura no estudo e na prática tarológica? É só uma atividade intelectual? Um meio de autossuperação? Um meio para acessar a sua divindade interior? Um modo de aprender mais sobre você e a vida? Que aprendizados são esses? Ou o tarot é só um instrumento pelo qual você se sente vivo e “importante” porque os outros o procuram? Você quer só adivinhar o que se passa do outro lado e sentir-se sempre encantado com isso?
Todas essas perguntas, e muitas outras, devem ser feitas por você à você mesmo e com certeza há muito material para pensar e meditar por muito tempo. O tempo, é indiscutivelmente, o melhor mestre e um maravilhoso seletor de competências, seriedade, profundidade e vocação. Cuide de si e da sua experiência diária com o tarot, deixe que a vida e o tempo assumam a conta do resto. Concentre-se na sua contribuição para o planeta ajudando da melhor maneira possível todo aquele que o procura. Isso independe de a sua relação com o tarot ser profissional ou não. Cada tarólogo no mundo possui a sua característica própria de levar seus clientes à introspecção e, portanto, à reflexão. Essa é sua assinatura e sua real contribuição à nova consciência que precisa de todas as visões para existir. A verdade não está lá fora.

A Transformação do Oráculo


O uso dos arcanos como sistema divinatório
ainda é válido, legítimo e enriquecedor!
A grande maioria dos tarólogos hoje em atuação, no início de suas atividades, inclinou-se para um trabalho puramente oracular e divinatório. Também acho que quase a totalidade desses, em dado momento, se questionou se aquele serviço era realmente útil, e especulou sobre como ele estaria de fato ajudando aqueles que procuravam suas consultas para saber daquele amor recém iniciado, ou daquele projeto que, finalmente, sairia do papel. O que teria motivado esse questionamento?
Ora uma leitura divinatória não é necessariamente ruim ou “inferior”, pois esse tipo de coisa só existe na cabeça dos seres humanos que criam tais classificações para amparar o próprio ego. A previsão do futuro é legitimamente humana, desde a antiguidade os homens queriam saber do futuro das colheitas, da saúde da prole e do andamento de empreendimentos futuros. Afinal naqueles tempos os recursos eram poucos, as dificuldades naturais para realizar qualquer coisa eram imensas... Isso fazia com que se buscasse algum conhecimento prévio sobre os acontecimentos e a vontade dos deuses (daí o nome divinatório para as artes de prever o futuro).
Esses fatores ainda hoje são válidos, vivemos num tempo em que as incertezas mudaram de nome e de figura, mas ainda são angustiantes. A relação com o tempo, e com a própria divindade, entretanto, mudou radicalmente. Há pessoas que nem sequer acreditam em Deus, mas que aceitam prontamente as palavras “Energia”, “Cosmo”, ou Inconsciente Coletivo. Isso mesmo, há aqueles que tomaram a teoria de Jung como uma definição mais acertada de Deus. Particularmente eu não concordo com esse racionalismo todo, me arrepia! Porém não quero entrar aqui nesse mérito filosófico.
A verdade é que o ser humano hoje se vê no limiar de sua civilização. Enquanto espécie se pergunta o que veio fazer aqui, Consumir, pagar e morrer? É todo esse o sentido da vida? E sobre todos os eventos individuais em que todos nós nos envolvemos, há algo para ser compreendido, integrado, superado ou transformado?
Essas são as perguntas que o ser pensante de um novo tempo está se fazendo. Isso ocorre porque nunca tivemos tanta consciência sobre a consequência dos nossos atos no planeta e em nossas vidas. A isso se deve o mérito da divulgação das filosofias orientais sobre o Karma e a reencarnação, bem com os princípios da psicologia e da ecologia. Somos autorresponsáveis, não há mais como negar!

A Nova Face do Tarot


O tarot, um fantástico instrumento de análise,
investigação e revelação dos eventos da vida,
do tempo e dos meandros da alma humana!
Muitos tarólogos foram sensíveis a essa mudança, aprofundaram seus conhecimentos sobre o Karma, a filosofia, a psicologia e a ecologia do planeta e da alma e perceberam que a flexibilidade simbólica do tarot comportava muito bem a profundidade dos conhecimentos tanto quanto a dos questionamentos.
As cartas aparecem então como um mapa que detecta padrões de comportamento antigos projetados no momento de certo conjunto de vivências. Revelam programações paternas e kármicas e apontam o caminho para a transformação e ou superação de tais programas.
Há muitos modos de proceder essa investigação, pois há tantos modos de se utilizar o tarot quanto há pessoas na Terra. A verificação disso é muito fácil, basta consultar dois profissionais diferentes e logo perceberá que ambos falarão sobre as mesmas questões que o motivaram à consulta. Com significativas diferenças, é claro!
Um parecerá buscar raízes mais psicológicas, outro mais espirituais ou kármicas, um terceiro poderá ainda avaliar, através das cartas, que padrões energéticos estão envolvidos no momento da consulta. Sim, uma miríade de enfoques sobre um mesmo tema, e todos muito construtivos com certeza! Para os que se preocupam em qual seria o tarólogo certo para o momento que está vivendo e seus valores, eu costumo dizer: “Não se preocupe, o tarólogo certo é que acha você!”.
Quantas vezes eu ouvi: “Eu nunca consulto ninguém sem indicações, mas quando vi o seu nome naquele site (ou anúncio), sei lá, marquei e vim.” Alguns ao final completavam: “Ah, fiz bem em vir, foi ótimo!”.
As funções divinatórias do tarot estavam ligadas quase que exclusivamente ao aspecto mundano da vida, hoje os eventos mundanos estão sendo relacionados aos aspectos interiores de cada um, e é no interior que mora o divino, não importa como o chamemos.
É essa a função espiritual do tarot. Quanto mais entendemos a relação dos fatos com as escolhas que se faz, mais elevada se torna a consciência, quanto mais se culpa os eventos externos, a economia, ou os outros por tudo o que ocorre mais densa e rígida fica a relação com a vida. Como disse o místico indiano Osho: Quanto mais para dentro, mais para o alto, quanto mais para fora, mais para baixo.

Leia também os artigos: Consulta a um Tarólogo e Intuição - A Chave Interior.






sexta-feira, 20 de junho de 2014

Chris Evans e os Dois Cavaleiros


Sou um apaixonado por cinema, e mais ainda por tarot, e volta e meia me pego descobrindo arquétipos tarológicos nos personagens cinematográficos. Numa dessas descobertas percebo que o ator americano Chris Evans incorporou com perfeição, a meu ver, dois dos Cavaleiros dos arcanos menores em papéis que interpretou. O primeiro foi, sem sombra de dúvida, o Cavaleiro de paus em O Quarteto Fantástico (2005) como Johnny Storm, o Tocha Humana. O segundo foi o Cavaleiro de ouros em O Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), e Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014), em que Chris interpreta Steve Rogers, o próprio Capitão América.

O Cavaleiro de Paus


Como Cavaleiro de paus o Johnny Storm interpretado por ele, é a personificação do espírito jovial, sedutor, impetuoso, positivo, heroico, mas também imaturo, sem limites e até exibicionista desse cavaleiro. Johnny é um jovem cientista mais preocupado com suas conquistas sexuais do que com qualquer outra coisa. Ao sofrer um acidente, em que ele e mais quatro membros da nave que tripulavam são expostos a raios cósmicos, sua estrutura molecular é totalmente alterada. A partir disso ele passa a ter o poder de por o próprio corpo em chamas produzindo altas temperaturas, inclusive voando quando quer! Johnny passa a chamar a si mesmo de Tocha Humana. 
Quando seus feitos começam a ser úteis ao mundo, e ele passa a ser visto como um herói pelos cidadãos da comunidade, é notificado por sua irmã Susan Storm (a Mulher Invisível) e seu cunhado Reed Richards (o Senhor Fantástico) de que eles terão de se resguardar por um tempo, pois desconhecem as oscilações das alterações sofridas. Haja visto o que aconteceu com Ben Grimm (o Coisa), que não consegue voltar à sua forma humana, mantendo uma constante aparência de estrutura rochosa! Johnny se resigna por pouco tempo, mostra naturalidade e certa frieza diante da condição de Ben que, segundo ele “não liga e desliga como nós”. O seu tempo de reclusão tem como passatempo favorito fazer brincadeiras de crueldade infantil com o Coisa. Passado esse breve período ele quer sair às ruas para combater o inimigo, e fazer o melhor pelo mundo, mas também quer aparecer e ser amado! Ele desconhece a dimensão total de seu poder, mas sua impetuosidade o faz querer testar a si mesmo. Num dado momento ele quase reproduz aqui na Terra o calor de uma Supernova, o que queimaria todo o oxigênio do planeta, matando a humanidade inteira! Só se contém quando Reed o avisa deste perigo.
Só nessa breve narrativa vemos muitas das representações e características do Cavaleiro de paus como ele aparece no Thoth tarot, por exemplo, montado num cavalo negro a pino com sua capa de fogo e uma tocha ardente nas mãos, prestes a enfrentar o mundo! Ou no tarot Mitológico em que ele aparece como o jovem Belerofonte, que fascinado com seus feitos de capturar e montar o cavalo alado Pégasus e matar a Quimera, testa a si mesmo subindo ao Olimpo para tomar seu lugar junto aos deuses. O que acaba por matá-lo! No tarot Zen ele é representado literalmente como uma tocha humana com o título Intensidade.

O Cavaleiro de Ouros


Como Cavaleiro de ouros o Steve Rogers, outro personagem de Chris no cinema, traz em si as qualidades de disciplina, trabalho, esforço, persistência, ética, humildade, tradicionalismo e desejo de ser útil e produzir algo significativo e bem feito! Além de extrema força física e resiliência psicológica. O jovem Rogers é um rapaz franzino que sonha servir às forças armadas de seu país durante a Segunda Guerra Mundial. Tenta por várias vezes se alistar, mas é recusado por sua baixa estatura e porte físico deficiente. Numa visita à Feira Mundial de Nova York, ele tenta se alistar mais uma vez, e mais uma vez é rejeitado. Entretanto, o Drº Abraham Erskine, um cientista alemão que trabalha para o governo americano, o convida para participar de um experimento que tenta criar o supersoldado. Ele aceita, e dessa experiência nasce o futuro Capitão América. 
No princípio é usado apenas como um garoto propaganda para alistar jovens combatentes. Ele anseia combater seu arqui-inimigo Johann Schimidt, o Caveira Vermelha, que passou pelo mesmo experimento de Rogers, só que teve uma reação imperfeita. Quando vê a oportunidade não titubeia e o enfrenta.
O interessante no capitão América é que o tempo todo ele quer ser mais que uma inspiração, ele luta por valores como dignidade, bravura e honra! Ele não quer ser simplesmente adorado, ele quer respeito, mas um respeito do qual se sinta merecedor! Quer ser útil, quer estar no front e não descansa até que efetivamente entre na guerra e cumpra o papel que sente que sempre foi seu! Não se poupa nunca. É um herói que preserva valores medianos de boa convivência, um patriota, mas também um tipo simplório na intimidade, que não tem o mínimo jeito com as mulheres, mesmo quando elas pulam sobre ele! A patente de capitão é uma prova da sua disposição em servir, é um líder que vai à luta com os seus soldados, que pega junto. Não um general ou comandante estrategista que vê tudo de uma mesa de simulação.
No filme seguinte, Capitão América 2: O Soldado Invernal, ele é um homem de 95 anos com a aparência de um rapaz de 20, e a força de um super herói. No fim da trama do primeiro filme ele havia caído com sua aeronave no mar do Ártico onde ficou congelado por quase 70 anos! O tempo todo sua colega da S.H.I.E.L.D, a espiã Viúva Negra, tenta fazê-lo participar dos tempos atuais arranjando-lhe encontros amorosos, ao que ele alega não estar disponível por excesso de trabalho. Como um digno membro dos arcanos do naipe de ouros e, portanto, do elemento terra! No fim da trama ela o indica para uma moça que considera bem legal, mas ele lembra que a referida moça tem muitos piercings, e que ele ainda não está preparado pra isso! Reforçando sua cautela terráquea em abraçar novas experiências, bem como seu apego aos valores mais conservadores.
Mais uma vez essa sinopse me remete às versões do Cavaleiro de ouros em muitos baralhos. No Thoth tarot, aparece como um homem franzino montado bravamente sobre um cavalo grande e de aparência poderosa. Ele olha de modo destemido para o horizonte com a disposição ferrenha de fazer o que deve ser feito. Ou o jovem Aristeu no tarot Mitológico, o único herói grego sem dons especiais, que cresceu e se tornou um grande rei graças à força do seu trabalho e o desejo de corrigir seus erros de caráter! No tarot Zen a imagem é de uma tartaruga que se aproxima de um lago. O movimento lento, mas inexorável, deste animal nos faz supor o tanto de esforço, persistência e empenho ela precisou para atingir seu objetivo. No xamanismo a tartaruga é o animal totem do clã da terra, que evoca as qualidades do trabalho, da disciplina e do progresso!
Chris Evans pode não ser, na visão dos críticos de cinema, um grande ator dramático. E talvez não passe de um belo regalo para os olhos femininos, mas com certeza soube dar, de forma muito convincente, vida a esses dois arcanos do tarot.

Sobre o Quarteto Fantástico 
e outros Arcanos



O filme o Quarteto Fantástico, aliás, possui mais outros membros das cartas da corte do tarot representados em seus personagens. Reed Richards é a clara representação de um Rei de espadas! Inteligente, e mais do que isso, brilhante! Mas incapaz de se expressar afetiva, e intimamente. Com a mudança ele vira um homem elástico, e flexibilidade é justamente o que um Rei de espadas precisa! Susan Storm por sua vez é claramente uma Rainha de copas, frágil e tolerante que se ressente da distância de Reed. Ao sofrer a mudança molecular passa a ficar invisível quando chateada ou brava. Uma típica atitude de anulação de si mesma diante da dificuldade de impor sua vontade, de sumir diante do que não sabe como lidar. Também tem a capacidade de criar um poderoso campo de força à sua volta. E limites são a grande dificuldade na constituição psicológica da Rainha de copas! Por fim, Ben Grimm representa os aspectos mais simplórios de um Cavaleiro de ouros, fiel à sua amizade com Reed e o grupo de cientistas, está sempre disposto a servir, e passa a ser dono de uma força descomunal e grande disposição física depois do acidente. Por outro lado, possui um caráter ranheta e beligerante que mais se parece com o de um Cavaleiro de espadas.

Leia também o artigo Sobre Heróis


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Tarot & Magia

Evocando o Pai e a Mãe Cósmicos...


Vivemos num tempo em que magia muitas vezes é vista como uma atividade supersticiosa com pouca ou nenhuma validade prática, o que é um grande equívoco! Os rituais mágicos possuem o mesmo valor que muitos trabalhos vivenciais, envolvendo os muitos aspectos da consciência para um objetivo determinado. O trabalho ritual e mágico é um procedimento que se utiliza da força dos arquétipos para direcionar a intenção a um objetivo determinado, ou para alcançar algo dentro de nós mesmos! Nesse sentido o tarot é um perfeito instrumento mágico a ser explorado. O arquétipo é uma energia transformadora que se manifesta através dos símbolos, e pode tanto expressar uma realidade interior como ajudar a moldá-la. Podemos nos utilizar dos arcanos para evocar qualidades arquetípicas dentro de nós!
Com base nisso hoje quero ensinar dois rituais para a evocação das qualidades arquetípicas das cartas de O Mago e de A Sacerdotisa, respectivamente o Pai e a Mãe cósmica dentro da estrutura simbólica e mística do tarot.

O Ritual de O Mago


O arquétipo deste arcano é o do fazedor de milagres, o grande mago dos elementos, o talento que se torna fato e faz as coisas acontecerem. Nas muitas versões deste arcano ele aprece com uma mão apontada para o alto e a outra dirigida à terra como que se aproveitando de um poderoso influxo energético cósmico para manifestar ou realizar algo. A mão erguida segura uma vara mágica e nessa mão ele possui a representação de dois elementos masculinos, o próprio ar relacionado com o mais elevado, e o fogo cujo símbolo esotérico no tarot é o bastão ou a vara mágica! O ar sustenta a vida, a dinamiza, o fogo direciona sua potência, além de resguardar todas as relações simbólicas com os elementos ar e fogo, como inteligência, comunicação, inspiração, criatividade, ação etc. Ao acessarmos o arquétipo do de O Mago somos capazes de expressar com fluência nossos talentos e habilidades, aguçamos nossas percepção e linguagem de modo que encontramos a palavra ou a expressão certa para comunicar exatamente o que percebemos. E todo o intérprete de símbolos sabe o quanto isso é essencial na hora de interpretar qualquer sistema oracular!

O Procedimento


Como em todo o procedimento mágico vamos utilizar outros elementos simbólicos para evocar a presença dos elementos e sua força arquetípica dentro de nós. Vamos também usar o poder das palavras, escrevendo afirmações que expressem as qualidades superiores de O Mago. Sempre começando com Eu sou, ou Eu tenho. Um exemplo seria: Eu sou um canal permanente de conexão com a inteligência Superior, ou Eu tenho a plena fluência de percepção e comunicação em tudo o que faço! Escreva afirmações desse tipo, ou essas mesmo se preferir, num pedaço de papel. O simples ato de escrever introjeta no inconsciente a coisa escrita. Coloque o papel num pires ou prato branco que servirá de apoio ao ritual, ou seja, um campo de trabalho mágico. Sobre o prato ou pires coloque a carta de O Mago do baralho que preferir. Sempre recomendo que se utilize um baralho específico para leituras, outro para vivências e rituais. Acenda um incenso de aroma amadeirado como sândalo ou olíbano, duas essências com forte tradição espiritual, muito utilizados nos templos para facilitar a concentração e a elevação da consciência! O incenso carrega em si o simbolismo do ar (perfume) e do fogo (a chama), sendo por isso tido pelos povos do antigo Egito e Índia como o instrumento cerimonial perfeito em oferendas aos deuses. Ao acender a chama do incenso reforce as intenções que escreveu no papel. Utilize também pedras para reforçar seu propósito. O quartzo branco é um coringa que serve para qualquer trabalho, mas pode se utilizar do quartzo azul (traz clareza e criatividade) ou a pedra olho-de-tigre (coragem, autoconfiança, sorte, proteção e acuidade mental). Programe as pedras com as afirmações escritas. A autora Uma Silbey recomenda que se inspire lenta e profundamente imaginando que ao fazê-lo se está inalando as afirmações escolhidas, prende-se a respiração por um tempo como se retendo essas afirmações em si, e simultaneamente contrai-se o esfíncter para reter ainda mais a energia. Em seguida libera-se e o ar dos pulmões e descontrai-se o esfíncter, dirigindo o ar e a energia à pedra impregnado-a com as intenções desejadas. Repita o processo três vezes!
Coloque o prato, o incenso, e o cristal próximos de uma janela pela manhã e certifique-se que a luz do sol ou chegará próxima do ritual, ou o banhará completamente, como um símbolo da entrada da luz da consciência. Depois de concluído o ritual queime o papel com as afirmações, elas agora vivem dentro de você. Guarde a carta e leve as pedras consigo. Use-as em sua mesa de trabalho quando for ler o tarot para si ou para outros, ou as coloque debaixo do travesseiro quando for dormir.

O Ritual de A Sacerdotisa


Esse é o arquétipo da feiticeira, da clarividente e clariaudiente. Daquela que se comunica com as outras dimensões e seres dos planos invisíveis. Da que conhece os mistérios da vida e do destino. Em muitas de suas versões ela está sentada numa espécie de trono na entrada dum templo delimitado por dois pilares, e com roupas cerimoniais que cobrem todo seu corpo, indicando não movimento, retiro e introspecção não física, mas psicológica e espiritual. Muitas vezes também ela está de algum modo relacionada com a água, símbolo da fluidez da vida e das profundezas desconhecidas da alma. Os muitos mitos de monstros marinhos são na verdade símbolos do mistério e fascínio que representa este elemento. A água tem dois movimentos, o de fluxo e refluxo e isso sempre foi associado à lua em sua fases. Existe uma íntima ligação entre esse astro da astrologia e este arcano do tarot. Ao acessar o arquétipo de A Sacerdotisa, abrimos a visão e a audição interior para o incognoscível dos planos superiores da consciência e da natureza! Porém, vale lembrar que se o fizermos sem antes acessar o arquétipo de O Mago, careceremos da capacidade de expressar com mais clareza as inúmeras possibilidades de revelação que A Sacerdotisa nos abrirá!

O Procedimento


Assim como no arcano anterior colocaremos a carta de A Sacerdotisa em cima de um pires ou prato branco. Debaixo do prato um papel com as afirmações que expressem o que se deseja alcançar em si das qualidades deste arcano, sempre preservando os verbos Eu sou e Eu tenho. Minhas sugestões são: Eu sou um canal de acesso aos poderes da intuição Superior ou Eu tenho o poder da visão e da audição interior agora despertos em mim. Coloque ao lado do prato um copo de vidro ou cristal, ou se tiver uma taça prateada ou de prata verdadeira, melhor! A prata reflete bem as qualidades lunares que pretendemos atingir! Do outro lado coloque pedras de ametista (purifica energias, amplia o psiquismo, desperta os chakras superiores, eleva a consciência, e favorece o estado meditativo), ou pedra-da-lua (amplia intuição, abre a clarividência, traz paz e conecta com os poderes da lua), ou o quartzo branco, que pode ter as mesmas funções de for programado para isso! Programe as pedras como indicado anteriormente. Escolha uma fase de lua cheia quando esta estiver num dos místicos e muito psíquicos signos de água como Câncer, regente da lua, Peixes ou Escorpião. Lembre-se de verificar se a lua não está fora de curso, ou mal aspectada com o planeta mercúrio, que rege o conhecimento e a comunicação, e nem preciso explicar o motivo, não é? Também deverá ser evitado aspectos desfavoráveis com plutão, regente do submundo da psique! Isso poderia trazer conexões indesejadas que poderiam tornar a conexão densa demais! Deixe os objetos do rito em frente a uma janela em que em determinado momento fiquem expostos à luz do luar! Retire tudo antes de o sol nascer! Faça o mesmo que foi feito com o arcano anterior, queime o papel, guarde a carta, use as pedras e beba toda a água do cálice! Ela foi fluidificada com os poderes da lua e de todo o ritual.

Leia também o artigo As Aplicações do Tarot



segunda-feira, 31 de março de 2014

Certificado Aquariano


Nova Era, uma integração entre povos,
culturas e conhecimentos diversos para um 

mundo e uma humanidade melhor.
Vasculhando minha coleção de antigas revistas PLANETA, me deparo com uma edição do mês de Julho do longínquo ano de 1982, que divulgava um manifesto do Movimento Mundial da Nova Era, que acabara de lançar uma formalidade que a revista dizia não poder deixar de registrar por ver nisso um chamado à consciência de todas as pessoas no mundo! Tratava-se de um Certificado de Militante da Nova Era, cujo teor consistia em quarenta itens que todo aquele que se enquadrasse nessas propostas poderia enviar o formulário preenchido à sede do MMNE.
Essa notícia me chamou a atenção por dois motivos: 1º A sede desse movimento se localizava em minha cidade natal, Porto Alegre, e em 2º a própria tentativa de “certificar” alguém de ser seja lá que for, que por si só já é totalmente fora da proposta aquariana de libertação da expressão humana de instituições políticas, sejam quais forem! Não encontrei nenhum resquício desse movimento na atualidade, mas considero as questões levantadas de fato muito lúcidas e pertinentes a todos nós, como bem o colocou os editores da revista. Transcrevo aqui os itens e os critérios de avaliação do tal certificado, com alguns comentários meus ao lado de certos itens que pensei precisarem de esclarecimento. Espero com isso que possamos todos refletir sobre os caminhos que estamos todos seguindo na busca de um mundo e uma humanidade melhor:

Eu..........................................., abaixo assinado, realizo pelo menos 33 das disposições a seguir:

1º) Não tomar refrigerantes artificiais – Alimentos industrializados e de valor questionável à saúde.

2º) Não comer ou tomar alimentos gelados – O mesmo que o item anterior.

3º) Não consumir açúcar branco, ou reduzir drasticamente seu consumo – De novo a saúde priorizada.

4º) Desestimular o consumo de farinhas “beneficiadas” - Ainda aqui a preocupação com o bem estar físico da humanidade.

5º) Não fumar.

6º) Fugir da pornografia – Ela afasta a afetividade do ato sexual tornando-o meramente físico, e como estamos longe desse ideal!


Casamento wiccano.
7º) Só se permitir o amor verdadeiro e puro – E desse item então...

8º) Não usar sapatos de salto alto – A postura e a saúde física.

9º) Não usar alianças de ouro ou platina – Incentivadores da cobiça por minérios valiosos.

10º) Adotar ou incentivar a medicina naturista (homeopática, etc).

11º) Não ver filmes violentos – Eles criam uma consciência violenta.

12º) Não recorrer ao uso da violência, exceto pra defesa.

13º) Adotar o racionalismo e não a fé cega – Ter uma fé embasada e aberta a questionamentos e, por isso, não dogmática.

14º) Saber que Deus (a perfeição, a Meta) existe.

15º) Não reconhecer fronteiras entre as ciências – Já demos esses primeiros passos recém agora.

16º) Acreditar, ou saber, que os extraterrestres já estão aqui – Ou seja, admitir a vida além da esfera terrestre.

17º) Saber que já estamos no Apocalipse – O que significa que não se trata de uma promessa bíblica, mas uma realidade bem visível em tudo que vivemos, mas que pode e deve ser evitado.

18º) Não caçar, exceto pragas na lavoura – Respeito à vida selvagem e ao bem estar animal.

19º) Não se intrometer na vida indígena.

20º) Não realizar queimadas nos bosques, savanas ou campos.

21º) Estimular a agricultura orgânica.

22º) Não projetar, construir ou trabalhar em fábricas poluidoras.

23º) Não estimular empresas de seguro, confiar no Cósmico e na fraternidade – Muito longe de nós este ideal na atualidade, não é mesmo?

O bem estar animal como uma
trégua entre espécies.
24º) Fugir da propaganda comercial da Velha Era - Que estimula o consumo desenfreado que, por sua vez, consome o planeta.



25º) Desaprovar ou desestimular o consumo de carne em festas – Aqui há tanto a preocupação com a saúde humana quanto com o bem estar animal.

26º) Não fazer investimentos alheios à Nova Era.

27º) Não produzir sons neurotizantes - A poluição sonora das cidades e de alguns gêneros musicais.

28º) Não incentivar a prostituição – Hoje querem até torná-la profissão!

29º) Não se casar (de hoje em diante) através das religiões da Velha Era.

30º) Não se iniciar, no futuro, cursos de inglês, francês etc antes do esperanto – Para unir os povos numa língua não imperialista, também um ideal que já foi vencido.

31º) Não receber mais de 3 ou 4 vezes o salário mínimo (pessoas solteiras) ou de 4 a 6 vezes (pessoas casadas), claro dependendo da cidade ou região do país. Caso receba, use o excedente pra apoiar projetos ligados à Nova Era – A economia e a política atual nos inviabilizaram a concretização desse ideal.

32º) Ser adepto do “poder jovem” - Dar voz e vez aos jovens, o que recém vem acontecendo com o voto aos 16 anos, por exemplo, e a participação do jovem na organização escolar.

33º) Ser adepto do intelectualismo político, todo o candidato a altos cargos públicos deve ser sábio – O que nada tem a ver com cursos superiores e PhDs, mas sim com histórico de vida social e pessoal ricos.

34º) Não fazer especulação imobiliária - Foi justo a falta dessa consciência o estopim da grande crise mundial de 2008.

35º) Não projetar ou construir edifícios residenciais com mais de 3 pavimentos.

A busca por construções que permitam que
o fluxo da natureza corra mais livremente.


36º) Não ser nacionalista, mas um “cidadão do mundo”.

37º) Ao desencarnar destinar seus bens às instituições que estimulem a Nova Era.

38º) Se receber alguma herança destiná-la a qualquer instituição de apoio à Nova Era.

39º) Incentivar a união de todas as entidades que adotem a filosofia da Nova Era – Que, bem pelo contrário, hoje ainda se dividem e não dialogam entre si.

40º) Participar de algum Movimento pela implantação de uma verdadeira civilização neste planeta.

Assinatura .................................................
Data ......./......./..............

Classificação:

Militantes e 1º classe = Adesão total.
Militante de 2ª classe = 1 a 3 itens não satisfeitos.
Militantes de 3ª classe = 4 a 7 itens não satisfeitos.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Tarot e Vidas Passadas


A Sacerdotisa do Voyager tarot,
o inconsciente ignora limites de tempo e espaço.
Desvendar vidas passadas pode ser uma distração nada produtiva! Como qualquer outra coisa ou serviço dentro do mundo holístico e espiritual que for encarado de modo leviano. O olhar outras vidas pode ser uma infrutífera viagem em busca de raízes que conectem o inquiridor às civilizações grandiosas do passado ou a títulos de nobreza, heróis quase míticos, ou vidas lendárias
Ninguém parece interessado em ser povo, nem nesta nem em outras encarnações! Quando isso é levado à sério, entretanto, é possível entender os eventos do presente como sendo uma linha contínua resultante do desenvolvimento da consciência ao longo de muitas vidas. Há pessoas que têm a clara impressão de que os desafios que elas estão vivendo são o resultado de processos kármicos, ou seja, o retorno ou a continuidade de ações de outras encarnações que continuam demandando desafios na presente existência! Essas pessoas costumam me perguntar se é possível fazer isso com o tarot, ou seja, se é possível sondar a influência de outras vidas na vida presente, ao que respondo que sim! Existem algumas leituras que nos permitem avaliar que desafios estão se projetando da memória de outras vidas no conjunto de vivências atuais de uma pessoa!
Tarot, avaliando influências 
ancestrais na psique atual.
Sempre resisti muito a este tipo de abordagem, seja para aplicá-la seja para ensiná-la! E tanto que a única vez em que desejei compartilhar esse conhecimento com outras pessoas, somente uma pessoa, minha aluna Alice Silveira, se interessou em aprendê-la. Hoje ela está em Lisboa e continua praticando o sistema de leitura que eu ensinei. O tempo como conhecemos é o fragmento de um tempo contínuo em que o passado, desta e de outras vidas, mistura-se às infinitas possibilidades do futuro. E tudo isto encontra-se num mesmo lugar para todos nós, o presente. Por isso meu trabalho tem sido investigar a fundo o momento presente, avaliar a influência do passado e a semente do futuro que jazem contidos nele, e apontar os caminhos sinalizados pela consciência Superior rumo ao desenvolvimento evolutivo de quem procura o tarot!
Porém, aprendi que para algumas pessoas a percepção da continuidade do tempo é tão mais intensa que olhar para trás e unir sentidos e significados é uma necessidade. E como tudo está acontecendo no “agora” é perfeitamente possível, por intermédio dos símbolos, alongar o olhar para além das fronteiras de um tempo distante que se faz desconhecido, mas que pode guardar inúmeras respostas.

Obs: Se quiser conhecer a leitura da Pirâmide das Encarnações, marque sua hora! Entre em contato comigo.